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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Museu Nacional na pauta dos distritais

Museu Nacional na pauta dos distritais Agnelo tem pressa em aprovar na Câmara projeto que passa a gestão do monumento para o governo federal. Pressão da área cultural pode tornar a análise mais difícil. 

Museu Nacional: obras de arte que estão em bancos públicos poderão ser expostas no monumento

Além do polêmico Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub), o Executivo pretende ver aprovado pelos distritais o Projeto de Lei nº 1.693/2013, que transfere para o governo federal a gestão do Museu Nacional da República. Em encontro com os parlamentares da base esta semana, o governador Agnelo Queiroz (PT) colocou a demanda entre as prioridades deste fim de ano, mas alguns apostam que o trâmite da proposta não será fácil.

De acordo com o projeto, o espaço será cedido ao Executivo federal, que passará a geri-lo. A ideia partiu da presidente Dilma Rousseff. Em conversa com o governador do DF, ela manifestou interesse em transferir para o museu brasiliense o rico acervo dos bancos públicos, além de obras espalhadas em ministérios e embaixadas brasileiras pelo mundo. Peças de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Antônio Poteiro, Tomie Ohtake, Portinari e Athos Bulcão integram as coleções. O que parece ser um grande ganho para a cidade, no entanto, desperta críticas de parte da classe artística local, como ficou claro durante comissão geral promovida na noite de ontem na Câmara Legislativa.

Representantes do movimento cultural da cidade aproveitaram a oportunidade para se manifestar contrários ao PL. De acordo com um deputado da base, a pressão dos artistas — que prometem lotar as galerias, caso a proposta seja mesmo levada a plenário ainda este ano — pode intimidar os parlamentares. Um dos argumentos apresentados pelo governo, de que o museu é subutilizado, não convenceu parte dos distritais.

Debate

O secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira, e o presidente do Instituto Brasileiro de Administração de Museus (Ibram), Ângelo Santos, também participaram do evento e destacaram que o debate precisa ser ampliado. “O museu não tem dono. É de Brasília, do Brasil, da população”, afirmou. Hoje, 10 servidores da pasta cuidam do local, mas a escassez de verbas sempre dificultou a promoção de projetos. Apesar disso, no ano passado, 972 mil pessoas visitaram o espaço.

O presidente do Conselho de Cultura do DF, Romário Schetino, também presente à reunião, defende que os governos federal e local compartilhem a gestão do Museu Nacional. “Acredito que o debate ainda não foi encerrado, ainda precisamos discutir mais a questão”, pontua. Caso o texto seja aprovado, o Ministério da Cultura, por meio do Ibram, vai passar a administrar o espaço, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 2006.

Nova autarquia

O Instituto Brasileiro de Museus foi criado pelo presidente Lula, em janeiro de 2009, com a sanção da Lei nº 11.906. A nova autarquia vinculada ao Ministério da Cultura sucedeu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nos direitos, deveres e obrigações relacionados aos museus federais.

Fonte: Thaís Cieglinski - Correio Braziliense.

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