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Brasília, Distrito Federal, Brazil
Um blog comprometido com o resgate da cidadania."O aspecto mais importante do caráter de Cristo, foi sua confiança na grandeza da alma humana". É necessário enxergar a verdade sobre o mundo e sobre nós mesmos, ainda que ela nos incomode e nos seja desagradável.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Judiciário: Durval Barbosa foi absolvido em denúncia de pedofilia

Às 18h05 desta quarta-feira (28), Durval Barbosa (foto) recebeu uma sentença que lhe favorece.

Foi absolvido das denúncias de estupro de vulnerável, satisfação de lascívia e pedofilia, que pesavam contra ele.

A decisão foi proferida pela juíza Silvana da Silva Chaves, do Segundo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Brasília.

A decisão foi remetida para conhecimento do Ministério Público.

Durval Barbosa foi o delator da Caixa de Pandora, que derrubou o governo de José Roberto Arruda em 2010. Na época, contou como funcionava o engenhoso esquema de corrupção que envolvia integrantes da gestão de Arruda, de Roriz, além de deputados distritais e empresários da cidade.

Como delator, Durval confessou muitos crimes, motivo pelo qual responde a dezenas de processos que terão penas reduzidas já que ele colaborou nas investigações.

Pouco depois de ser pivô do escândalo de corrupção, Durval foi acusado de pedofilia contra duas crianças. O processo corre em segredo de Justiça e, embora tenha sido inocentado em primeira instância, ainda cabe recurso.

Fonte: Veja Brasília - Por Lilian Tahan

Caso Raad Massouh: A emenda maior que o soneto

Raad agora terá mais um para se preocupar 

 
Como se não bastassem os inquéritos em curso na Polícia Civil, o processo em que já foi indiciado no Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (2011.00.2.014790-3), outros que estão em análise e o risco eminente de ser cassado pela Câmara Legislativa, Raad Massouh agora terá mais um processo. Desta feita, no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.

No último dia 08, a Desembargadora Sandra de Santis, declinou de sua competência para o TRE/DF de parte das pérolas que compõem o processo em curso no Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

A Desembargadora entendeu que nos inquéritos que vem relatando, um crime em tese, é eleitoral, não pode ser julgado pelo TJDFT e sim pelo TRE/DF. Trata-se de uma lista de processos acompanhados pelo Dr. Dr. Lincoln de Moura, e de interesse do deputado ou de pessoas indicadas por ele ao referido advogado, apreendida na residência de Raad em uma busca e apreensão.

Raad agora terá que prestar esclarecimentos também ao TRE-DF, ou seja, a emenda está ficando maior que o soneto.

Veja a íntegra da decisão: aqui 

Fonte: Redação com informações do TJDFT

Caso Raad Massouh: Chicanas de Raad Massouh sugam a credibilidade da Câmara Legislativa e dos deputados distritais

Caso Raad Massouh avança na Câmara Legislativa, no entanto, em um ritmo que deixa a população frustrada. Reconhece-se o bom trabalho desenvolvido por alguns parlamentares, mas o arrastar do caso causa desgaste à Câmara Legislativa e aos deputados distritais. Nem tanto pelo tempo de tramitação, mas pelas chicanas que o deputado Raad Massouh tem produzido à profusão.

O deputado Joe Valle, ao confeccionar minucioso relatório acerca do caso, começou afirmando que “os cidadãos do nosso País e, em especial, os do Distrito Federal, de forma histórica, estão indo as ruas, promovendo manifestações populares pacificas e originadas pela necessidade de mudanças nas estruturas políticas e nas ações e prioridades de Governo”. O deputado distrital Raad Massouh porta-se na contramão do anseio popular e expõe o velho e decrépito modo de se fazer politicagem.

A patacoada da suposta extorsão que Raad estaria sofrendo, divulgada no dia da sessão que analisaria o relatório, nitidamente tinha o viés de tumultuar a sessão e de macular o procedimento que tem se desenvolvido com absoluta observância do devido processo legal. O tiro saiu pela culatra, pois até o deputado distrital Agaciel Maia, que era dado como voto certo em favor de Raad Massouh, votou a favor da instauração do processo de cassação.

Mas a atabalhoada conduta do parlamentar no episódio acima não foi um ato isolado. Vê-se nas transcrições que constam do relatório final, que o deputado fez questão de registrar impropérios contra o delegado que investigou as condutas praticadas por Raad Massouh.  É importante destacar que o delegado Flamarion não investigou Raad, investigou as condutas praticadas por Raad Massouh. A diferença é sútil, mas existe.

A polícia civil não deve investigar pessoas. Tal modo de proceder é típico de regimes de exceção. A polícia civil não deve investigar pessoas, mas as condutas praticadas pelas pessoas. E foi o procedimento adotado pela Polícia Civil ao investigar fraudes em licitações envolvendo a realização de eventos na região de Sobradinho.

Ao investigar os graves atos fraudulentos ocorridos em Sobradinho, chegou-se a comprovação das fraudes. Identificada as fraudes, a polícia investigativa foi atrás dos autores do ilícito e entendeu, com arrimo nas diversas provas, que o deputado Raad Massouh era o mentor dos ilícitos administrativos e penais ali investigados.

Assim, quando o deputado distrital insiste em chamar o delegado de “filho da puta”, e vê-se a insistência retratada no relatório confeccionado pelo deputado Joe Valle, não ofende apenas a autoridade policial que o investigou.  A ofensa é mais ampla e ofende aos honrados policiais civis que integram a Polícia Civil do Distrito Federal.

Ora, sem dúvida, a Polícia Civil do Distrito Federal – malgrado existam, como em qualquer lugar, algumas maças podres – é a melhor do Brasil. O próprio deputado distrital, ao ser inquirido perante a Comissão que o investigava, abusando de sua imunidade material, deixou claro que não queria que a ofensa fosse omitida das transcrições. Tal conduta, afrontosa e desrespeitosa, ofende mais do que toda uma corporação, ofende a população do Distrito Federal que muito se orgulha de sua polícia civil.

Mas os arroubos do deputado distrital Raad Massouh vão além, pois, afirma que um dia depois de seu indiciamento, ocorrido no dia 02 de novembro de 2011, reuniu-se com o Governador Agnelo Queiroz. No dia seguinte, o delegado foi afastado do caso. O deputado Raad Massouh nega que tenha pedido a remoção do delegado, mas é difícil de acreditar...

Ao agir assim, insinuando que tem apoio do Governador Agnelo Queiroz para se livrar da cassação, o deputado distrital Raad Massouh transfere parte da crise política para o Palácio do Buriti, para o próprio governador.

Tais condutas, descritas no relatório que opina pela perda do mandato parlamentar de Raad Massouh, desgastam sobremaneira a Câmara Legislativa do Distrito Federal e os deputados distritais, alcançando, o desgaste, até o governador Agnelo Queiroz. As estabanadas atitudes de Raad Massouh revelam que muita sujeira acontece nos porões da política distrital. É por causa de tanta sujeira e politicagem que as pessoas, em todo Brasil, em especial no Distrito Federal, têm tomado as ruas em protestos. Chega de impunidade, brada a população, esperamos que os deputados distritais tenham sensibilidade para ouvir e respeitar as vozes da rua.

Fonte: Instituto de Fiscalização e Controle – IFC

Caso Raad Massouh: Cassação pode ir a plenário semana que vem

Responsável pelo relatório sobre a correção técnica da tramitação do processo de cassação contra o deputado distrital Raad Massouh (PPL), Cláudio Abrantes (PT) disse ontem aos colegas da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa que o documento estará pronto para votação na próxima reunião ordinária do grupo, na terça-feira que vem. 

A Corregedoria e a Comissão de Ética da Casa já sugeriram a perda de mandato de Raad por improbidade, mas a CCJ precisa ratificar a legalidade do procedimento antes de o pedido de cassação ser levado a plenário. 

Caso isso ocorra na terça, a votação que decidirá o destino de Raad poderá ocorrer imediatamente; só depende da decisão da Mesa Diretora de levar o assunto para a pauta do dia. 

Raad é acusado de participar de um esquema que teria desviado recursos de uma emenda destinada à realização de uma festa em Sobradinho em 2010. Ele nega veementemente.

Fonte: Jornal Metro Brasília

Gim e Ideli Salvatti: Gim Argello resolveu extrapolar


Gim retirou da MP 615, da qual é relator, uma emenda de autoria de Jerônimo Goergen que condiciona o repasse de verba pública para clubes de futebol à exigência de que os cartolas implantem instrumentos de transparência em suas gestões (Leia mais em: Transparência e gestão responsável).

Hoje, em uma reunião com atletas, no Senado, Gim justificava sua decisão porque o Palácio do Planalto não teria dado sinal verde para a inclusão da proposta. Lá pelas tantas, na ânsia de convencer a turma da bola, Gim Argello pediu que um assessor ligasse para Ideli Salvatti e, em alto e bom som, afirmou:

- Se a Ideli negar que o governo é contra essa emenda, eu dou um soco na cara dela.

Ideli, por sua vez, já foi informada sobre o episódio e, obviamente, está enfurecida com Gim Argello.

Fonte: Veja.com - Radar on-line - Por Lauro Jardim

Investigação: Rastro de R$ 20 milhões "Gim Argello'

Gim Argello, a mulher e o filho movimentaram R$ 19,4 milhões em 11 anos. Eles terão de explicar essas transações à PF, mas o senador garante que não há nada de irregular


Soma pelo menos R$ 19,4 milhões o total de recursos movimentados pelo senador Gim Argello (PTB-DF), pela mulher, Márcia Cristina Argello, e por Jorge Afonso Argello Júnior, filho do parlamentar, e que está sob investigação. O montante foi rastreado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, e consta em três relatórios produzidos a partir de 2010, que levantaram transações pessoais da família de 2001 até o ano passado. 

Do total, R$ 3,9 milhões, ou 20%, envolveram operações junto a empresas da família e outras registradas em nomes de terceiros. O senador nega qualquer irregularidade e afirma que todas as transações foram declaradas à Receita Federal. Por determinação do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), os três deverão apresentar documentos à Polícia Federal para justificar as movimentações.

Registrado em nome de Ademir Francisco dos Santos e Eufrida Maria Jesus dos Santos, o posto de combustíveis Petro Rios Comércio Derivados de Petróleo depositou R$ 800 mil na conta de Márcia Cristina Argello, em junho de 2012, sacados em espécie. O valor foi recebido em uma lotérica de propriedade da família do senador, segundo o Coaf.

A mulher do senador depositou R$ 675,8 mil em favor do Sindicato Rural de Santa Cruz de Monte Castelo, no Paraná, que também foi beneficiado por uma transferência de R$ 262,6 mil feita por Jorge Argello Júnior, em 2011. A reportagem entrou em contato com os proprietários do posto, mas não os encontrou para comentar o assunto. No sindicato, ninguém atendeu aos telefonemas. 

Sociedade ativa 

Gim Argello tem sociedade ativa em duas empresas registradas no DF — a Argelo & Argello, constituída em 1980, e a Garantia Imóveis, em 1995. Em 2008 e em 1998, ele desfez, respectivamente, as sociedades com uma distribuidora de pneus e peças automotivas, a Radial, e com uma empresa de serviços postais, a Garantia Serviços Postais, que também já teve Márcia Cristina como sócia.

Atualmente, a mulher do senador é sócia da Garantia Transportes Rodoviários e da RR Serviços Postais e Telemáticos. Márcia também figurou como acionária da Garantia Imóveis, extinta em 2000; da Grid Pneus e Serviços Automotivos, até 2005; da LBL Valor Incorporação e Construções, até 2006; e da Terraforte Empreendimentos e Participações, até 2009.

A Terraforte foi beneficiada com um depósito de R$ 1 milhão das contas de Jorge Argello Júnior. O filho de Gim é sócio da empresa e da Camisa 10 Imóveis. Ele tem 22 anos e também já integrou a sociedade da Garantia Pneus e Serviços Automotivos e da Grid Pneus e Serviços Automotivos, até 2008; e da Radial Distribuidora e Representação de Pneus e da Rádio AMJ, até 2010. É dele a maior parte das transações sob investigação — R$ 14,3 milhões entre 2008 e 2012 (leia quadro). Segundo o Coaf, a renda de Jorge Argello Júnior seria de R$ 6,5 mil, incompatível com as movimentações.

Entre os valores, Jorge depositou, em 2010, R$ 900 mil nas contas da Caenge Construção Ltda. A empresa tem contratos com o GDF que somam R$ 102 milhões, inclusive para o recolhimento de lixo, por meio da Valor Ambiental. A Caenge foi procurada para comentar o depósito, mas o responsável não foi encontrado pela reportagem.

Movimentações 

Com empresas 

Total: R$ 3,9 milhões

» 2012 — Petro Rios Comércio Derivados de Petróleo Ltda depositou R$ 800 mil na conta de Márcia Argello

» 2011 — Jorge Argello Júnior depositou R$ 262,6 mil na conta do Sindicato Rural de Santa Cruz de Monte Castelo

» Período não identificado — Márcia Argello depositou R$ 675,8 mil na conta do Sindicato Rural de Santa Cruz de Monte Castelo

» 2010 — Jorge Argello Júnior depositou R$ 900 mil na conta da Caenge Construção Ltda.

» Não identificado — Rádio AMJ depositou R$ 285,9 mil nas contas de Luiz Estevão de Oliveira e seus familiares



» 2011 — Jorge Júnior depositou R$ 1 milhão para a Terraforte Empreendimentos e Participações 

Transações de Jorge Argello Júnior

Total: R$ 14,3 milhões

» Fevereiro a setembro de 2010 — Movimentação de R$ 2,7 milhões em sua conta

» Fevereiro a setembro de 2010 — Aplicações no total de R$ 3 milhões

» Maio de 2012 — Saque em espécie de R$ 1 milhão

» Setembro de 2009 a fevereiro de 2010 — Beneficiário de depósito de R$ 971,7 mil

» Setembro de 2009 — Aplicação no valor de R$ 1 milhão

» Outubro de 2008 — Beneficiário de depósito de R$ 143 mil

» Abril de 2008 — Saque de R$ 100 mil

» Abril de 2008 — Saque de R$ 1,2 milhão

» Setembro de 2010 a maio de 2012 — Movimentação de R$ 2,8 milhões

» Maio de 2011 — Saque de R$ 1 milhão fora de seu domicílio em carro forte

» Abril de 2012 — Transferência de R$ 250 mil em sua conta

» Agosto de 2012 — Saque de R$ 200 mil 

Transações de Gim Argello 

Total: R$ 1,2 milhão

» Maio de 2001 — Movimentação de R$ 1,1 milhão

» Fevereiro de 2010 — Saque de R$ 100 mil

Total movimentado: R$ 19,4 milhões

Fonte: Coaf / Ministério da Fazenda 

Fonte: Correio Braziliense - Por Arthur Paganini

Ação entre amigos: De costas para as ruas 'Natan Dondon'

Câmara ignora manifestações e, em votação secreta, mantém mandato de deputado-presidiário 

 
Dois meses depois dos protestos que pararam as ruas de todo o país, a Câmara deu mostras de que esqueceu a agenda positiva e manteve ontem à noite o mandato do deputado Natan Donadon, que foi condenado por formação de quadrilha e peculato, e está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Numa sessão que foi esticada para tentar recolher o maior número de votos, faltaram 24 votos para cassar o mandato do deputado. Foram 233 a favor da cassação, 131 contra e 41 abstenções. Eram necessários, no mínimo, 257 votos. Donadon, que foi autorizado pela Justiça a se defender em plenário, ajoelhou-se e rezou, com as mãos para cima, logo após saber do resultado.

Apesar da vitória na votação, Donadon não poderá exercer o mandato. Dizendo-se constrangido com o resultado, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mandou convocar o suplente de Donadon, Amir Lando (PMDB-RO), em caráter de substituição enquanto durar o impedimento do titular. Alegou que, por estar preso, Donadon não poderá cumprir as funções de parlamentar. Alves foi elogiado pelos poucos parlamentares que ainda estavam em plenário.

- Com plena consciência de parlamentar vivido, de quem viveu muitos episódios, digo que este foi um episódio mais constrangedor. Anuncio este comunicado ao plenário e ao país. Vou dar consequência à decisão do plenário. Em razão do cumprimento da pena em regime fechado, o considero (Donadon) afastado do mandato e convoco seu suplente - disse Alves.

Primeiro deputado condenado em último instância, Donadon saiu de camburão da Penitenciária da Papuda para fazer pessoalmente sua defesa no plenário da Câmara. Às 23h15m voltou para cadeia algemado no mesmo camburão, mas ainda com o mandato.

- Agradeço a Deus. A justiça está sendo feita - afirmou Donadon ao deixar o plenário. A reação foi imediata.

- A Câmara dos Deputados está de luto - disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR).

- É um terrível constrangimento. Devemos apressar a aprovação do voto aberto, para não salvarmos futuros deputados - disse Sérgio Zveiter (PSD-RJ), relator do processo e que pediu a cassação de Donadon.

Alves anunciou que só vai voltar a pôr outro processo de cassação em votação depois de aprovado o projeto que acaba com o voto secreto.

Quando chegou ao plenário, no início da sessão, Donadon adotou tom religioso. O deputado-presidiário evocou Deus, disse que não é ladrão e que nunca roubou um centavo. Diante dos olhares constrangidos de alguns colegas, o deputado, num longo discurso, descreveu sua situação na cela da Papuda, queixou-se da falta de água e do vaso sanitário. O parlamentar reclamou também que foi obrigado a seguir algemado do presídio para a Câmara e na parte de trás do camburão, e ainda chegou a mandar aos colegas um recado dos presos, que reclamam da qualidade da comida na penitenciária.

A votação começou às 20h30m. Incomodado com baixo quorum, Alves decidiu dar maior prazo para que os parlamentares comparecessem ao plenário e estendeu a votação até as 23h. Às 22h, o painel registrava 405 votantes. No início da sessão, 469 parlamentares tinha marcado presença. Até as 23h, ninguém mais votou.

Donadon saiu da Papuda com autorização da Vara de Execuções Penais de Brasília, assinada pelo juiz Ademar Vasconcelos. Quando foi agendada a votação em plenário, a Câmara formalizou um pedido ao juiz para ingressar na Papuda e notificar pessoalmente Donadon.

Nesse mesmo documento, Alves solicitou que o juiz, se julgasse possível, adotasse as providências cabíveis caso Donadon tivesse interesse em se defender pessoalmente. A sessão começou com a acusação do relator, Sérgio Zveiter. Ele disse que não era uma situação agradável:

- Foi uma ação criminosa, um assalto aos cofres públicos. Vivemos um momento histórico, e a sociedade tem o direito de impedir que essa impunidade se alastre.

Da tribuna, Donadon implorou para não tirassem seu mandato, alegando que sua família passa por dificuldades financeiras. Também acusou o MP de seu estado de só enviar ao STF provas que o condenavam, não as que o absolviam.

- Decidi vir aqui se fosse apenas para falar a verdade. A imprensa omitiu a verdade. Hoje se completam dois meses que estou preso e sendo tratado como um preso qualquer, um preso comum.

Está difícil demais para mim passar por isso. Estou no isolamento, como se fosse de segurança máxima - disse Donadon.

Ele contou até que, para terminar o banho de ontem, precisou recorrer a garrafinhas de água de um colega preso:

- Tenho sofrido muito. É desumano o que um prisioneiro passa. Minha família tem sofrido. Esta é a primeira oportunidade de me defender. A imprensa foi sensacionalista e irresponsável. A verdade não interessa. Sou inocente.

Donadon é acusado de, em 1997, fazer parte de uma quadrilha que desviou mais de R$ 8 milhões quando era diretor financeiro da Assembleia Legislativa de Rondônia.

- Uma acusação dessas, de 17 anos atrás, não tem cabimento. Nunca pratiquei um ilícito. Sempre fui zeloso com a coisa pública. Eu até ia trabalhar à noite, olhava folha por folha de muitos processos. Nunca roubei um centavo. É injusto. Nunca paguei serviço que não tenha sido realizado - disse zeloso com a coisa pública. Eu até ia trabalhar à noite, olhava folha por folha de muitos processos. Nunca roubei um centavo. É injusto. Nunca paguei serviço que não tenha sido realizado - disse Donadon.

O deputado afirmou, ainda, que quem foi condenado como chefe de quadrilha, na ação, pegou seis anos de cadeia:

- E eu, que era apenas um cooptado, peguei 13 anos. Um absurdo. Sou muito querido na minha terra. Donadon fez um apelo final aos deputados:

- Amigos deputados, amo minha profissão, amo fazer política. Quantas pessoas culpadas estão soltas por aí?! Pelo mais sagrado, não desviei nada. Deus sabe que sou inocente. Não sou louco de pagar ninguém sem nota fiscal. Não sou ladrão, nunca roubei nada. Por favor, peço a esta Casa que me absolva. Esta Casa é independente. A verdade libertará.

Quando se esgotaram os 25 minutos a que Donadon tinha direito para se defender, o Henrique Alves pediu que ele encerrasse. Nesse momento, houve uma reação de parte dos deputados que estavam no plenário:

- Deixa ele falar! Deixa ele falar! - gritavam vários colegas. - Pode falar então - acatou Alves.

Após o discurso, Donadon ficou num canto do plenário, cercado por familiares e alguns deputados. Comeu um sanduíche e tomou um suco. Com o plenário esvaziado, pediu a palavra de novo para transmitir recado dos presos da Papuda aos políticos.

- Pediram-me para falar sobre a alimentação, que é muito ruim. Peço às autoridades que olhem para isso. Lá não é marmitex. É chamado de xepa. Não é de boa qualidade. Eu também sinto isso, tenho síndrome de intestino irritado - disse.

No plenário, enquanto aguardava o resultado da votação, Donadon foi encorajado por colegas. O deputado Marcos Rogério (PDT-RO) disse a ele que não haveria os 257 votos necessários para a cassação de mandato:

- Não vai ter 257, vai ter muita abstenção. Você fez um estrago (com seu discurso). A Sueli Vidigal (PDT/ES) estava aos prantos ali atrás.

Antes da sessão, no plenário, o parlamentar foi se encontrar com a família, que estava numa das laterais do plenário. Ele abraçou a filha Rebeca e pediu perdão. Abraçou também o filho caçula, Nathan, que chorava muito. A mulher, Rosângela, e ex-assessores estavam presentes.

A Advocacia Geral da União (AGU) entrou ontem com ação de reintegração de posse do apartamento funcional da Câmara cedido a Donadon (sem partido-RO) e que ainda está sendo ocupado por sua família.

Poucas horas antes de Donadon ir ao plenário se defender, sua defesa entrou com mandado de segurança no STF pedindo que a Corte anule o ato da Mesa Diretora da Câmara que suspendeu seu salário, verba de gabinete e determinou também a devolução do apartamento. (Colaborou Paulo Celso Pereira)

Fonte: O Globo - Por Evandro Éboli e Fernanda Krakovics

Conflito de interesses: Ministro do STF relata ações de banco no qual obteve empréstimo milionário

Responsável no Supremo por dois recursos de autoria do Banco Mercantil do Brasil, Dias Toffoli conseguiu R$ 1,4 milhão em créditos, além de descontos de juros, numa operação considerada 'pouco usual' até por superintendente da instituição 

Toffoli durante sessão de julgamento do mensalão

Relator de processos do Banco Mercantil do Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli obteve empréstimos de R$ 1,4 milhão da instituição financeira, a serem quitados em até 17 anos. Com sede em Minas, o banco de médio porte concedeu desconto nos juros dos dois empréstimos feitos pelo magistrado, após decisões nos processos. A alteração assegurou uma economia de R$ 636 mil no total de prestações a serem pagas.
 
Segundo o Código do Processo Civil, o Código de Processo Penal e o Regimento Interno do Supremo, que tem força de lei, cabe arguir a suspeição do magistrado quando alguma das partes do processo for sua credora.

Toffoli relata ações do Mercantil desde que assumiu a cadeira no Supremo, em 2009. Ele contraiu os dois empréstimos em 2011. A redução dos juros, em abril deste ano, foi considerada "pouco usual" para os padrões da instituição até por funcionário do banco.

O primeiro empréstimo, de R$ 931 mil, foi concedido em setembro de 2011, em 180 parcelas fixas de R$ 13,8 mil, a serem pagas até 2026. Conforme escritura da operação, registrada em cartório, Toffoli deu como garantia de pagamento sua casa no Lago Norte, em Brasília.

Liberado três meses depois, o segundo crédito, de R$ 463,1 mil, teve pagamento definido em 204 prestações fixas de R$ 6,7 mil, com vencimento até 2028. Para assegurar o pagamento da dívida, o banco aceitou o mesmo imóvel de Toffoli, fazendo uma "hipoteca em segundo grau".

Em ambos os casos, os juros fixados num primeiro momento foram de 1,35% ao mês.

As parcelas inicialmente definidas nos contratos somavam R$ 20,4 mil, mais que a remuneração líquida de Toffoli no Supremo à época, que girava em torno de R$ 17,5 mil. Em abril deste ano, as duas partes repactuaram os empréstimos, por meio de aditivos às cédulas de crédito originais, registrados em cartório.

Conforme os registros, o banco baixou a taxa para 1% ao mês. Com a alteração, a soma das prestações caiu para R$ 16,7 mil mensais - representa um comprometimento de 92% dos ganhos atuais do ministro no Supremo.

Toffoli afirmou ter outras fontes de renda e negou relação entre os processos dos quais é relator e os empréstimos. O banco não quis se pronunciar sobre o caso (mais informações abaixo).

Mais que VIP. O Estado consultou dois gerentes da agência responsável pelo relacionamento com Toffoli, em Brasília. As taxas oferecidas para empréstimo de mesma natureza e com garantias semelhantes a "clientes VIP" variaram entre 3% e 4% ao mês, com parcelamento em, no máximo, quatro anos.

O superintendente do Mercantil em Brasília, José Alencar da Cunha Neto, representou o banco em uma das operações com Toffoli. Ele afirmou que não participou da negociação, mas admitiu que a redução de juros, nas condições descritas nas escrituras do negócio, é atípica: "Não saberia dizer o que aconteceu com a negociação. Confesso que não é muito usual", disse.

Segundo Cunha, a redução é mais comum quando o cliente oferece mais garantias do pagamento. Assim, como o risco de calote fica menor, é possível aliviar os juros. No caso do ministro, conforme os documentos, isso não ocorreu.

Vaivém. Em um dos casos que Toffoli relata, o Mercantil tenta ser compensado por contribuições que afirma ter feito em porcentual maior que o realmente devido ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em junho de 2011, três meses antes do primeiro empréstimo, Toffoli negou recurso do Mercantil nesse processo. Segundo ele, não cabia reapreciação do caso, com base na jurisprudência do tribunal, por se tratar de "coisa julgada".

Depois de concedidos os dois empréstimos, em janeiro de 2012, ao analisar um agravo regimental do banco, o ministro suspendeu o processo até o julgamento de outros dois recursos nos quais foi reconhecida repercussão geral de questão similar. Na prática, a decisão manteve o caso em discussão no Supremo.

A repercussão geral é um instrumento que permite ao STF selecionar um recurso, considerado relevante, para julgamento. A decisão nesse recurso servirá de parâmetro para as demais instâncias em casos idênticos.

Em outro processo sob relatoria de Toffoli, o Mercantil questiona lei que aumentou de 3% para 4% a alíquota da Cofins para bancos. O processo foi distribuído ao ministro em 16 de setembro de 2011, 14 dias após o primeiro empréstimo. Em 28 de novembro do mesmo ano, ele reconheceu repercussão geral. "Foi uma decisão favorável, porque demonstra que é um assunto que o STF vai discutir", disse a advogada Daniela Procópio, do escritório que representa o banco. 

Toffoli diz que operações financeiras são regulares 

O ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli informou que os empréstimos com o Banco Mercantil do Brasil são regulares e foram contraídos a juros de mercado.

Em nota, ele explicou que as operações foram registradas em escrituras públicas do imóvel dado como garantia e declaradas à Receita Federal, assim como os pagamentos ao banco.

O ministro disse ainda, por meio de sua assessoria, que seus rendimentos "não se resumem aos vencimentos no Supremo Tribunal Federal". Mas não quis detalhá-los.

O Estado enviou e-mails com questionamentos ao gabinete de Dias Toffoli na noite de terça-feira, mas a maioria das perguntas não foi respondida.

O ministro não deu explicações para a redução da taxa de juros pelo Banco Mercantil, de 1,35% ao mês para 1% ao mês. Também não respondeu à pergunta sobre eventual suspeição por julgar um banco que lhe emprestou R$ 1,4 milhão.

"Quanto aos processos mencionados, é imperioso esclarecer que não há nenhuma relação entre as decisões proferidas e os empréstimos contraídos", diz a nota enviada por Dias Toffoli na noite de ontem.

Quanto à decisão envolvendo o recurso sobre INSS impetrado pelo banco, a assessoria de imprensa limitou-se a relatar que o ministro negou provimento a agravo sob sua relatoria, "o qual foi posteriormente sobrestado para se aguardar o julgamento do RE (recurso extraordinário) 611.503 e do RE n.º 586.068, ambos com repercussão geral reconhecida pelo STF".

Sobre o outro caso do Mercantil do qual é o relator, que questiona a alíquota da Cofins aplicada a bancos, o ministro alegou não haver decisão de mérito. "O tribunal tão somente reconheceu a repercussão geral da matéria, que, oportunamente, será decidida pelo plenário da corte", argumentou Toffoli, na nota.

Além da alíquota, o banco questiona em outros processos judiciais a base de cálculo da Cofins. A Receita considera todo o faturamento para mensurar a contribuição, o que, para a empresa, é inadequado.

O Mercantil não respondeu a perguntas enviadas pelo Estado. Em nota oficial, justificou que, "em obediência às disposições legais de sigilo bancário, encontra-se impedido de manifestar-se publicamente quanto à movimentação bancária de seus clientes". 
 
Médio porte - Com sede em Minas, o Mercantil do Brasil é um banco de médio porte, com cerca de 150 agências. O grupo tem sete empresas no segmento financeiro e outras cinco no não financeiro. Em Brasília, a atuação é discreta, com apenas uma loja no Setor Comercial Sul.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo - Por Fábio Fabrini e Andreza Matais

Preconceito: A arte da palavra 'Yoani Sánchez'

 
Os petistas acusam “preconceito” nas manifestações contra os médicos de Cuba. Contra a blogueira dissidente Yoani Sánchez (foto), que quase apanhou no Brasil, talvez tenha sido preconceito contra a democracia.
 
Fonte: Diário do Poder - Coluna do Cláudio Humberto

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Devagar e sempre 'Joaquim Roriz'

roriz“Não adianta ter agonia. Tudo em seu tempo”, tem afirmado o ex-governador Joaquim Roriz a interlocutores. Uma das principais lideranças políticas do DF, Roriz sabe que a estratégia precisa andar paralelamente ao silêncio. Assim, aumenta o mistério sobre sua candidatura ou não ao GDF em 2014.

Experiente, o político tem dado algumas voltas na cidade ao lado de sua filha mais nova, a deputada distrital Liliane Roriz (PSD), para ouvir o que o povo pensa. Na semana passada, pai e filha passeavam tranquilamente pelo Centro Empresarial Gilberto Salomão. Roriz sabe que o sentimento cotidiano é primordial antes de qualquer posição! 

Fonte: Alô Brasília – Coluna ONs e OFFs – Tiago Monteiro Tavares / Postado por Sandro Gianelli.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

PMDB mais longe 'Tadeu Filippelli'


filippelliOs tiroteios políticos contra aliados seus, somados a molecagens na preterição de indicações, impactaram, em muito, o vice-governador Tadeu Filippelli, presidente regional do PMDB. Já mandou um recado certeiro ao Buriti.  Algo a ver com sua participação na base política do governo. 

Fonte: Jornal de Brasília – Coluna do Alto da Torre – Eduardo Brito / Postado por Sandro Gianelli.

Tudo por uma vaga de senador 'Reguffe'

REGUFFETem gente graúda no PDT brasiliense que esteve com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, sem ouvir dele uma só palavra a respeito de apoio ao atual governo do Distrito Federal.

Esse mesmo pessoal anda desconfiado, muito desconfiado mesmo. Começa a suspeitar de que essa pressão silenciosa de Lupi serviria mesmo é para abrigar o deputado federal José Antônio Reguffe na cobiçada vaga de senador da chapa petista da reeleição. 

Fonte: Jornal de Brasília – Coluna do Alto da Torre – Eduardo Brito / Postado por Sandro Gianelli.

Na espera PSDB/DF

PSDBO PSDB/DF só definirá seu candidato a governador — e até mesmo se lançará candidato a governador — depois que os ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda definirem suas posições perante a eleição do ano que vem. 

Fonte: Jornal de Brasília – Coluna do Alto da Torre – Eduardo Brito / Postado por Sandro Gianelli.