Tido entre os blogueiros como o maior conhecedor da história da esquerda de Brasília, saiu do ar o blog do Seabra.
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| Agnelo dos Santos Queiroz Filho e José Seabra / foto: Arquivo |
Contou-me que ao voltar para seu refúgio noturno, encontrou um bilhete colocado por debaixo da porta contendo ameaças a sua pessoa, e o que é pior, estendendo as ameaças à sua família. Na terça-feira da semana passada seguindo conselhos de seus filhos, José Seabra recuou, foi vítima de diversas frentes malignas. Foram vários meses resistindo às insinuações maldosas, em diversos emails enviados aos outros blogs, acusaram-no de tudo que é mais sórdido. José Seabra cedeu, quem será o próximo? Leia abaixo as suas explicações.
O recuo de um blog independente
O recuo de um blog independente, que se espelha em Sun Tzu e Leônidas;xeque-mate está rondando o rei
O recuo de um blog independente, que se espelha em Sun Tzu e Leônidas;xeque-mate está rondando o rei
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Nos anos 480 a.C e 491 a.C, Esparta foi governada pelo rei-general Leônidas. Um guerreiro tão famoso quanto Ulysses, Aquiles, Páris, Menelau e Agamenon, cantados em versos e prosa pelos historiadores gregos.
Quando os persas invadiram o território espartano, Leônidas, então com 300 soldados, foi advertido que os inimigos, em número de 20 mil, tinham tantas flexas que encobririam a luz do Sol. Apesar da força do oponente, o rei não se entregou; fez um ligeiro recuo e incentivou seus homens com a histórica frase tanto melhor, pois combateremos à sombra.
É da tradição da guerra entre exércitos, entre empresas e entre políticos, que um lado, ao se sentir fraco, recue para refazer suas forças. Porque a guerra, sob todas as suas matizes, é um jogo.
Um jogo bem ilustrado quatro mil anos antes de Leônidas, pelo general Sun Tzu. A guerra é de vital importância para o Estado; é o domínio da vida ou da morte, o caminho para a sobrevivência ou a perda de tudo; é preciso manejá-la bem, pregava o comandante chinês.
Pelos ensinamentos de Sun Tzu, que ajudou seu imperador a manter o poder em meio a sangrentas batalhas, o homem precisa refletir seriamente sobre tudo o que lhe concerne. Se agir diferente, dará prova de culpa. E, pior, se apresentará fraco e incapaz de conservar o que mais valoriza.
Recuar em meio a uma luta não é sair derrotado. É preciso que se respire, que haja fôlego para a busca de novos aliados nas batalhas que virão. Porque, para se ganhar uma guerra, deve haver doutrina, tempo, visão, recursos e principalmente disciplina.
No campo político, onde a guerra de palavras é uma constante, não se pode apenas propagar o ouviu dizer que o adversário é feio, mal administrador, corrupto, chefe de quadrilha. Ao contrário. Em qualquer situação o inimigo deve ser respeitado, e jamais subestimado. Porque se ele é poderoso, lança mão de seus recursos, faz uma maquiagem, e se apresenta novamente bonito.
A prova que leva o adversário à derrocada tem de ser inquestionável. Para tanto, faz-se necessário uma trégua, um armistício que seja. Recuar durante uma batalha não é assinar um tratado de paz.
O blog que este missivista manteve no ar ao longo dos últimos meses tendo por espelho Leônidas e Sun Tzu, saiu do ar. Não morreu. Está à sombra do portal de notícias Notibras.com.br. Busca aliados dentro e fora do exército inimigo, pois traidores há em todos os campos.
É uma pausa na batalha, porque a guerra continua. E por mais longa que seja, nela se estará combatendo à sombra um inimigo que não viverá eternamente mascarado. O rei vai balançar. E haverá xeque-mate.
Fonte: Blog do Seabra
Fonte: Redação / Blog do Odir


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