Para se eleger, o hoje governador Agnelo Queiroz não precisava de nenhuma aliança além das que o PT faz tradicionalmente nas eleições em Brasília: PSB, PCdoB, PDT. Depois da derrocada de Arruda e de Paulo Octávio, a eleição de Agnelo era tranquila – Roriz teria dificuldades por causa da Lei da Ficha Limpa e não teria um nome forte para substitui-lo, como se comprovou na prática.
Mas mesmo assim, inspirado pela aliança nacional com o PMDB, petistas brasilienses resolveram reproduzi-la no Distrito Federal. A única vantagem que Agnelo levou foi ter mais tempo de televisão. Mas, se não tivesse, teria sido eleito do mesmo jeito.
Agora Agnelo está às voltas com o PMDB no governo, dominando a estratégica (em todos os sentidos, lícitos e ilícitos) área de obras e infraestrutura, e outros partidos menores que conseguiram uma ou duas cadeiras na Câmara Legislativa. E tem de colocá-los todos no governo, fazendo as concessões fisiológicas que exigem.
E assim o governo Agnelo está sendo, na verdade, mais do que uma coalizão de partidos, uma aliança que une o PT e partidos à esquerda com velhos aliados de Roriz e de Arruda. É difícil a vida de quem se elege aliando-se aos fisiológicos e oportunistas, e a presidente Dilma que o diga.
Agnelo tem feito mais concessões do que deveria, mas tem uma que precisa evitar a todo custo: entregar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e o Pró-DF ao senador Gim Argello e ao deputado distrital Cristiano Araújo, ambos do PTB.
O motivo é óbvio.
Fonte: Blog do Hélio Doyle - Publicado 16/08/2011


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