O então ministro Antonio Palocci foi acusado de enriquecimento suspeito e injustificado e ainda ficou no cargo por duas semanas, “blindado” pelo governo. O então ministro Alfredo Nascimento ficou pouco tempo no cargo, depois que vieram a público as roubalheiras em seu ministério e no Dnit. Mas não foi demitido de imediato, como deveria ter sido.Agora o governo federal resolve proteger o ministro Wagner Rossi, da Agricultura. A presidente Dilma e o secretário-geral Gilberto Carvalho pensam que todos são bobos e tentam inocentar Rossi, como se nada estivesse acontecendo em seu ministério e ele nada tivesse a ver com a corrupção que grassa ali e na Conab.
Rossi está sendo protegido porque é do PMDB e foi indicado pelo vice-presidente Michel Temer. A corrupção está sendo protegida porque o governo precisa dos votos do PMDB no Senado e na Câmara e não quer confrontar o vice-presidente.
A situação da presidente Dilma não é fácil, é preciso reconhecer. De um lado tem de assegurar sua maioria em um Congresso majoritariamente envolvido, direta ou indiretamente, com corruptos e com a corrupção. De outro, tem de zelar pelo seu nome, pela sua história e pela confiança que a maioria dos brasileiros ainda tem nela.
Ou fica com o Congresso e seu vice ou fica com a maioria dos brasileiros, que esperam que o governo dela enfrente realmente a corrupção e faça a alardeada faxina.
Na primeira hipótese, pode até terminar seu governo e, quem sabe, ser reeleita. Mas terá sido cúmplice do maior mal que o país sofre: a roubalheira do dinheiro público.
Na primeira hipótese, pode até terminar seu governo e, quem sabe, ser reeleita. Mas terá sido cúmplice do maior mal que o país sofre: a roubalheira do dinheiro público.
Fonte: Blog do Hélio Doyle - Publicado 08/08/2011



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