Quando se trata de colegas, suas excelências ficam muito sensíveis. Nunca vi um deputado ou senador reclamar porque um cidadão comum foi algemado ao ser preso. Aliás, salvo algumas exceções, não se vê parlamentares – e outras excelências e ex-excelências – reclamando de torturas nas delegacias e outras violências policiais.
Mas quando colegas de terno e gravata – e, muitos, de roubalheira – são presos pela Polícia Federal e algemados, parece que os direitos humanos estão sofrendo uma gravíssima violação. E aí vem a gritaria histérica, falsa, em que valores legítimos da cidadania são invocados em vão, apenas para proteger suspeitos de corrupção.
Um ex-defensor de presos políticos, pessoa respeitada e conhecida, dizer que a operação da Polícia Federal no Ministério do Turismo é típica de um estado policial é um evidente disparate. Dizer que ao agir a PF está querendo minar uma coalizão política é forçar a barra demais.
Em outros países, tão ou mais democráticos que o Brasil, algemar um detido é procedimento padrão. Todos são algemados, independentemente do grau de suspeita – pode ser dirigir sem carteira – e do status social.
A tal súmula do Supremo Tribunal Federal só existe porque amigos de ministros foram algemados e muitas excelências temem que isso aconteça com eles. Alegar direitos humanos e dos cidadãos nesses casos de engravatados algemados é achar que todos nós somos idiotas e vamos aceitar essas baboseiras. Algemar para transportar um detido não é nenhum crime. Crime é a polícia torturar, assassinar, agredir. E autoridades roubarem o dinheiro público.
Mas quando colegas de terno e gravata – e, muitos, de roubalheira – são presos pela Polícia Federal e algemados, parece que os direitos humanos estão sofrendo uma gravíssima violação. E aí vem a gritaria histérica, falsa, em que valores legítimos da cidadania são invocados em vão, apenas para proteger suspeitos de corrupção.
Um ex-defensor de presos políticos, pessoa respeitada e conhecida, dizer que a operação da Polícia Federal no Ministério do Turismo é típica de um estado policial é um evidente disparate. Dizer que ao agir a PF está querendo minar uma coalizão política é forçar a barra demais.
Em outros países, tão ou mais democráticos que o Brasil, algemar um detido é procedimento padrão. Todos são algemados, independentemente do grau de suspeita – pode ser dirigir sem carteira – e do status social.
A tal súmula do Supremo Tribunal Federal só existe porque amigos de ministros foram algemados e muitas excelências temem que isso aconteça com eles. Alegar direitos humanos e dos cidadãos nesses casos de engravatados algemados é achar que todos nós somos idiotas e vamos aceitar essas baboseiras. Algemar para transportar um detido não é nenhum crime. Crime é a polícia torturar, assassinar, agredir. E autoridades roubarem o dinheiro público.
Fonte: Blog do Hélio Doyle
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