Naira Trindade_ Brasília247 – A polêmica promete continuar, entre defensores e críticos da expansão do Setor Hoteleiro Norte para a 901 Norte. O governo do Distrito Federal quer vender a área a uma empresa privada, que desenhará a nova cara da 901 Norte. A informação foi dada nesta segunda-feira pelo governador Agnelo Queiroz. Ele disse que a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Sedhab) está prestes a concluir os estudos sobre a expansão do setor hoteleiro. "Vamos definir as metas e exigências, mas quem vai apresentar o projeto será a empresa que vencer a licitação", afirmou.
Os estudos da Sedhab darão uma diretriz às empresas que disputarão a concorrência. "Eles vão definir os parâmetros que devem ser seguidos como, por exemplo, o tamanho das lojas, a altura dos prédios", explica. "Depois, vamos fazer audiência pública, aprovar as diretrizes na Coplan (Comissão de Planejamento) e abrir licitação", adiantou Agnelo.
Para construir hotéis na 901 Norte, o GDF alega que é preciso aumentar a oferta de leitos para a Copa do Mundo, especialmente se a abertura do torneio for em Brasília. Essa necessidade é questionada pelo Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes. Para o arquiteto Carlos Magalhães, representante do escritório de Oscar Niemeyer, a Copa está sendo pretexto para a realização de um grande negócio.
As preocupações sobre a expansão do Setor Hoteleiro Norte para a 901 Norte existem desde que foi anunciada a intenção da Terracap de vender a área a uma empresa privada para a construção de hotéis, lojas escritórios. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) terá de aprovar a ocupação da área, mas seu superintendente, Alfredo Gastal, e diversos arquitetos e urbanistas têm dúvidas se o tombamento de Brasília não será ferido.
Suspeitas - Duas suspeitas cercam a intenção do GDF. A primeira, de que a vencedora da licitação seja a JC Gontijo, cujos diretores já falam abertamente sobre seus planos para a área. A segunda é de que a empresa vencedora construa não hotéis, mas apart-hotéis que depois se transformarão em residências permanentes, como aconteceu na orla do Lago. Assim, uma nova área residencial seria criada no centro de Brasília, contrariando as escalas do tombamento.
Na sexta-feira, um texto criticando a ocupação da 901 Norte foi divulgado pela internet. O artigo, anônimo mas repleto de informações técnicas, questiona o projeto e a construção do Estádio Nacional de Brasília com 70 mil lugares, e insinua interesses escusos: "Em prol de que e de quem está havendo todo esse interesse na criação dessa nova área hoteleira, chamada de expansão do Setor Hoteleiro Norte? E quais são os interesses reais na construção desse superdimensionado estádio de futebol na capital federal?"
O manifesto virtual relaciona a venda do terreno na área nobre do Distrito Federal – que tem valor estimado de R$ 700 milhões a R$ 900 milhões – ao valor do investimento na obra do Estádio Nacional de Brasília, de R$ 671 milhões. "Trata-se de uma das maiores jogadas do mercado imobiliário brasileiro dos últimos anos, visando exclusivamente ao favorecimento de interesses privados", reforça.
O documento considera um desrespeito às normativas do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) a tentativa de construir na área tombada: "A região escolhida pela Terracap para a implementação de hotéis e apart-hotéis de redes internacionais com torres de até 65 metros de altura é uma das últimas livres no Plano".
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios também questiona, na Justiça, a venda da área para empresa privada e a construção de prédios no local.
Os estudos da Sedhab darão uma diretriz às empresas que disputarão a concorrência. "Eles vão definir os parâmetros que devem ser seguidos como, por exemplo, o tamanho das lojas, a altura dos prédios", explica. "Depois, vamos fazer audiência pública, aprovar as diretrizes na Coplan (Comissão de Planejamento) e abrir licitação", adiantou Agnelo.
Para construir hotéis na 901 Norte, o GDF alega que é preciso aumentar a oferta de leitos para a Copa do Mundo, especialmente se a abertura do torneio for em Brasília. Essa necessidade é questionada pelo Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes. Para o arquiteto Carlos Magalhães, representante do escritório de Oscar Niemeyer, a Copa está sendo pretexto para a realização de um grande negócio.
As preocupações sobre a expansão do Setor Hoteleiro Norte para a 901 Norte existem desde que foi anunciada a intenção da Terracap de vender a área a uma empresa privada para a construção de hotéis, lojas escritórios. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) terá de aprovar a ocupação da área, mas seu superintendente, Alfredo Gastal, e diversos arquitetos e urbanistas têm dúvidas se o tombamento de Brasília não será ferido.
Suspeitas - Duas suspeitas cercam a intenção do GDF. A primeira, de que a vencedora da licitação seja a JC Gontijo, cujos diretores já falam abertamente sobre seus planos para a área. A segunda é de que a empresa vencedora construa não hotéis, mas apart-hotéis que depois se transformarão em residências permanentes, como aconteceu na orla do Lago. Assim, uma nova área residencial seria criada no centro de Brasília, contrariando as escalas do tombamento.
Na sexta-feira, um texto criticando a ocupação da 901 Norte foi divulgado pela internet. O artigo, anônimo mas repleto de informações técnicas, questiona o projeto e a construção do Estádio Nacional de Brasília com 70 mil lugares, e insinua interesses escusos: "Em prol de que e de quem está havendo todo esse interesse na criação dessa nova área hoteleira, chamada de expansão do Setor Hoteleiro Norte? E quais são os interesses reais na construção desse superdimensionado estádio de futebol na capital federal?"
O manifesto virtual relaciona a venda do terreno na área nobre do Distrito Federal – que tem valor estimado de R$ 700 milhões a R$ 900 milhões – ao valor do investimento na obra do Estádio Nacional de Brasília, de R$ 671 milhões. "Trata-se de uma das maiores jogadas do mercado imobiliário brasileiro dos últimos anos, visando exclusivamente ao favorecimento de interesses privados", reforça.
O documento considera um desrespeito às normativas do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) a tentativa de construir na área tombada: "A região escolhida pela Terracap para a implementação de hotéis e apart-hotéis de redes internacionais com torres de até 65 metros de altura é uma das últimas livres no Plano".
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios também questiona, na Justiça, a venda da área para empresa privada e a construção de prédios no local.
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