É preciso entender a guerra entre Dilma Housseff e Michel Temer. Dilma num golpe mostrou para Temer que quem decide é ela. Mas, por outro lado, orientada por Lula, está tentando usar mais o jogo de cintura. O gesto da entrega da carta de demissão pelo ministro da Agricultura Wagner Rossi à presidente Dilma, na presença de Michel Temer foi para que fique bem claro que o ferido foi o próprio vice-presidente da República.
Como anunciou esta coluna, na 2ª feira, 15, já havia acontecido um embate entre Temer e Dilma na véspera da votação do Código Florestal. Alí o vencedor foi Michel Temer. Dilma havia demitido Wagner Rossi, mas teve de recuar, quando seu vice ameaçou retirar o PMDB do Governo. Agora, o que estava entalado na garganta de Dilma e de seu ex-chefe e articulador político Antonio Palocci, desceu. E o Palocci comemora bebendo o famoso chopp gelado do Pinguin em Ribeirão Preto, terra também de seu rival Wagner Rossi.
Mas é importante voltar os olhos para as viúvas do PMDB que tem interesse no troca-troca, toma lá da cá dos cargos políticos. Henrique Eduardo Alves lidera o grupo do PMDB que não pode abandonar a teta do Governo, até porque o deputado líder do PMDB na Câmara, disputa a cadeira da Presidência e precisa do apoio do Planalto. Por isso, coloca no seu discurso que Dilma “está agindo certo.”
Palocci esteve no final da tarde de 2ª feira, 15, em São Paulo, com o ex-presidente Lula. O assunto, podem apostar, foi Michel Temer. O que não se sabe é se Lula pediu cautela ou insuflou Palocci para forçar o rompimento com a banda fisiológica do PMDB.
Com essa história quem está desconfortável dentro do PMDB é o senador Romero Jucá já que seu irmão Osmar foi o estopim da crise no Ministério da Agricultura?
Na Esplanada, os ministros estão todos atentos para o movimento no Ministério da Justiça. Há quem diga que o ministro José Eduardo Cardoso é o maestro da faxina no Governo. A Polícia Federal é subordinada diretamente a Eduardo Cardoso. E o ministro é considerado o queridinho de Dilma.
O problema vai se agravar quando o rodo e o sabão alcançarem a pasta das Minas e Energia. Aí, a questão é diretamente com Dilma, pois conhece os meandros do Ministério e está bem informada da atuação do Lobão.
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