Não há mais espaço para a roubalheira no País, declara senador brasiliense, enfatizando que a limpeza imposta pela presidente nos luxuosos gabinetes da Esplanada dos Ministérios, com a demissão dos corruptos, veio em boa hora
Priscilla Mendes, com o Terra
Priscilla Mendes, com o Terra
Não há mais espaço para a corrupção no País. E a ação da presidente Dilma Rousseff, ao promover uma limpeza nos gabinetes luxuosos da Esplanada dos Ministérios, veio em boa hora. A avaliação é do senador Cristovam Buarque (PDT). Para acabar com a bandidagem no serviço público, ele se oferece como detergente e sinaliza que devem ser varridos do Congresso os políticos que se revoltam com as ações anticorrupção.
- Desde que tomei conhecimento do caso do Ministério dos Transportes e do rumor de que haveria represália à presidenta, liguei para diversos senadores para dizer que era uma desmoralização completa o Congresso fazer represália por uma presidente que fazia a coisa certa", afirmou.
Cristovam Buarque comentou ainda o apoio dos senadores à presidente, expressado por integrantes da Casa que haviam assinado a CPI em um primeiro momento, como Pedro Simon (PMDB-RS), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES). "Mostramos nosso apoio, mas a faxina não pode parar enquanto houver suspeitas pairando no ar", disse o senador por Brasília.
Cristovam Buarque comentou ainda o apoio dos senadores à presidente, expressado por integrantes da Casa que haviam assinado a CPI em um primeiro momento, como Pedro Simon (PMDB-RS), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES). "Mostramos nosso apoio, mas a faxina não pode parar enquanto houver suspeitas pairando no ar", disse o senador por Brasília.
Para Cristovam, o governo Dilma está em uma situação difícil com a base. "Quando o governo perde apoio porque erra, é fácil. Mas quando perde apoio pelos acertos, fica difícil. Se voltar atrás, é crise com a opinião pública, com a população. Haverá constrangimento naqueles que apoiam a presidente", salientou.
Segundo ele, a solução seria construir uma nova base de apoio - "o que é complicado", afirmou -, ou atrair integrantes da base em torno de políticas de saúde e educação, por exemplo. "A psicologia da presidenta pode favorecer. O governo diz (à base) 'não estou aqui só pela cadeira, estou aqui para mudar o País e preciso de vocês'."
Para o senador, além do combate à corrupção "de comportamento", que ele exemplificou como o desvio de verbas públicas destinadas a uma obra, é preciso combater ainda a corrupção "nas prioridades". "Essa outra corrupção não se vê. (O político) faz a obra, não rouba nada, mas é obra de luxo, desnecessária, para atender a uma minoria", disse.
Após uma reportagem da revista Veja do início de julho afirmar que integrantes do PR haviam montado um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina nos Transportes, o ministro Alfredo Nascimento pediu demissão. Além dele, mais de 20 funcionários da pasta foram afastados ou demitidos.
A oposição no Senado começou a recolher assinaturas para instaurar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar as denúncias e conseguiu a assinatura de integrantes da base do governo federal. Mesmo após 27 senadores assinarem o documento, o mínimo necessário, a CPI não saiu do papel porque alguns deles retiraram as assinaturas logo depois.
Fonte: Notibras



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