Com
mania de se comparar a ídolos mundiais, coisa do seu egocentrismo
peculiar (a vaidade, aliás, é adereço de todos os poderosos), o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
repete isso a quem o provoca sobre uma eventual futura candidatura à
Presidência: ‘Schumacher foi campeão sete vezes da Fórmula-1, e quando
resolveu voltar (às pistas), foi um fracasso’. Contou um aliado próximo
dele.
A
infeliz comparação vem sendo citada pelo petista há meses para quem o
pergunta sobre se substituiria Dilma Rousseff na campanha de 2014. Ela
explica duas coisas: uma, Dilma sempre foi a candidata à reeleição;
outra, Lula realmente teme não voltar a ser o Lula que foi, se vencer
uma eleição. Chances fortes para isso, atualmente teria.
Hoje,
algo inimaginável, o ex-piloto Michael Schumacher agoniza numa maca de
hospital. Não por acidente automobilístico a 300 km por hora, mas após
um tombo de esqui. Peça do destino. Diferentemente da política, onde
cada passo, ou manobra numa condução de articulações é um plano de meta
para quem sabe fazê-la. É o caso de Lula. Ele também sempre foi
candidato desde que lançou Dilma Rousseff.
O
trato era, contam à boca pequena petistas históricos: Você vai, Dilma,
mas em 2014 sou eu. Fato é que, assim com Schumacher não contava com
este tropeço físico, Lula não esperava a surpresa de um câncer. A
doença, apesar de curada, o debilitou. E Dilma vai bem no campo social, o
carro-chefe dessa era petista, embora a economia derrape nessa pista
cheia de buracos.
De
uma situação o PT não pode reclamar nessa indefinição do pós-2014: Lula
já é maior que seu ego, ele pensa no partido e no projeto de poder
petista. Se em 2018, independentemente do resultado deste ano, ele
estiver bem de saúde, e vir que o PT corre sério risco de ser extirpado
do Poder até por seus aliados, ele se candidata. A idade é um detalhe. E
ainda se compara a outros que passaram em alta idade pelos palácios,
como Nelson Mandela e Fidel Castro.
Lula
é candidato em 2018 se não der certo seu projeto de fabricar um nome
por São Paulo, como Alexandre Padilha ou Fernando Haddad, ou via Rio,
com Lindbergh Farias. O ex só deu uma escapada para o pit stop, e dali
assiste atento à corrida, como reserva de luxo. Mas nunca falará de seu
projeto. Conta um expert: ‘Em política, você nunca vai ouvir a verdade
de um candidato até a véspera da eleição’.
A
frase para este repórter foi dita pelo ex-senador Luiz Estêvão. Deve
entender muito bem o que diz, para quem é condenado à prisão, continua
livre, feliz e bilionário.
Fonte: Leandro Mazzini / Coluna Esplanada.
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