Agente da Polícia Civil do DF acaba detido em desdobramento da operação que colocou na cadeia dois delegados acusados de coagir colegas para beneficiar o doleiro Fayed Antoine Traboulsi. Episódio expõe mal-estar com o Ministério Público do DF
| Na última sexta-feira, a polícia desencadeou a Operação Infiltrados e cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do doleiro |
Depois da Operação Infiltrados, que deteve dois delegados da alta
cúpula da Segurança Pública do Distrito Federal na última sexta-feira, o
agente Luiz Cláudio Nogueira de Souza, da Divisão de Repressão ao
Sequestro (DRS), acabou na cadeia ontem sob a acusação de extorsão e
grave ameaça, crimes previstos nos artigos 158 e 344 do Código Penal. O
mandado de prisão preventiva foi decretado pela 3ª Vara Criminal de
Taguatinga, com base em representação da própria Polícia Civil do DF
(PCDF) e pedido dos promotores que atuam no Núcleo de Controle Externo
da Atividade Policial (Ncap) e do Núcleo de Combate às Organizações
Criminosas (Ncoc) do Ministério Público do Distrito Federal e
Territórios (MPDFT).
A Justiça autorizou ainda a busca e apreensão na casa do agente da Polícia Civil em Taguatinga. Segundo a denúncia, Luiz Cláudio ameaçou uma mulher com uma arma para que assumisse dívida que o companheiro dela tinha com ele. A ação penal levou em conta depoimento da vítima à Corregedoria-geral da Polícia Civil. Luiz Cláudio teria tomado conhecimento da investigação interna e da colaboração da moça. A partir daí, segundo o Ministério Público, passou a ameaçá-la e os filhos dela de morte. A mulher saiu do Brasil. No depoimento à Corregedoria, ela relatou que transferiu R$ 5.740, entregou um carro ao policial e ainda pagou algumas prestações de uma Mercedez Modelo C 180 por ordem dele. Na investigação, houve a quebra de sigilo bancário do agente.
A Justiça autorizou ainda a busca e apreensão na casa do agente da Polícia Civil em Taguatinga. Segundo a denúncia, Luiz Cláudio ameaçou uma mulher com uma arma para que assumisse dívida que o companheiro dela tinha com ele. A ação penal levou em conta depoimento da vítima à Corregedoria-geral da Polícia Civil. Luiz Cláudio teria tomado conhecimento da investigação interna e da colaboração da moça. A partir daí, segundo o Ministério Público, passou a ameaçá-la e os filhos dela de morte. A mulher saiu do Brasil. No depoimento à Corregedoria, ela relatou que transferiu R$ 5.740, entregou um carro ao policial e ainda pagou algumas prestações de uma Mercedez Modelo C 180 por ordem dele. Na investigação, houve a quebra de sigilo bancário do agente.
Na última sexta-feira, os delegados Paulo César Barongeno e Sandra
Maria de Silveira, respectivamente lotados na Divisão de Operações
Aéreas (DOA) e na Assessoria Jurídica da Secretaria de Segurança
Pública, foram presos sob a acusação de interferência numa investigação
policial relacionada a suposto esquema de lavagem de dinheiro liderado
pelo doleiro Fayed Antoine Traboulsi por meio de uma conta bancária do
Ceilândia Esporte Clube. No fim de semana, durante o plantão, o Tribunal
de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) negou pedido de
liminar em habeas corpus para libertar os delegados. Fayed também está
preso desde sexta-feira.
Como Barongeno, Luiz Cláudio deverá ser representado pelo advogado Jason Barbosa, contratado pelo Sindicato dos Policiais Civis do DF. Ex-diretor-geral da Polícia Civil do DF e ex-deputado federal Laerte Bessa saiu ontem em defesa dos ex-colegas presos. “Essa é uma tentativa de desacreditar a PCDF. Esses processos não são motivo para levá-los à prisão. Sou a favor de investigações, mas, nesse caso, há uma campanha do Ministério Público do DF contra a Polícia Civil por conta da discussão sobre a PEC 37”, acusa Bessa, que, hoje, na condição de advogado, vai ajudar na defesa.
A Proposta de Emenda Constitucional nº 37, que tramita no Congresso, tira de promotores e procuradores o poder de conduzir investigações criminais, mantendo essa prerrogativa exclusivamente nas mãos de agentes civis e federais. Uma das principais atribuições do Ministério Público que será afetada com a eventual aprovação do projeto é o controle da atividade policial. Amigo de Luiz Cláudio e dos delegados presos, Bessa ataca também quem investigou ou prestou depoimento contra o trio que, agora, cumpre prisão preventiva. “Esses policiais estão a serviço do MP”, disse.
Desdobramento
O Ministério Público do DF considerou a prisão de Luiz Cláudio um desdobramento da Operação Infiltrados. O agente foi citado no depoimento principal que levou à prisão de Barongeno e de Sandra. Um policial que monitorava Fayed Traboulsi, José Ronaldo da Mota, relatou aos promotores do Ncoc ter sido intimidado pelos dois delegados por conta da investigação relacionada ao doleiro. A delegada Sandra da Silveira o teria ameaçado dizendo que “chamaria o Luiz Cláudio”, segundo o relato registrado na ação que tramita na 3ª Vara Criminal de Ceilândia.
Em defesa da delegada, Bessa sustenta que ela teve o nome envolvido no episódio apenas por manter um relacionamento com Barongeno. Eles são namorados. Jason Barbosa, advogado de Barongeno, afirma que o cliente e o agente que o denunciou sempre foram amigos, mas uma divergência pessoal teria levado à denúncia de Mota ao Ministério Público.
Segundo o diretor-geral da Polícia Civil do DF, Jorge Luiz Xavier, policiais têm direito a cumprir prisão preventiva no local onde são lotados. Por isso, Barongeno está numa sala da DOA e Sandra, como não pode permanecer detida na Secretaria de Segurança Pública, foi levada para a Divisão de Operações Especiais. Fayed ainda ocupa cela no Departamento de Polícia Especializada. Luiz Cláudio foi levado ontem à tarde para o Centro de Internamento e Reintegração do Complexo da Papuda.
A procuradora-geral de Justiça do DF, Eunice Amorim Carvalhido, defendeu o trabalho dos promotores do Ncap e do Ncoc: “A investigação foi feita pela própria Corregedoria da Polícia Civil. O MP agiu nos termos de sua obrigação constitucional de preservação da sociedade. Ao que consta, a pessoa denunciada (Luiz Cláudio) possui um histórico de atuação voltada à ilicitude”.
Impunidade
No Ministério Público, a proposta de proibir promotores e procuradores de conduzirem investigações criminais é chamada de PEC da Impunidade. Em entrevista coletiva ontem, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que a medida, caso aprovada, vai impedir denúncias importantes, como a Ação Penal nº 470, o chamado mensalão do PT.
Fonte: Correio Braziliense - Por Ana Maria Campos e Kelly Almeida
Caro Sérgio Loros, a delegada Sandra Maria da Silveira, presa na Operação Infiltrados, era muito amiga de Magda, mulher que convivia há apenas 1 ano e 3 meses com o meu irmão Marcelo Oliveira Cavalcante, antes dele aparecer MISTERIOSAMENTE boiando nas imediações da ponte JK, em 17 de fevereiro de 2009, mas que logo no início das investigações, devido muitas contradições, mentiras e também pela retirada do carro do local antes da perícia, Magda passou a ser considerada uma das principais suspeitas, por algum tipo de envolvimento, pela minha família, pela delegada plantonista, pelo primeiro investigador do caso e principalmente pelo primeiro delegado responsável, antes, é, claro, de uma ESTRANHA troca de delegados na 10ª. DP, Lago Sul, pelas investigações da morte de Marcelo, ex-assessor da ex-governadora Yeda Crusius do Rio Grande do Sul. A delegada Sandra, amicíssima da “viúva” Magda, trabalhava na 3ª. DP, Cruzeiro, mas durante a apuração da morte de Marcelo foi trabalhar justamente na 10ª. DP, responsável pelo IP, já que o promotor nunca quis transferir as investigações para uma delegacia especializada, apesar de eu pedir, mas ele não achar necessário e me afirmar que o meu pedido não se justificava, pois estava sendo bem investigado na 10ª. DP. O outro delegado preso, Paulo César Barongeno, conhecido como PC, à época da morte do Marcelo era lotado na 10ª. DP, Lago Sul, e já tinha um caso com a delegada Sandra. À época da morte de Marcelo, confidenciei ao promotor responsável pelo caso, mas não consignado no meu depoimento no Ministério Público do DF, a minha suspeita e desconfiança, de algum tipo de envolvimento na morte de Marcelo, justamente esses dois delegados, que acabam de ser presos na Operação Infiltrados. Após Agnelo Queiroz assumir o GDF a delegada Sandra passou a ocupar o cargo de Chefe da Procuradoria Jurídica no DETRAN/DF e atualmente está lotada como assessora jurídica da Secretaria de Segurança Pública do DF. O pior de tudo foi a confirmação da minha desconfiança na investigação da 10ª. DP, já que o caso teve um vergonhoso e descabido desfecho de suicídio, acredite! Marcos Cavalcante, irmão de Marcelo
ResponderExcluirSérgio Loros, esses dois delegados trabalhavam na 10ªDP, Lago Sul, em 2009, época da investigação do ASSASSINATO do meu irmão Marcelo Oliveira Cavalcante, ex-assessor da ex-governadora Yeda Crusius do RS, mas que teve um descabido desfecho de SUICÍDIO e uma indecente e patente blindagem à VIÚVA e principal suspeita, mas que gozava da amizade dessa dupla de delegados, presa agora na Operação Infiltrados. A verdadeira família Cavalcante passou a ser insistentemente ignorada na 10ªDP justamente após uma ESTRANHA troca de delegados, já que o primeiro delegado responsável pelo caso e que suspeitou rapidamente da VIÚVA-ALEGRE e falou inclusive em MASCARAMENTO da morte não sabia da amizade da dupla de delegados com a VIÚVA SUSPEITA. A troca de delegados gerou uma visível e brusca mudança de rumo nas investigações. Lembro em uma das visitas que fiz ao promotor responsável pelo caso e pedi para ele solicitar a quebra do sigilo telefônico, justamente por desconfiar da participação de algum tipo de envolvimento desses dois delegados, mas tive como resposta uma risada irônica do promotor que sempre me ignorava e me questionou se eu achava a polícia bandida? Vale lembrar que o delegado já era da 10ª DP e a delegada FOI para a 10ªDP, coincidentemente durante a investigação do caso. Talvez tenha sido apenas uma mera coincidência a delegada amiga da viúva suspeita ter ido trabalhar na 10ª DP! Marcos Cavalcante, irmão de Marcelo
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