Magela deu o sinal verde à reeleição, mas fez ver que tem a chave para a
única vaga brasiliense ao Senado em 2014. Essa é uma antiga aspiração
de que o deputado, em tese, não abre mão. A única possibilidade de ele
desistir da candidatura é o vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB)
pleitear a cadeira. Nesse caso, o secretário, em nome da aliança,
concorreria a um novo mandato na Câmara.
A decisão dos liderados de Magela, já do conhecimento de Agnelo
Queiroz, foi tomada por unanimidade neste fim de semana. O bom senso
falou mais alto. E serve como recado a Roberto Vagner, secretário do
Conselho Político do Governo: não adianta fazer lobby por Gim Argello. O
senador do PTB, avaliam petistas, não é de confiança.
Ao decidir por Magela (ou, em último caso, por Filippelli), essa
corrente petista, autodenominada ‘históricos do PT’, deixa Roberto
Vagner falando para as paredes quando o assunto é Senado. O secretário
foi colocado na berlinda. O primeiro recado, atribuído a Roberto
Policarpo, presidente do PT na capital da República, acaba de ser
endossado. E Gim, se pretende concorrer a um cargo eletivo, que busque
votos para federal ou distrital.
Dentro da aliança que se pretende repetir em 2014 não há espaço para
Gim Argello a um cargo majoritário, revela outro prócer petista. Diz que
não adianta o senador do PTB esbravejar, dizendo que conseguiu muitos
recursos para o Distrito Federal. E lembra, a propósito, que Cristovam
Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) fizeram o mesmo. Isso sem falar
na bancada de oito deputados federais.
- Emenda ao Orçamento existe para ser apresentada por qualquer
parlamentar. Não é privilégio de um único senador, enfatiza esse
confidente do PT. E garante que, embora na oposição, Cristovam e
Rollemberg não trabalham contra o governo. “Rejeitar emendas
orçamentárias seria suicídio político”, sintetiza.
Os partidários de Magela sustentam que o secretário age pensando no
futuro do PT em Brasília. Ao se despir de qualquer vaidade, supostamente
cedendo a vaga ao Senado para Filippelli, o deputado abre a porta do
entendimento e disponibiliza linha e agulha para manter a costura da
aliança vitoriosa em 2010. Resta saber se PDT e PSB farão a leitura
correta dessa decisão. Se prevalecer a coerência, Cristovam e Rollemberg
fumarão o cachimbo da paz com o Buriti e indicarão o vice de Agnelo.
Fonte: Notibras - Por José Seabra
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