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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Operação Mangona: Denúncia que ninguém quer analisar

Quase dois meses depois da eleição da Mesa Diretora da Câmara Legislativa, nenhum deputado distrital ainda se apresentou como interessado em assumir a disciplina da Casa.

A Câmara Legislativa ainda não tem corregedor.

O presidente, Wasny de Roure (PT), anunciou que usaria a prerrogativa de indicar um dos deputados como corregedor ad hoc, com a tarefa de analisar a representação por quebra de decoro contra o deputado distrital Raad Massouh (PPL).

O escolhido foi Wellington Luiz (PPL), agente da Polícia Civil, que exerceu o cargo de corregedor no ano passado. Ele, no entanto, não aceitou a missão.

Preocupado com a vacância do cargo, Wasny fez hoje (18) um apelo aos colegas da bancada do PT para que alguém assuma esse encargo. Citou nomes como Arlete Sampaio e Chico Leite, que têm um passado limpo e autoridade para analisar o caso.

Raad Massouh é suspeito de ter desviado dinheiro público uma emenda parlamentar destinada a evento em Sobradinho.

Se ninguém quer fazer o exame prévio da acusação contra o colega para dizer se cabe ou não encaminhar o caso para a Comissão de Ética, imagina como será quando a Câmara Legislativa tiver que julgar a quebra de decoro contra algum parlamentar... Todo mundo vai desaparecer?

Condenar ou absolver um colega é uma missão difícil, constrangedora, mas faz parte da atribuição pública delegada pelo eleitor aos deputados distritais.

Fonte: Ana Maria Campos - Correio Braziliense

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