A Câmara Legislativa ainda não tem corregedor.
O presidente, Wasny de Roure (PT), anunciou que usaria a prerrogativa
de indicar um dos deputados como corregedor ad hoc, com a tarefa de
analisar a representação por quebra de decoro contra o deputado
distrital Raad Massouh (PPL).
O escolhido foi Wellington Luiz (PPL), agente da Polícia Civil, que
exerceu o cargo de corregedor no ano passado. Ele, no entanto, não
aceitou a missão.
Preocupado com a vacância do cargo, Wasny fez hoje (18) um apelo aos
colegas da bancada do PT para que alguém assuma esse encargo. Citou
nomes como Arlete Sampaio e Chico Leite, que têm um passado limpo e
autoridade para analisar o caso.
Raad Massouh é suspeito de ter desviado dinheiro público uma emenda parlamentar destinada a evento em Sobradinho.
Se ninguém quer fazer o exame prévio da acusação contra o colega para
dizer se cabe ou não encaminhar o caso para a Comissão de Ética, imagina
como será quando a Câmara Legislativa tiver que julgar a quebra de
decoro contra algum parlamentar... Todo mundo vai desaparecer?
Condenar ou absolver um colega é uma missão difícil, constrangedora,
mas faz parte da atribuição pública delegada pelo eleitor aos deputados
distritais.
Fonte: Ana Maria Campos - Correio Braziliense
Nenhum comentário:
Postar um comentário