Sempre que nos aproximamos do final de ano, relembramos o que aconteceu de mais importante. Destacamos dois fatos:
O surgimento de FRANCISCO
- quando a Igreja Católica o escolheu Papa, rompeu uma tradição
secular, pois o padre escolhido não nasceu na Europa, é Jesuíta e ao se
batizar FRANCISCO proclamou a
opção pelos pobres. Ainda no primeiro semestre do seu papado, vem ao
Rio de Janeiro (cujo símbolo maior é a colossal estátua do CRISTO REDENTOR) e contagia a todos com seus grandiosos pequenos gestos:
Carregando a própria pasta ao aparecer na porta do avião que o trazia;
Ao buscar o contato físico com os fiéis quando a comitiva oficial erra o trajeto;
Ao entrar numa pequena igreja não católica e convidar o pastor para acompanhá-lo na oração que Jesus nos ensinou;
Ao reunir um mar de gente (três milhões e quinhentas mil pessoas) numa tarde quente na praia de Copacabana para rezar;
Com tais atitudes, FRANCISCO
conquistou milhões de corações, católicos ou não, e resgatou a vocação
histórica da Igreja, que é a figura do bom Pastor em busca das ovelhas
do rebanho do Senhor;
As
inúmeras demonstrações de carinho e admiração revelam claramente que,
independentemente de religião, nacionalidade, cor, sexo, etc, o povo
mundial finalmente encontrou o bom Pastor;
A chegada de FRANCISCO
nos faz acreditar que o Espírito Santo realmente guiou o conclave e
despertou nos nossos corações a esperança de que as pessoas podem ser
boas e generosas, só precisando de estímulos.
Enfim, FRANCISCO relembra o CRISTO ao promover uma revolução silenciosa nos nossos corações de forma majestosamente simples;
Em 17 de junho, milhões de cidadãos brasileiros saíram de suas casas vestidos de manifestantes e proclamaram um basta à corrupção e a impunidade;
Em 17 de junho, milhões de cidadãos brasileiros saíram de suas casas vestidos de manifestantes e proclamaram um basta à corrupção e a impunidade;
Indignados,
mostraram uma força imbatível que estava represada e deram aviso prévio
aos maus políticos, a um executivo e legislativo ineficiente, corrupto e
cínico, a uma cúpula do Judiciário lento e leniente, por isso injusto, a
um MP também lento e seletivo, a partidos políticos viciados em
oportunismo e imoralidades, e a todos aqueles que achavam que poderiam
organizar o crime no Estado Brasileiro, prostituindo as instituições
republicanas;
Naquele dia o Brasil parou para apreciar uma das mais belas aulas de cidadania que este país já teve;
Claro
que movimentos dessa natureza não duram eternamente e com o passar dos
dias as manifestações naturalmente foram perdendo a força;
A
pá de cal veio com a ação do Partido da Trapaça que infiltrou agentes
no que restara dos movimentos e promoveu atos de vandalismo como forma
de afastar os verdadeiros manifestantes que queriam tão somente mostrar
que não aceitam mais a corrupção e a impunidade patrocinada por maus e
corruptos governantes;
Apesar
da clareza do recado, passado o susto inicial, os destinatários
incorrigíveis seguem sua trajetória maléfica como se nada tivesse
acontecido, mentindo descaradamente, loteando cargos públicos,
aparelhando a máquina administrativa e prostituindo as instituições,
esquecendo que 17 de junho foi apenas o 1º ato de uma peça que se
completará no ano novo que bate à porta;
Agora é esperar que o ano redentor de 2014 conclua o ano inacabado de 2013.
Fonte: Raimundo Ribeiro - Advogado

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