Depois
de analisar as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público
do DF, o corregedor da Câmara Legislativa concluiu seu relatório e vai
pedir a cassação do mandato de Raad Massouh (PPL); o parlamentar é
acusado de desviar dinheiro público por meio de emendas ainda em 2009,
utilizando a Administração de Sobradinho, que realizou festas sem
licitação pública; pedido vai ser enviado para Comissão de Ética
Juliane Sacerdote_Brasília 247 - O
corregedor da Câmara Legislativa entregou nesta terça-feira 9, o seu
relatório sobre as denúncias contra o deputado Raad Masshouh (PPL).
Patrício (PT) concluiu que o distrital deve responder por quebra de
decoro parlamentar pelas denúncias existentes contra ele na justiça.
O
pedido de cassação de mandato segue agora para a Comissão de Ética da
casa. Um dos integrantes vai ser escolhido relator e o parecer vai ser
votado primeiro dentro do próprio colegiado. Caso haja consenso, o tema
vai ser enviado ao plenário onde os demais parlamentares vão votar
contra ou a favor do distrital.
Raah
Massouh é acusado de se valer do cargo de deputado para repassar R$ 100
mil por meio de emenda parlamentar ao então administrador de
Sobradinho. Carlos Augusto de Barros foi indicado pelo próprio Raad, e
usou o dinheiro público para fazer festas, o que ocorreu sem licitação.
As
denúncias vieram à tona em novembro do ano passado durante a Operação
Mangona do Ministério Público do Distrito Federal e da Polícia Civil. Na época,
foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do parlamentar e
também no gabinete dele, que ocupava o cargo de secretário de Micro e
Pequena Empresa.
A assessoria do corregedor não quis adiantar detalhes do relatório, que vai ser divulgado na íntegra nesta quarta-feira 10.
Esfera criminal
No
início do mês passado, o MP ajuizou ação contra o parlamentar no
Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e o acusou
de três crimes: peculato, lavagem de dinheiro e contratação ilegal.
A
denúncia ainda é avaliada pela desembargadora Sandra de Santis. A
abertura ou não de processo criminal depende da análise da corte,
composta por 17 magistrados, já que o distrital tem foro privilegiado.
A
assessoria do deputado Raad Massouh informou ao Brasília 247 que só vai
se pronunciar quando tiver acesso ao teor completo do relatório.
Fonte: Brasília 247

Nenhum comentário:
Postar um comentário