Caso o mandato do deputado distrital Raad Massouh (PPL) seja oficialmente cassado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o parlamentar será o terceiro da história política da capital federal. Nesta quarta-feira, 17, por 4 votos à 1, a Comissão de Ética da Casa aprovou proposta da Corregedoria para abertura de processo contra Raad.
Ele
teve o mandato cassado em julho de 2011 pelo Tribunal Regional
Eleitoral do Distrito Federal por gastos ilícitos de campanha e
arrecadação irregular de recursos. No início de 2012, o Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter o mandato de Massouh. Na época,
Raad disse que era inocente e que se o processo contra ele fosse aberto
na Comissão de Ética, ele queria que as testemunhas fossem ouvidas.
“Após dois anos essa é a primeira oportunidade que tenho de falar. Quero
ter o mesmo tratamento que foi dado a outros deputados que tiveram o
mesmo caminho. Quero que as testemunhas sejam ouvidas aqui. Não quero
dois pesos e duas medidas”, afirmou.
E ainda tem mais - A
CLDF cassou em 2004 por 13 votos a favor, três foram contra e cinco
abstenções, o mandato de Carlos Pereira Xavier que perdeu os direitos
políticos até 2014. Aos 42 anos, ele só poderá disputar novamente uma
eleição no Distrito Federal em 2018.
O
ex-parlamentar eleito com 7.804 votos, estava no terceiro mandato e
entrou para a história não só como o primeiro deputado distrital
cassado, mas sim por ser o único a ser indiciado e denunciado por
assassinato, num processo aberto por unanimidade pelo Conselho Especial
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF).
Após
seis anos, a CLDF cassou o mandato da deputada distrital Eurides Brito
(PMDB), flagrada colocando dinheiro na bolsa durante investigações que
deu origem à Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Eurides, que
na época conseguiu na Justiça uma liminar para que a votação fosse
secreta, não compareceu à Câmara.
A
ex-deputada teve seu mandato cassado por 16 votos a favor, 3 contra e 3
abstenções. Ela era processada por quebra de decoro parlamentar. Foi a
primeira cassada entre os oito parlamentares investigados de
participação no esquema de corrupção chamado de “Mensalão do DEM”.
Fonte: Guardian Notícias - Por Nayara Ribeiro

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