Ao lado de Roberto Freire (dir.), presidente do PPS, Serra diz que PT “capturou” o Estado
O
ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) defendeu nesta sexta-feira
(12) um fortalecimento da oposição para enfrentar a campanha pela
reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. Ele criticou o legado econômico do governo petista, que deixa “a pior herança” e um “Brasil no chão”.
Serra
afirmou que tende a achar que uma boa estratégia para que a oposição
vença as eleições é o lançamento de mais de uma candidatura, mas firmou
não ser candidato em 2014. “A nossa responsabilidade é muito grande. A
responsabilidade de estarmos juntos aqui, porque juntos precisamos
encontrar uma alternativa. Não sei se unindo tudo em torno de uma
candidatura ou se tendo várias. Tendo até a achar que a segunda hipótese
é a mais plausível, é a melhor”, afirmou Serra.
Serra travou uma batalha contra o senador Aécio Neves (PSDB) para tornar-se candidato nas últimas eleições.
Mas agora em 2014 o candidato dos tucanos em 2014 deve ser Aécio, que
não deverá ter nenhum empenho do ex-governador para elegê-lo. Serra
participou de uma conferência nacional do PPS na tarde de hoje na Câmara
dos Deputados. Alguns políticos apostam que o ex-governador de São
Paulo vai deixar o PSDB para sair presidenciável pelo PPS.
Legado petista
Para
ele, as condições atuais para a disputa presidencial são melhores do
que em 2010. Na época, ressaltou Serra, a economia estava em crescimento
e Lula tinha grande aprovação. “Com tudo contra, tivemos 44% dos
votos”, ressaltou. Mesmo defendendo mais de uma candidatura, Serra pediu
união da oposição. “É difícil, mas não é impossível [vencer as
eleições", disse.
Serra
criticou a política econômica do governo Dilma e afirmou que o país
fica com uma "herança próxima do padrão deixado pela ditadura [para
Tancredo Neves], pelo padrão deixado pelo Collor para o Itamar”. “Claro
que não estou falando dos mesmos níveis de inflação, mas do quadro
completamente desarrumado que o governo deixará. Nós vamos encontrar um
país no chão. Imagine ainda se tem reeleição. Se tiver, vai ser ainda
abaixo do nível do chão.”
O
ex-governador chegou a dizer que o PT “capturou” o Estado. “O estado
brasileiro foi capturado por um grupo, apropriado por uma força
política. Essa força, o PT não hesita e não hesitará em enfraquecer a
democracia brasileira para se fortalecer. É um grupo que capturou o
poder no Brasil.”
Aécio
Aécio
tenta unir o PSDB em torno do seu nome, mas ainda encontra resistências
da ala que defende Serra, apesar de o ex-governador paulista ter sido
derrotado duas vezes em disputas presidenciais passadas, inclusive
contra Dilma Rousseff em 2010.
Ao
sair da conferência do PPS, Serra afirmou que não carrega consigo
problemas do passado em relação a Aécio. “Para mim está tudo zerado”,
disse. Durante sua fala na conferência, Serra afirmou não ser passional
nas decisões políticas. “Eu sou passional, mas não levo paixão para as
grandes decisões políticas. Sou racional demais pra isso, é perda de
tempo. Não posso deixar paixões do passado influírem nas decisões para o
futuro”, disse. O tucano não quis explicar se o recado era direto para o
senador Aécio Neves.
Quando
questionado se o nome do colega de partido era um bom nome para a
Presidência, Serra apenas repetiu: “É um bom nome”. O senador tucano
também participou ontem do evento do PPS. Em seu discurso, Aécio
confirmou que é candidato à presidência do PSDB e falou em união do
partido.
Isolado
no PSDB e cortejado para compor o PPS, Serra negou que esse tema tenha
sido tratado na tarde de hoje. Ele disse apenas que foi participar da
conferência e espera ajudar o partido a integrar a oposição, mas não deu
indicações se irá migrar. Segundo o deputado Rubens Bueno (PPS/PR), a
sigla não “coopta” ninguém. “É claro que qualquer partido quer ter o
Serra em seus quadros. Estamos falando de um dos melhores gestores do
país. Mas é ele quem tem que decidir. Nem conversamos sobre isso hoje”,
disse.
Fonte: Congresso em Foco
Nenhum comentário:
Postar um comentário