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sábado, 16 de fevereiro de 2013

A testemunha que pode complicar a vida do ex-presidente Lula.


A bomba que pode complicar a vida do ex-presidente Lula não está só no depoimento de Marcos Valério, que chegou ao Ministério Público de Minas Gerais. O nome, que está em segredo guardado a sete chaves na mão do procurador-geral da República, é Roberto Rigotto, vice-presidente do BMG, à época que foi revelado o esquema mensalão do PT.

Rigotto ficou exilado no exterior e teve seu nome preservado por Marcos Valério, Lula e o Ministro da Previdência à época, Amir Lando. O BMG ganhou do ex-presidente Lula a primeira carteira de empréstimo compulsório descontado em folha de funcionários públicos. O banco, em troca, abasteceu várias contas da cúpula do PMDB e também do PT sob o comando de José Dirceu e Lula.

Roberto Rigotto, hoje, é considerado pelo Ministério Público o garganta profunda capaz de trazer à tona os verdadeiros comandantes do mensalão. No julgamento de mensaleiros, no Supremo, o nome de Rigotto foi omitido no processo.
 
Mas, se o procurador-geral Roberto Gurgel abrir a gaveta, vai abalar os alicerces da cúpula do PMDB e do próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com todo movimento governista tentando coibir o instrumento da delação premiada, os procuradores e a Justiça trabalham forte para enfrentar e manter o instrumento, que pode trazer à tona segredos, que só quem participava do esquema corrupto poderá testemunhar, a exemplo do ex- vice-presidente do BMG, Roberto Rigotto.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

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