Decisão considera o serviço essencial e determina retorno
imediato dos docentes para as salas de aula; descumprimento gera multa
diária de R$ 45 mil; greve continua legal; sindicato dos professores do
Distrito Federal está reunido para definir como vai ser o recurso e a
orientação para a categoria; paralisação completa 40 dias nesta
sexta-feira (20)
Decisão do relator foi baseada no princípio de que a educação é um
serviço essencial, que estaria sendo prejudicado com o movimento que já
dura 40 dias. A ação foi movida pela Promotoria de Justiça de Defesa da
Educação (Proeduc).
“O que eles argumentam é um absurdo, nunca vi greve com 80% da
categoria trabalhando”, afirma indignada a diretora do Sindicato dos
Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Rosilene Correa.
Neste
momento, a diretoria do Sinpro-DF está reunida para definir como será
feito o recurso e quais são as orientações para a categoria. Rosilene
adianta que o movimento continua e que a assembleia da próxima
terça-feira (20) está mantida.
Na noite de quinta-feira (19), o MPDFT entrou com uma ação
declaratória de ilegalidade contra a greve dos professores, que foi
julgada nesta sexta pelo TJDFT.
O Ministério Público pedia multa diária
de R$ 50 mil. Além disso, afirmava que o movimento não estava cumprindo a
lei 7783/89, que determina o percentual mínimo e passividade da greve.
Impasse
Os professores do Distrito Federal cobram o cumprimento do acordo
assinado em abril de 2010 com o governo do Distrito Federal (GDF), no
qual ficava definido o prazo para a reestruturação da carreira para 30
de setembro e a implantação do plano em março de 2012.
Duas propostas já foram apresentadas à categoria na tentativa de
acabar com a paralisação, porém nenhuma delas contemplava reajuste
salarial. Na última, oferecida na quarta-feira (18), era oferecido um
auxílio-saúde de R$ 110, valor considerado muito baixo pelo Sinpro-DF.
A
secretaria de Administração Pública descarta aumento de salário para
qualquer servidor do público, pois o GDF está, praticamente, no limite
imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Fonte: Brasília 247 - 20 de Abril de 2012 às 16:58

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