PF diz que gravações de conversas do
deputado e do araponga Dadá ligam Protógenes Queiroz ao esquema de
Cachoeira. A CPI quer explicações
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CUMPLICIDADE Segundo a Polícia Federal, o araponga Dadá poderá ser indiciado como cúmplice dos crimes do deputado Protógenes Queiroz |
Delegado licenciado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz se elegeu deputado pelo PCdoB-SP, em 2010, em busca de imunidade e foro privilegiado.
A instalação da CPMI para investigar a rede de corrupção
montada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, porém, coloca abaixo a
estratégia de proteção.
Na quinta-feira 19, alguns deputados e senadores
cotados para compor a comissão davam como certo que Protógenes será um
dos primeiros convocados a prestar esclarecimentos, apesar de haver
assinado o requerimento para a abertura das investigações.
As gravações
de conversas telefônicas feitas pela PF durante a Operação Monte Carlo –
que revelou o esquema de Cachoeira – mostram que Protógenes e um dos
principais operadores do bicheiro, o sargento da Aeronáutica Idalberto
Matias Araújo, conhecido como Dadá, são mais do que íntimos amigos.
Os
diálogos agora divulgados e documentos em poder da Corregedoria da PF e
do Ministério Público Federal indicam que o deputado e o araponga Dadá
são cúmplices em crimes pelos quais Protógenes já foi indiciado,
denunciado e condenado em primeira instância a três anos e quatro meses
de prisão pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo.
“Os
diálogos comprovam fatos passados durante a Operação Satiagraha e
levantam a suspeita de que o atual deputado participava do esquema de
Cachoeira”, disse um parlamentar de São Paulo que deverá assumir um
posto na CPMI tão logo a comissão seja instalada.
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Fonte: Revista IstoÉ - Edição nº 2215 - 21/04/2012
Blog do Edson Sombra
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