Gilmar Mendes disse ter “a mais profunda admiração” por Cezar
Peluso, enquanto o novo presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto,
destacou que "é impossível manipular o resultado” de um julgamento, algo
que Joaquim Barbosa acusou o "caipira" Peluso de fazer, em entrevista a
O Globo
Em defesa de Peluso, Gilmas Mendes declarou ter “a mais profunda
admiração” pelo colega. “Essa é a lembrança que tenho dele durante todo o
tempo como juiz, como meu vice-presidente e acredito que é essa é a
mensagem, essa é a forma que devemos rememorar todo o seu trabalho”,
disse.
De acordo Mendes, Peluso teve uma presidência "cheia de conflitos
e dificuldades" (ele esteve à frente do STF até esta quinta-feira). Por
isso, "é possível que tenha tido a necessidade de fazer uma
constatação, um juízo mais forte, eventualmente um desabafo", disse o
ministro, em referência á acusação de manipulação de Barbosa.
"É impossível manipular o resultado”, foi mais direto o novo
presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto. “Porque se um presidente
proferir um resultado em desconformidade com o conteúdo da decisão, ele
está desconsiderando o voto de cada um dos ministros", completou . "O
que aconteceu e tem acontecido, e pode ser confundido com manipulação, é
um presidente mais enfático.
Entre o voto e a proclamação, ele tenta
reverter o quadro, mas isso é natural, não é manipulação. Nunca vi e
nunca verei um presidente alterar o conteúdo de decisão, porque os
outros perceberiam", explicou Ayres Britto.
O ministro Marco Aurélio Mello não chegou a se posicionar, mas
lamentou a troca de ofensas. "O sentimento é de estarrecimento. É uma
quadra difícil. Estou perplexo. Vamos ver o que o acontece agora”,
disse. “É péssimo, porque todos nós estamos de passagem. A instituição é
perene.
Quando integrantes se digladiam, essa autofagia acaba enfraquecendo a instituição", completou.
Fonte: Brasília 247 - 20 de Abril de 2012 às 20:56
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