As conversas gravadas em uma operação policial podem ligar Agnelo Queiroz ao escândalo no Ministério do Esporte
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, afastou nesta quinta-feira (3) toda a cúpula da Polícia Civil. A decisão saiu na semana em que vazaram conversas gravadas em uma operação policial que podem ligar Agnelo ao escândalo no Ministério do Esporte.
Por ordem do governador Agnelo Queiroz, 44 delegados-chefes e sete diretores da Polícia Civil foram exonerados. Nesta quarta-feira (2), a diretora-geral da Polícia Civil, Mailine Alvarenga, já tinha sido substituída.
O governo do Distrito Federal diz que a troca da cúpula da Polícia Civil faz parte de um ajuste natural. Mas as demissões começaram logo depois que a revista Época e o DFTV divulgaram gravações de conversas entre o governador Agnelo Queiroz e o policial militar João Dias, pivô do escândalo que derrubou o ministro do Esporte, Orlando Silva. As escutas foram feitas pela Polícia Civil com autorização da Justiça no início do ano passado.
Segundo a polícia, foram várias conversas gravadas entre João Dias e o governador. João Dias chegou a ser preso acusado de desviar R$ 3 milhões do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. Em uma delas, pouco antes da prisão, Dias pediu ajuda de Agnelo para preparar a defesa dele no caso.
O presidente do Sindicato dos Delegados, Benito Tiezzi, não quis comentar a possível relação entre as demissões e a divulgação dos diálogos do governador com João Dias, mas disse que estranhou a decisão. “Nós aguardamos que venha essa explicação, o motivo dessa exoneração em massa, que nunca ocorreu. É um precedente muito grave, muito complexo”, declarou Benito Tiezzi.
O governador Agnelo Queiroz não quis gravar entrevista. Pelo telefone, declarou que a exoneração dos delegados foi consequência da demissão da diretora-geral da Polícia Civil, e que todos serão remanejados.
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