Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas… O tempo passa… e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!
Vejamos as circunstâncias que envolvem essa situação.
Agnelo Queiroz e seu vice, Tadeu Filippelli, foram eleitos para o governo local com a promessa de colocarem em prática diversas ações que beneficiariam diretamente a população da Capital. Dentre elas, vale destacar:
À época, Agnelo afirmou, diante da mídia, que assumiria pessoalmente o comando da área médica; sabia que o problema da saúde não era dinheiro, mas gestão.
Enfatizou que não nomearia ninguém que estivesse respondendo a processos criminais, pois só queria no governo pessoas com “ficha limpa”.
Prometeu que “enxugaria” a máquina administrativa, cortando mais da metade dos comissionados, valorizando os concursados.
Evidentemente, tais promessas renderam-lhe muitos votos, pois são medidas bastante desejadas pela população.
Entretanto, entrando no sétimo mês de governo, o resultado é que nenhuma dessas promessas foi cumprida, o que caracteriza prática de estelionato eleitoral. Mais grave ainda: retira da população a pouca confiança que depositava na figura do governador, que passa a vê-lo como mentiroso.
Como se não bastasse, o governador do DF, no espaço de seis meses, se encontra denunciado pelo MPF/RJ, em função de prática de ilícitos no PAN, investigado pela suposta compra de apoio do PHS e por suspeita de doações de “caixa dois” (ou seriam recursos não contabilizados ?).
Ainda nesse curto espaço de atuação, seu governo (apesar da mordaça da imprensa local) já se vê envolvido em diversos escândalos de corrupção. A lista é grande, mas vejamos alguns: superfaturamento em festejos nas regiões administrativas, contratos emergenciais, sem licitação, contratos com empresas de parentes de governantes, nomeação de pessoas condenadas por tráfico de drogas e outros crimes, nepotismo etc.
Tais fatos serviram para exaurir a pouca confiança da população no governo, o que lhe retira a legitimidade necessária para manter-se à frente do governo. Sem legitimidade, aliada à notória letargia e consequente inoperância, o mínimo que se poderia esperar é que Agnelo se afastasse e permitisse uma ampla investigação das gravíssimas denúncias que surgem a todo momento.
Mas não bastaria o afastamento do governador, pois muitas das denúncias referem-se à época eleitoral, o que contamina a chapa e, portanto, o vice-governador.
Nesse caso, seguindo a linha sucessória, imperiosa seria a assunção do presidente do Tribunal de Justiça de DF. O grande objetivo seria o de restaurar a moralidade necessária para o exercício da função pública.
Esse o caminho: afastamento já. Aqueles que não perceberem a necessidade desta medida, certamente serão atropelados pelos fatos, pois basta andar pela cidade para perceber um sentimento de revolta generalizada ao governo local, e os “revoltosos” são os legítimos e exclusivos detentores da soberania popular: o CIDADÃO.
Raimundo Ribeiro*
*Raimundo Ribeiro é advogado e vice-presidente do PSDB/DF
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E Nobre Professor Raimundo Ribeiro, Brasília realmente vive um momento de obscuridade, nas ruas já se percebem o descontrole tanto na saúde como na segurança e Educação. Como alguns ja sabe, parte do PT tradicional já abandona o governo, por não concorda como descontrole do governo.
ResponderExcluirRicardo NB
Dilma ja da a entender que Agnelo em Brasília foi o fracasso do PT na eleição de 2010.
ResponderExcluirDeputado Raimundo Ribeiro aguardamos sua volta a CLDF, sei que a luta é árdua, porém ela será triunfal. Parabéns pelo artigo.
ResponderExcluirEstefano
o Senhor deputado não vai falar nada sobre o seu nome aparecer nas falcatruas do shopping popular? Se esqueceu que o governador tão querido pelo senhor teve o governo mais corrupto da história? Muito mais fácil ser pedra do que vidraça.
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