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Um blog comprometido com o resgate da cidadania."O aspecto mais importante do caráter de Cristo, foi sua confiança na grandeza da alma humana". É necessário enxergar a verdade sobre o mundo e sobre nós mesmos, ainda que ela nos incomode e nos seja desagradável.

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Opinião: Boquinhas e chantagens são, na verdade, contra o DF

Entendo quando afirmam, e nem pretendo discutir aqui, que o governo eleito e que terá início em 1º de janeiro, poderá não ser o melhor para Brasília

Desde o anúncio do resultado do segundo turno das eleições em nosso DF, tomou conta da nossa imprensa e, especial dos blogs (este espaço em franco crescimento pela sua competência e importância), notícias do tipo: partido tal se acha mais importante e “dono” de parte significativa do próximo governo, por determinado motivo; lideranças A e B se acham no direito de indicar tais e tais secretários, pois somaram com quantidade X de votos com a sua legenda; Câmara Legislativa engessa o próximo governo; distritais reclamam cargos; administrações regionais servirão para acalmar parlamentares; atual governo deixa rombo de 3,8 bilhões e algumas “armadilhas” para seu sucessor; e por aí vai.

Tudo isso seria normal em uma democracia representativa e que exige os chamados governos de coalizão, como no caso do Brasil. SERIA, se vivêssemos em nosso DF um cenário político de normalidade.

Estamos bem longe disso há cerca de seis anos, pelo menos. Desta época para cá, tivemos membros do MP chantageando o então governador. Este, mesmo com a aprovação da maioria da população, tendo sido preso e promovendo uma verdadeira batalha, hora judicial, hora pessoal com as instancias da justiça; um governo de apenas cem dias, onde o titular fez o possível dentro das muitas limitações, entre elas a de não poder assinar novos contratos; um governo eleito com a promessa de tirar o nosso “quadrado” do buraco, pela proximidade com o governo federal (nem preciso citar aqui como está terminando este governo); entre outras tantas mazelas que se abateram sobre o nosso DF e Entorno.

Entendo quando afirmam, e nem pretendo discutir aqui, que o governo eleito e que terá início em 1º de janeiro, poderá não ser o melhor para Brasília, que tem muitas fragilidades por isso e aquilo, – entre tantas outras afirmações que os “futurólogos” de plantão costumam fazer -, mas não podemos esquecer um instante sequer, que foi o governo eleito pela maioria dos votantes, como manda o regime democrático.

Portanto, mais importante que ficar fazendo barganhas, chantagens, beicinhos e todo tipo de premonições, é apoiar o governo que terá início semana que vem. Se não em respeito a ele, mas aos eleitores que o elegeram. Afinal, estamos no mesmo barco.

Enfim, boquinhas e chantagens contra o governo eleito são, na verdade, contra o DF e o Entorno.

Francisco Lima Jr.(47) é Jornalista, Cientista Político pela UnB, professor de Jornalismo nas Faculdades Icesp/DF e blogueiro.

Fonte: Diário do Poder.

José de Abreu: Ator global ataca os rivais de Dilma: ‘se foderam’

Ator da TV Globo e militante virtual do PT, José de Abreu revela-se nas redes sociais um democrata sui generis


Não nega a ninguém o direito de concordar inteiramente com ele. Entusiasta da reeleição de Dilma Rousseff, Zé de Abreu, como costumam chamá-lo, trata os antagonistas da presidente como inimigos do povo.

Na noite deste domingo, encarnando um personagem de si mesmo, o ator distribuiu ponta-pés via Twitter. Numa mensagem, anotou: “Alô Aécio [Neves], Roberto Freire, Osmarina Silva. Vocês se foderam.” Noutra, escreveu: “Alô senador Cristovam [Buarque], Pedro Simon, Jarbas [Vasconcelos] e outros ex-esquerdistas: vocês se foderam.”


Alvejado abaixo da linha da cintura, Cristovam (PDT/DF), cujo nome foi grafado incorretamente (Cristóvão), reagiu à grossura com fina ironia: “Só porque a prima dele virou ministra da Agricultura!”, cutucou, referindo-se a Kátia Abreu, uma senadora ruralista que carrega o mesmo sobrenome do agressor e que acaba de ser alçada à Esplanada por Dilma. Pela lógica, a provocação de Cristovam deveria constranger Zé de Abreu. Mas o ator é movido por uma fé que lembra a origem cristã de muitos militantes petistas. O ingrediente da dúvida está excluído do seu credo. Suas certezas vêm de dogmáticas revelações divinas.

Para quem já defendeu que o mensalão é uma fábula e que José Dirceu não passa de um injustiçado, digerir a nova equipe de Dilma é algo trivial: “O novo ministério da Dilma foi o que ela conseguiu montar. Ela não é burra. Joga com as cartas que tem na mão. Um presidente não pode blefar.”

O ator ainda não se deu conta, mas faz papel de bobo. Passada a eleição, Dilma sucumbiu sem ressalvas ao receituário econômico da oposição. Entregou a pasta da Fazenda a um eleitor de Aécio, o ex-diretor do Bradesco Joaquim Levy. Que irá aplicar o programa de ajustes do tucanato. Guiando-se por auto critérios, Zé de Abreu talvez devesse dar uma olhada no próprio traseiro. Está avariado.

Como a ficha ainda não lhe caiu, o democrata do ponta-pé borrifa otimismo na internet. Num instante em que até Dilma já contabiliza 2015 como um ano duro de roer, Zé de Abreu posa de inocente útil numa Pasárgada imaginária: “Alô Brasil que reelegeu a Dilma: você se deu bem. E vai se dar ainda melhor nos próximos 4 anos…”


Fonte: Blog do Josias de Souza.

Padre celebridade 'Padre Clairton Alexandrino'


O Palácio do Planalto anda atrás de quem gravou a homilia do padre Clairton Alexandrino, pároco da Catedral de Fortaleza. Quem vai à bela capital cearense não pode deixar de visitar o Santuário por sua suntuosidade.

Na noite de Natal a igreja estava lotada de turistas que buscavam as bênçãos do alto. Mas, para surpresa dos fiéis, o famoso padre, desceu a borduna no escândalo de corrupção da Petrobras e elogiou o juiz Sérgio Moro e bateu muito forte na presidente Dilma.

O Templo Católico tem capacidade para abrigar 5 mil pessoas sentadas. Os turistas que se admiravam da imponência arquitetônica dos vitrais assinados pelo arquiteto francês George Maunier de repente ficaram atônitos com o sermão do sacerdote e passaram a aplaudir de pé o religioso pela dureza do seu pronunciamento.

Terminado o sermão, o padre foi aplaudido por exatos 10 minutos, e muita gente se dirigiu à sacristia para fazer selfie com Clairton, que de repente teve seus 15 minutos de fama e provocou a ira do poder em Brasília.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Nenhum centavo a mais 'Aumento das passagens'

Nem bem vai começar o ano e o cidadão terá pela frente um aumento no preço da energia elétrica e em várias capitais nas passagens de ônibus.

Vale lembrar que os aumentos nas passagens de ônibus foram o estopim para os protestos que tomaram conta do país em junho de 2013.

Agora o movimento passe livre se reorganizou e promete fazer muito barulho e já começou a usar as redes sociais para mobilizar simpatizantes para manifestações no dia 9 de janeiro.

Há quem acredite que se o aumento não for muito bem explicado, cenas como as de junho de 2013, fatalmente ocorrerão no Brasil inteiro novamente.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Tudo combinado 'Posse de Dilma Rousseff'

Um grupo vai começar a fazer barulho na posse da presidente Dilma no dia 1º. Em uma reunião que aconteceu semana passada em São Paulo, vários membros da "nova organização" vão cobrar de Dilma Rousseff a convocação imediata de uma constituinte exclusiva para se promover a reforma política, a urgente regulação da mídia e se contrapor ao que chamam de avanço da direita ultraconservadora.

Partindo para o ataque

Durante a posse da presidente Dilma Rousseff em 1º de janeiro, a ordem para a militância petista é de que qualquer faixa pedindo o impeachment da presidente é para partir pra luta e rasgar a engenhoca de comunicação, não importa os métodos. Com isso, já se tem notícia de que a festa da posse tem tudo para se tornar um verdadeiro barril de pólvora.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Deputado prudente aborta jantar para eleger nova Mesa


Ao menos cinco, de um grupo estimado entre 13 e 16 deputados distritais, decidiram ouvir uma voz mais experiente e abortar um sofisticado encontro que estava programado para a noite deste domingo 28, em uma suntuosa mansão do Lago Norte. O cardápio, previamente elaborado, teria como prato principal garoupa ao azeite.

Entre os convidados estava o vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), principal articulador de uma chapa de consenso capaz de eleger o próximo presidente da Câmara Legislativa. A ideia é colocar na cadeira hoje ocupada por Wasny de Roure (PT) alguém que bata de frente com o futuro governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

Mas houve quem preferisse ser prudente e dissuadir os colegas a desistir do encontro. “O momento exige cautela. Qualquer confronto agora tende a piorar as relações do Legislativo com o Executivo”, revelou a Notibras um jovem deputado reeleito que aposta em uma conversa de Rollemberg com os distritais para as próximas 72 horas.

A legislatura que terá início no dia 1º de janeiro verá uma Câmara pulverizada em 17 legendas. Os com maior peso serão PT, PMDB, PDT e PRTB. Desses, apenas o PDT, que tem como principais estrelas Celina Leão e Joe Valle, garantem apoio irrestrito a Rollemberg. Curiosamente, estão entre os poucos que não foram convidados para o jantar.

Para se aliar ao PDT ao menos em teoria na disputa pelo comando da Câmara Legislativa, três deputados, convidados, decidiram declinar do assento na mesa dos comensais. São Agaciel Maia (PTC), Dr. Michel (PP) e Raimundo Ribeiro (PSDB). Esse trio corre por fora, alheio a grupos e blocos. Mesmo com o risco de ficarem isolados na composição da próxima Mesa Diretora, preferem pagar para ver.

– Não queremos ficar atrelados ao Palácio do Buriti, como um mero puxadinho, mas também não desejamos ficar reféns de grupos que defendem interesses individuais e empresariais. A Câmara é do povo, e como representantes da sociedade, podemos até perder, mas não vamos abaixar a cabeça para ninguém, sentenciou um parlamentar com larga experiência política antes mesmo de se tornar deputado distrital.

Fonte: Notibras.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Eleição da CLDF deverá ser o primeiro recado duro ao governador Rollemberg


O blog apurou que as negociações para a presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) não pararam nem com os festejos natalinos. Pelo contrário. Dada a largada, saíram na frente o Bispo Renato (PR) e a deputada de primeiro mandato Sandra Faraj (SDD). Os dois já estão jogando “juntos e misturados”. E mais: parte do acordo foi feito na noite desta sexta-feira (26), mais precisamente às 19 horas, na casa do deputado distrital Cristiano Araújo (PTB), e parceria está quase fechada.

Resta saber quais dos dois nomes abrirá mão para que a disputa pela presidência seja definida.

Mas os ventos sopram mais para o Bispo. Apuramos que haverá outra reunião para que o martelo seja batido. Como o blog vem adiantando há muito tempo, os distritais estão para lá de insatisfeitos com o governador Rodrigo Rollemberg. A relação está para lá de azeda entre distritais e governador.

Tudo por conta do primeiro-escalão do futuro governo. Esses dois nomes não agradam em nada Rollemberg. O governador queria na presidência Celina Leão (PDT). Caso o nome dela não colasse, os nomes de Joe Valle e Raimundo Ribeiro seriam colocados como alternativa.

Um passarinho nos contou que quando os distritais iam conversar com o governador Rollemberg, a primeira coisa que ele perguntava para o parlamentar era se ele tinha candidato. Caso o deputado não falasse nada ele citava os nomes de Celina, Joe e Raimundo Ribeiro.

Questão fechada

A reunião que definiu os nomes de Sandra Faraj e Bispo Renato contou com 14 parlamentares, todos favoráveis ao acordo. Número mais que suficiente para eleger toda a Mesa Diretora. Esse número deve crescer ainda mais, já que mais parlamentares estão se juntando ao grupo. Eleger um nome que não é o favorito de Rollemberg é uma chance de dar uma lição no futuro governador que já é visto como autoritário e centralizador, na visão dos distritais.

Juntos e misturados

O PRB / PHS / PT / PMDB / PPL / PP / SDD / PTB / PTN / PR e PRTB estão fechados e não vão aceitar nenhuma oferta de Rollemberg. O nome que sairá dessa lista é à revelia do governador.

Boatos

Conversas desencontradas colocavam Celina Leão (PDT) com 16 votos para obter a vitória. Ledo engano. Apuramos que a Leoa teria pouquíssimos votos para chegar à presidência da CLDF.

Para encerrar: Liliane Roriz (PRTB) era um dos nomes cogitados a cadeira de presidente da CLDF.

Fonte: Por Odir Ribeiro.

Segundo Escalão para Distritais ou Distritais de segundo escalão

Por João Zisman, Poliquês

O primeiro desafio político de Rodrigo Rollemberg já como governador empossado, será a eleição para a Mesa Diretora da Câmara Legislativa. Apesar da aparente distância que o Governador Rollemberg tenta demonstrar pelo pleito, é sabido que vários distritais já denunciam estar sentindo “a pressão” do executivo.

Indicação de administradores regionais, subsecretários, diretores de empresas y otras cositas más, teriam sido, supostamente, a moeda de troca usada a fim de garantir que o novo Presidente do Legislativo local seja um parlamentar completamente afinado com o novo governador.

Parece que “o mais do mesmo” continua a imperar nos bastidores da política brasiliense. 13 é o número de deputados que, supostamente, já estariam fechados com o governador, no entanto, essa conta parece que não fecha de jeito nenhum. Segundo relato de um estarrecido presidente de partido, o executivo não pretende adotar a política de “porteira fechada” nas administrações, secretarias e empresas.

Exemplo: o deputado que indicar um administrador, terá que se contentar com apenas metade dos cargos daquela regional, e ainda assim, após o enxugamento de 50% dos atuais cargos em comissões. Ou seja, o deputado, na prática, terá controle de apenas 25%, isto é, 1/4 (um quarto) da atual estrutura da administração, e 100% da responsabilidade.

Num ambiente como esse, não resta dúvida que haverá uma permanente disputa interna de poder pelo cargo maior, com direito a chute nos países baixos, dedo no olho e puxão de cabelos. Isso certamente não pode dar certo.

O novo modelo de “parceria” entre o executivo e o legislativo, parece que não anda agradando muito. Não seria surpresa se algum dos distritais eleitos, começasse a achar que o melhor teria sido ficar como suplente. Sem muito esforço, se identifica pelo menos três derrotados nas urnas que assumirão a primeira linha do governo, enquanto, aos eleitos...

Fonte: Guardian Noticias.

Boquinhas e chantagens contra o governo eleito são, na verdade, contra o DF


Por Francisco Lima Jr

Desde o anúncio do resultado do segundo turno das eleições em nosso DF, tomou conta da nossa imprensa e, especial dos blogs (este espaço em franco crescimento pela sua competência e importância), notícias do tipo: partido tal se acha mais importante e “dono” de parte significativa do próximo governo, por determinado motivo; lideranças A e B se acham no direito de indicar tais e tais secretários, pois somaram com quantidade X de votos com a sua legenda; Câmara Legislativa engessa o próximo governo; distritais reclamam cargos; administrações regionais servirão para acalmar parlamentares; atual governo deixa rombo de 3,8 bilhões e algumas “armadilhas” para seu sucessor; e por aí vai.

Tudo isso seria normal em uma democracia representativa e que exige os chamados governos de coalizão, como no caso do Brasil. SERIA, se vivêssemos em nosso DF um cenário político de normalidade. Estamos bem longe disso há cerca de seis anos, pelo menos. Desta época para cá, tivemos membros do MP chantageando o então governador.

Este, mesmo com a aprovação da maioria da população, tendo sido preso e promovendo uma verdadeira batalha, hora judicial, hora pessoal com as instancias da justiça; um governo de apenas cem dias, onde o titular fez o possível dentro das muitas limitações, entre elas a de não poder assinar novos contratos; um governo eleito com a promessa de tirar o nosso “quadrado” do buraco, pela proximidade com o governo federal (nem preciso citar aqui como está terminando este governo); entre outras tantas mazelas que se abateram sobre o nosso DF e Entorno.

Entendo quando afirmam, e nem pretendo discutir aqui, que o governo eleito e que terá início em 1º de janeiro, poderá não ser o melhor para Brasília, que tem muitas fragilidades por isso e aquilo, – entre tantas outras afirmações que os “futurólogos” de plantão costumam fazer -, mas não podemos esquecer um instante sequer, que foi o governo eleito pela maioria dos votantes, como manda o regime democrático.

Portanto, mais importante que ficar fazendo barganhas, chantagens, beicinhos e todo tipo de premonições, é apoiar o governo que terá início semana que vem. Se não em respeito a ele, mas aos eleitores que o elegeram. Afinal, estamos no mesmo barco.

Enfim, boquinhas e chantagens contra o governo eleito são, na verdade, contra o DF e o Entorno.

Fonte: Francisco Lima Jr. (47) é Jornalista, Cientista Político pela UnB, professor de Jornalismo nas Faculdades Icesp/DF e blogueiro.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal do Informando e Detonando


Feliz Natal a todos - Informando e Detonando

No DF: Rollemberg alega 'crise financeira' e cancela Universíade


Evento aconteceria em 2019 e reuniria 10 mil estudantes de 150 países. '[Ele] Achou muito arriscado assumir o compromisso', diz coordenador.

Futuro chefe da Casa Civil e coordenador da transição, Hélio Doyle confirmou nesta terça-feira (23) o cancelamento da realização das Olimpíadas Universitárias de Verão – a Universíade – em Brasília. A escolha da cidade foi anunciada no final de 2013, durante um evento na Bélgica. O evento aconteceria em 2019 e contaria com 10 mil estudantes.

"O governador eleito comunicou na sexta [à organização] o desinteresse do futuro governo do DF de promover a Universíade", disse Doyle. "[A decisão foi tomada por causa da] situação financeira, e é exclusivamente pela situação financeira. Seria um evento positivo para Brasília, daria destaque para Brasília."

Ainda segundo o futuro chefe da Casa Civil, o governo atual não honrou compromissos, como o pagamento de aproximadamente 23 milhões de euros, para realização do evento. "O governador eleito achou muito arriscado assumir agora o compromisso de desembolsar o montante necessário. Foi uma questão de prioridade."

O custo total estimado do investimento era de 730 milhões de euros, ou R$ 2,2 bilhões. Atletas de 150 países eram esperados para os jogos.

Brasília competiu com Budapeste e Baku, no Azerbaijão, mas as cidades desistiram da candidatura. A capital federal recebeu, então, todos 23 votos dos integrantes da Federação Internacional dos Jogos Universitários.

No vídeo exibido para a candidatura, foi apresentada a proposta de construir 22 locais de competição espalhados pela cidade e reformar áreas como o ginásio Cláudio Coutinho e o Centro Olímpico da UnB, além da construção de uma vila com mais de 2,4 mil apartamentos para as delegações estrangeiras.

Fonte: G1 por Raquel Morais.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

No DF: Eleição da presidência da Câmara Legislativa, o enigma de Rollemberg

A semana política no Distrito Federal, apesar das festividades natalinas, promete ser agitada. E como promete


A pauta da vez é a eleição para a Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal, que ocorrerá na primeira sessão legislativa de 2015, dia 1º. de janeiro, imediatamente após a posse dos 24 deputados eleitos para a nova legislatura.

Muitas negociações, contas e confabulações aconteceram desde o resultado das eleições de outubro deste ano, no entanto, tradicionalmente, os últimos dias que antecedem a votação são aqueles que, de fato, definem o nome do novo presidente e dos demais membros da Mesa Diretora do legislativo local.

Considerando que o início da próxima legislatura coincide também com o começo do novo governo recém eleito, soam razoáveis as especulações sobre as preferências nutridas pelo novo governador para presidir a Câmara Legislatura. Entretanto, desta feita, a velha prática da interferência de um poder sobre o outro, especialmente do executivo sobre o legislativo, aparentemente corre o risco de não prosperar.

Rodrigo Rollemberg já deu sinais inequívocos de que está muito pouco disposto a ouvir e atender os deputados distritais, haja vista o anúncio de seu secretariado. Até agora nenhum deputado foi convidado a assumir uma pasta no novo governo. E os suplentes desses? O governador foi cirúrgico. Aparentemente escolheu quem bem quis, sem fazer conta de agrado para aqueles que quase se elegeram. Perderam a eleição, pediram votos para Rollemberg, porém não tiveram o reconhecimento esperado. Para não ser injusto, a suplente Leila do Vôlei,integrará o primeiro escalão do governo socialista, no entanto, ao que parece, nada tem a ver com seus mais de 11 mil votos recebidos dos brasilienses, mas, exclusivamente por sua história de sucesso como atleta e mais recentemente com seu trabalho social e também como dirigente esportista. Sem dúvida, Leila merece o respeito, a confiança e a esperança do povo de que fará um belo trabalho a frente da secretaria de esportes.

Em que pese à aparência de que paira um ar pesado entre o governador Rollemberg e os deputados distritais, algumas pessoas que terão posição de relevância no futuro executivo local, garantem que o governador já conta 13 parlamentares distritais dispostos a votar no candidato a presidência da Casa de sua preferência.

Porem, por enquanto, reside uma única dúvida: quem é o preferido de Rollemberg?

A deputada Celina Leão expôs muito cedo suas legítimas pretensões pela disputa da presidência. Cresceu eleitoralmente; engrossou fileiras com Rollemberg quando este apresentava índices sofríveis nas pesquisas de opinião. Seria um nome natural, entretanto, parece que suas chances diminuem a cada dia, exatamente por ter se lançado muito precocemente como candidata. Abriu flanco para o fogo amigo e o inimigo.

Cresceu a cotação do deputado Raimundo Ribeiro. Cresceu muito nesses últimos dias. Com perfil político equilibrado, Ribeiro tem a seu favor a experiência pública, a relação cordial e de respeito com os deputados eleitos e a simpatia e confiança do futuro governador. Filiado ao PSDB, Ribeiro, parece adotar a conhecida postura tucana de não entrar em bola dividida, o que se prova até então. O deputado não dá qualquer demonstração pública de que pleiteia o cargo, no entanto, nos bastidores o seu nome se mantêm forte em todas as rodas políticas da cidade.

Correndo por fora, mas não como azarão, e sim como o grande curinga da disputa, o atual presidente da Casa, deputado Wasny de Roure, tem tudo para ser novamente eleito. Apesar de ser um dos representantes petistas, Wasny já vem dando sinais claros de que não compartilha em nada com a empunhadura da bandeira oposicionista acenada pelo líder do PT, Chico Vigilante, que ao que tudo indica, deverá fazer esse discurso sozinho no partido.

Obedecendo a lógica da forma com que o governador Rollemberg vem se relacionando até agora com os deputados distritais, a eleição de Wasny de Roure seria de uma normalidade sem precedentes. Primeiro, porque o governador daria uma demonstração de que não estaria interferindo em assuntos de competência exclusiva do próprio legislativo, apesar de ser sabido que De Roure anda em alta conta com ele, e depois, porque fugiria de um eventual desgaste pela derrota de um candidato formalmente por ele apoiado, que, nessa condição, teria a obrigação de unir os diversos blocos parlamentares que já se formaram, e que até agora não receberam, e pelo jeito não se sabe se receberão por quem de direito, o sinal para convergência com os caminhos do futuro governo.

Ainda falta pouco mais de uma semana para que conheçamos o nome do novo presidente da Câmara Legislativa, e como já havia escrito um pouco antes, a eleição da Mesa tradicionalmente se resolve em “cima do laço”. Portanto, os favoritos de hoje poderão nem chegar à disputa, e os aparentemente esquecidos no momento podem chegar lá. Nesse contexto, minutos são dias, horas são meses, dias são anos e uma semana é quase uma eternidade.

Fonte: Portal Politiquês por João Zisman.

Sem prestígio 'Dilma Rousseff & ABIN'

Caiu como uma bomba na Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) a disposição da presidente Dilma Rousseff de consultar o Ministério Público Federal para nomear os novos ministros.


Afinal, esse é um dos trabalhos da agência, que abastece a Presidência da República com dados e informações que possam nortear o trabalho da presidente Dilma.

Pelo visto, a Abin esta verdadeiramente em baixa no terceiro andar do Palácio do Planalto.

Ajudinha

Para facilitar o trabalho da Abin, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, vai lutar no Supremo Tribunal Federal para que a Justiça decrete o fim do sigilo da operação Lava Jato da Polícia Federal.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

A sala e o sofá 'Dilma Rousseff & Lula'

A cada declaração da presidente Dilma Rousseff de que Graça Foster continua à frente da Petrobras, o ex-presidente Lula tem um surto. Para Lula, Dilma já deveria ter se livrado de Graça Foster.

Com a insistência em manter a fiel escudeira na estatal, Dilma cada vez mais agrava a crise política.

Ao que tudo indica a presidente não quer tirar o sofá da sala, para desespero de Lula e do Partido dos Trabalhadores.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Ilícito penal não significa necessariamente quebra de decoro, diz Cunha.


O líder do PMDB na Câmara dos Deputados e candidato à presidência da Casa, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), disse na manhã desta terça-feira, 23, que o fato de parlamentares responderem, no Supremo Tribunal Federal, a processos por acusação de ilícitos não configura necessariamente a quebra de decoro parlamentar.

"O Parlamento discute quebra de decoro. A acusação de ilícito penal não significa necessariamente quebra de decoro. Veja quantos processos há no Supremo e tem casos em que nem houve representação (no Conselho de Ética)." Para ele, caso o legislador seja condenado, ele já perde automaticamente seu cargo, não sendo necessário passar por cassação na Câmara.

Cunha já percorreu 14 Estados desde o início deste mês em sua campanha pela Presidência da Câmara e declarou que em momento algum tem sido questionado sobre o suposto envolvimento de seu partido em denúncias de corrupção provenientes da operação Lava Jato, que, de acordo com delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, implica parlamentares do PMDB.

"Zero, não se entra nessa questão, porque, aconteça o que acontecer, o que eu farei como presidente da Câmara é cumprir o regimento", minimizou, durante café da manhã com jornalistas.

Indagado sobre a declaração da presidente Dilma Rousseff, que afirmou ontem que pretende consultar o Ministério Público antes de nomear ministros para seu próximo governo, Cunha opinou: "Cada um tem os seus critérios para escolher sua equipe. Mas parece que o Ministério Público não pode colaborar muito. E tem mais: pode ser que, no momento da consulta, o MP não tenha nada contra determinada pessoa. Mas depois, com o passar da investigação, podem surgir fatos novos."

O deputado aproveitou para refutar qualquer ideia de impeachment contra a presidente. "Isso é descabido. Quem ganhou a eleição tem representatividade para governar."

Como aspirante a presidente da Câmara, Cunha afirmou acreditar que em 2015 deve haver a votação da reforma política e a discussão da tributária. "O grande problema dessas reformas é tentar implementar imediatamente. Mas, quando se jogam as mudanças para começarem a valer mais pra frente, temos mais chances de aprovar", opinou.

Ele afirmou que, além da independência da Câmara em relação ao poder Executivo, está defendendo em sua plataforma de campanha que a casa promova mais debates. "Um exemplo da falta de diálogo: aprovamos ontem o Orçamento (na Comissão Mista de Orçamento) e eu nem sei o que tem dentro. É mais uma peça de ficção, como foram todas as outras."

Fonte: Estadão.

Em 2015: Oposição quer nova CPI da Petrobras e diz que chamará Venina


Líderes de PSDB, DEM e PPS na Câmara dos Deputados começaram a coletar assinaturas para tentar abrir uma nova CPI da Petrobras, em 2015

A ideia é incluir os políticos denunciados em delações premiadas, como a do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

As bancadas de oposição pretendem que a ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca - que era subordinada a Costa - seja uma das primeiras testemunhas a depor nessa nova CPI.

Por e-mails, Venina relatou à diretoria da Petrobras contratações se, licitações de firmas ligadas a políticos do PT com influência na estatal.

Ao "Fantástico", da TV Globo, Venina disse que avisou Graça Foster pessoalmente das irregularidades. "Eu estive com a presidente pessoalmente quando ela era diretora da área de Gás e Energia. Naquele momento, nós discutimos o assunto", contou.

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que manterá Graça Foster na Presidência da Petrobras. "Eu sei da lisura da Graça. A Graça assumiu a direção da Petrobras e mudou toda a diretoria. Abriu todas as investigações que estão em curso", falou Dilma.

Ela acrescentou não poder punir quem não teria "nenhum indício" de irregularidade.

Fonte: Jornal Destak.

Curtindo o saidão 'Mensaleiros'

Ontem começou o saidão de natal dos detentos que cumpriram os pré-requisitos da Lei de Execuções Penais.

Para os milhares de beneficiados que começaram a deixar os presídios, dentre eles os mensaleiros, resta saber se cumprirão direitinho as exigências que são: recolher-se às suas residências até as 20 horas não portar armas; não frequentar festas, bares e/ou similares, não ingerir bebidas alcoólicas.

Também não é permitido aos apenados ausentar-se do Estado. Este último requisito, os mensaleiros não levaram em conta devido autorização do Supremo Tribunal Federal para deixar Brasília e passar as festas de fim de ano com os familiares.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Tudo ou nada 'Arlindo Chinaglia x Eduardo Cunha'


O Petrolão acabou por enterrar a parcela do Partido dos Trabalhadores que poderia ajudar dentro da legenda o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, na disputa pela presidência da Casa.

André Vargas foi cassado e Cândido Vacarezza não se reelegeu, ambos tinham relações cordiais com os peemedebistas e conheciam o caminho da residência de Henrique Alves e Eduardo Cunha.

Com isso, o PT parte para o tudo ou nada na disputa contra Cunha. Há quem acredite que haverá grandes traições no plenário da Câmara dos Deputados em fevereiro.

Afinal, o ex-presidente Lula não queria que o PT fosse para a disputa com o PMDB e mais uma vez a presidente Dilma foi a fiel da balança, abençoando a entrada de Arlindo Chinaglia na disputa.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Mais tentáculos 'Friboi'

O maior doador das campanhas eleitorais em 2014 com mais de R$ 300 milhões, o grupo JBS – Friboi, foi fisgado pela operação Lava Jato da Polícia Federal. Dinheiro do JBS foi encontrado em conta do doleiro radicado em Brasília, Carlos Habib Chater.

Apesar da negativa de integrar o Petrolão, a suspeita é de que o dinheiro do JBS saiu direto da conta de Chater para o caixa 2 de políticos indicados pelo doleiro paranaense Alberto Youssef.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Mais uma 'Reguffe & Rollemberg'

Reguffe e Rollemberg conseguiram vencer mais uma. Na semana passada, sem alarde foi votada na Comissão de Defesa do Consumidor o Projeto de Lei de autoria de Rollemberg e relatoria de Reguffe na Câmara que fixa o volume, o peso e a dimensão das bagagens que podem ser levadas gratuitamente no transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros.

No PL está garantido ao passageiro o embarque de 30 quilos no bagageiro, com tamanho limitado ao máximo de um metro e 30 centímetros; e de cinco quilos no porta-embrulhos, no interior do ônibus.

Agora o PL será analisado ainda pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Aquecendo as turbinas 'Ronaldo Caiado'

O deputado federal e recém-eleito senador por Goiás, Ronaldo Caiado, vem aquecendo as turbinas e demonstrando como atuará no tapete azul do Congresso Nacional ano que vem.

Caiado declarou que a demora do Congresso em conhecer todas as delações que envolvam os nomes dos políticos no Petrolão compromete a governabilidade do governo da presidente Dilma Rousseff que no momento vive uma crise moral.

Pelo visto o Senado Federal vai se tornar uma verdadeira trincheira oposicionista em 2015.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Abrindo o sigilo 'Teori Zavascki'

Mesmo conhecendo os nomes de políticos envolvidos na operação Lava Jato da Polícia Federal através da mídia, parlamentares argumentam quase num apelo ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, que se não houver a divulgação de todos os nomes apontados nas delações premiadas de Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, os trabalhos da nova legislatura do Congresso Nacional estarão comprometidos já no início de 2015.
 
Fonte:QuidNovi por Mino Pedrosa.

Venina diz que alertou Graça pessoalmente.

Escândalos na Petrobras

Os avisos dados por Venina Velosa da Fonseca a Graça Foster sobre irregularidades na Petrobras não foram só por e-mail. A ex-gerente da estatal também teve um encontro pessoal com a atual presidente da empresa quando Graça era diretora de Gás e Energia.

No encontro, Venina entregou a Graça documentos sobre denúncias na área de Comunicação. A declaração foi feita por Venina em entrevista exibida ontem no "Fantástico", da TV Globo.

A ex-gerente revelou também e-mail que enviou a Graça em outubro de 2011; nele, Venina diz que gostaria de conversar com ela "olhando direto nos seus olhos". Perguntada sobre a declaração de Graça na última quarta-feira de que ela não teria entendido os e-mails, a ex-gerente diz que, como gestora, teria procurado uma explicação - e que Graça tinha acesso a ela e liberdade suficiente para buscar esclarecimentos sobre as questões levantadas.

Venina também falou do impacto das denúncias sobre sua família e das ameaças que passou a sofrer.

Procurada pela Globo, a Petrobras voltou a declarar que tomou as providências necessárias diante das denúncias, e lembrou que Venina foi responsabilizada por uma comissão interna de apuração de corrupção na refinaria Abreu e Lima. O ex-presidente da estatal Sérgio Gabrielli disse que nunca foi informado de irregularidades diretamente pela ex-gerente.

PRIMEIRAS DENÚNCIAS

"Desde que eu percebi que havia irregularidades na minha área. Isso aconteceu em 2008. Desde 2008, eu venho reportando esses problemas aos meus superiores, o que culminou agora eu estar levando essa documentação toda ao Ministério Público".

IRREGULARIDADES

"São vários tipos. Irregularidades de pagamento de serviço não prestado de contratos que, aparentemente, estavam superfaturados; de negociações que eram feitas onde eram solicitadas comissões para pessoas que estavam negociando e uma série de problemas que feriam o código de ética e conduta da empresa".

CONHECIMENTO

"(Informei) A todos os meus superiores. Informei ao gerente executivo, aos diretores e até a presidente da empresa. Num primeiro momento, em 2008, como gerente executiva, eu informei ao então diretor (de Abastecimento) Paulo Roberto Costa (em prisão domiciliar). Informei a outros diretores como a Graça Foster (atual presidente da Petrobas e ex-diretora de Gás e Energia) e, em outro momento, como gerente geral, eu informei aos meus gerentes executivos, José Raimundo Brandão Pereira (ex-gerente executivo, destituído do cargo em abril deste ano) e o Abílio (Paulo Pinheiro Ramos, gerente executivo).

Informei ao diretor (José Carlos) Cosenza (atual diretor de Abastecimento). Informei ao presidente (Sérgio) Gabrielli (ex-presidente da Petrobras e antecessor de Graça Foster). Informei a todas a pessoas que eu achava que podiam fazer alguma coisa para combater aquele processo que estava se instalando dentro da empresa".

Encontro com GRAÇA FOSTER

"Eu estive com a presidente pessoalmente quando ela era diretora de Gás e Energia. Naquele momento, nós discutimos o assunto. Foi passada a documentação para ela sobre processo de denúncia na área de comunicação. Depois disso, ela teve acesso a essas irregularidades nas reuniões da diretoria executiva. Eu era responsável, como gerente executiva corporativa, pelo orçamento. O que significa isso? Esse projeto vai dar lucro ou prejuízo? No final das contas, é isso que a empresa quer".

Compreensão do e-mail

"Se isso não está suficientemente claro, eu como gestora buscaria uma explicação, principalmente de uma pessoa que eu tinha muito acesso. Nós tínhamos muito acesso, éramos próximas. Então ela teria toda liberdade de falar: "Venina, o que está acontecendo?" ".

ESQUARTEJAMENTO DE PROJETOS

"Você tem uma refinaria. São várias unidades que são construídas. Então, você tem várias formas de fazer a contratação. Você facilita ou dificulta a fiscalização. Em nenhum momento, se não houve a compreensão do que eu estava falando, fui chamada a dar esclarecimento sobre o assunto. Então, teve esse momento, e teve agora, no fim da minha gestão em Cingapura que eu fiz relatório em toda minha área de gestão, resultados bons".

ENCONTRO COM PAULO ROBERTO

"Esse evento aconteceu quando eu fui apresentar o problema que ocorreu na área de comunicação. Eu cheguei na sala dele e falei: "olha, aqui tem só uma amostra do que está acontecendo na área". Eram vários contratos de pequenos serviços onde nós não tínhamos conhecimento do tipo de serviço, mostrava esquartejamento do contrato. Naquele momento, eu falei: "eu nunca soube, estou sabendo isso agora e acho que é muito sério e temos que tomar atitude". Aí, ele pediu que eu procurasse o gerente responsável e pedisse para que ele parasse. Eu falei: "ele já fez, não tem como eu chegar agora e falar vamos esquecer o que aconteceu e vamos trabalhar diferente".

Existe um fato concreto que tinha que ser apurado e investigado. Nesse momento ele ficou muito irritado. A gente tava sentado na mesa da sala dele. Ele apontou para o retrato do Lula, apontou para direção da sala do Sérgio Gabrielli e perguntou: "Você quer derrubar todo mundo?".

Eu fiquei assustada e disse: "Olha eu tenho duas filhas, tenho que colocar a cabeça na cama e dormir e no outro dia eu tenho que olhar nos olhos delas e não sentir vergonha" ".

PRESSÃO

"Durante esse processo todo da comunicação, eu fui muito assediada, fui muito pressionada. O tempo todo havia assistentes do presidente, assistentes dos diretores na minha sala falando: "Tem muita gente envolvida, você não pode tratar essa questão dessa forma". Então, quando a gente conduziu todo o processo, eu tinha que formatar, fazer um documento final para que ele fosse encaminhado para as áreas que teriam que tomar as ações e, na verdade, o que estava ocorrendo era uma pressão grande para que isso não fosse feito.

Eu fui lá não pra pedir para formatar. Foi pra falar o seguinte: o que que eu faço? Para quem que eu mando? Diretor? Na verdade, era para pedir conselho. O que eu fiz foi emitir um documento para a diretoria que é quem teria que tomar as ações, copiando o Jurídico e o diretor de Abastecimento".

AFASTAMENTO

"Depois que eu apurei essa questão da área de comunicação, depois desse processo todo da área de comunicação, a gente recebeu várias ameaças por telefone. As minhas filhas deveriam ter 5 e 7 anos. Eram bem novas.

Tiveram outros momentos mais difíceis. A opção que eles fizeram em 2009 foi me mandar para o lugar mais longe possível, onde eu tivesse o menor contato possível. Aparentemente, eu estaria ganhando um prêmio indo pra Cingapura, mas o que aconteceu realmente foi que, quando eu cheguei lá, me foi dito que eu não poderia trabalhar, que eu não poderia ter contato.

Quando me foi informado que seria afastada da minha função, o que foi dito pela Petrobras é que não existia claramente nenhum dolo, nenhum problema. Quando me foi informado, primeiro eu fiquei sabendo pelos jornais, depois o gerente executivo me ligou e eu perguntei: quais as razões? O que ele me respondeu foi o seguinte: estou passando o recado do diretor. Ai eu disse: "então, por favor, me passa o telefone do diretor que eu vou perguntar as razões".

O diretor me ligou dizendo que eu estava sendo afastada por falhas em procedimentos administrativos, mas que ele não tinha lido o relatório direito, mas que ia conversar e me dar uma resposta. Eu vendo que não tinha clareza nos motivos, como não sabia o motivo, não me foi dado direito de defesa e não foi me dada informação.

Foi aí que eu encaminhei relatório para a presidente Graça perguntando o que tava acontecendo. Para a minha surpresa, na sexta de manhã eu recebo um documento com a minha saída e, na parte da noite, eu recebo um e-mail da presidente pedido para que o diretor jurídico verificasse as providências".

ADITIVOS

"Nenhuma área de negócio, não só a minha, nenhum gerente executivo, não só eu, assina contrato ou aditivo. Todos os contratos ou aditivos são negociados e assinados pela área de serviço".

CUMPLICIDADE

"Eu trabalhei junto com Paulo Roberto, isso eu não posso negar. Trabalhei na diretoria de Abastecimento a partir de 2005. Eu diria que, de 2005 a 2006, foi um trabalho muito voltado para melhoria da gestão de abastecimento que culminou no prêmio nacional de responsabilidade.

Eu trabalhei com Paulo Roberto. Esse documento se refere à época desse problema da comunicação que eu falei. Quando começamos a trabalhar, eu falo isso para todos que sou subordinada: eu só trabalho mediante os procedimentos e código de ética. Não trabalho se tiver que contrariar isso. Então, quando começou a acontecer, foi o caso do desvio da comunicação.

Então, o que eu quis dizer foi: você está me assediando, eu não vou fazer isso, e o desgaste foi muito grande e a história toda já foi contada. Em momento nenhum eu cedi. Se eu tivesse participado de algum esquema, eu não estaria aqui hoje. Eu não teria feito a denúncia. Não teria ido ao Ministério Público e entregue o meu computador com todos os documentos que eu tenho desde 2002".

Código de ética

"Na verdade, as atitudes (que levaram ao afastamento do cargo) não foram fora da ética, nem fora da norma. Foram atitudes pouco corriqueiras para um empregado que quer ver as coisas sendo feitas da forma correta, por um empregado que quer denunciar as coisas escrevendo. Eu escrevi. Eu não entrei na sala e falei, eu registrei. Quando eles falam que eu estou fazendo uma coisa fora do código de ética... Denunciar irregularidade é fora do código de ética?".

Família

"Eu tinha uma família, sim. Um apartamento, marido, duas filhas. Simplesmente o que eles fizeram foi me afastar do meu país, das empresas que eu tanto gostava, dos meus colegas de trabalho. Eu fui para Cingapura, eu não vi minha mãe adoecendo. Minha mãe ficou cega, fez transplante de coração, eu não pude acompanhar. Meu marido não pode mais trabalhar, ele teve que retornar. Eu fui o tempo todo pressionada para fazer coisas que não eram dentro do código de ética da empresa, a única coisa que me sobrou foi meu nome e quando eu vi que eles colocaram meu nome associado a coisas que eu não fazia eu chamei minhas duas filhas e falei "ou eu reajo e tento fazer, limpar meu nome, ou vou deixar isso acontecer, a gente vai ter uma certa tranquilidade agora e o trator vai passar por cima depois. O que vamos fazer?" E minhas filhas falaram "vamos reagir". "

Contratos com o ex-marido

"Na verdade, foram dois contratos, um em 2004 e outro em 2006. Eu me casei em 2007 e a condição para assumir o relacionamento era que o contrato fosse descontinuado. No momento que a gente assumiu a relação, a condição foi: vamos interromper porque tem conduta de ética dentro da Petrobras e minha de que eu não posso continuar. E isso foi feito com parecer jurídico. Agora, só posso dizer que a empresa (dele) é muito competente. Não fui só eu que fiz. A atual presidente, quando trabalhava na diretoria de Gás, também assinou contrato com ele e depois, em 2008, também assinou contrato com a empresa para fazer integração dos modelos de gestão das termoelétricas. Ela fez isso com base nas características técnicas".

Ir até o fim

"Eu vou até o fim, sim. Eu também tenho muito medo. Eu não posso falar que eu não tenho, porque no momento que você denuncia, ao invés de ver respostas para as denúncias, você vê, simplesmente, a empresa tentando o tempo todo falar: "você não é competente, fez um monte de coisa errada". O tempo todo as pessoas tendo que responder, mostrando documentos, que aquilo não é verdade.

É uma máquina que passa por cima da gente. Eu tenho medo? Eu tenho, mas eu não vou parar. Eu espero que os empregados da Petrobras - porque eu tenho certeza que não fui só eu que presenciei - criem coragem e comecem a reagir. Nós temos que fazer isso para poder, realmente, fazer a nossa empresa ser de volta o que era. A gente tem que ter orgulho.

Os brasileiros têm que sentir orgulho dessa empresa. Eu vou até o fim e estou convidando vocês para virem também".

Objetivo

"O que eu quero é uma empresa limpa. O que eu quero é que os funcionários da Petrobras possam sentir orgulho de trabalhar nessa empresa. O que eu não quero é ouvir o que a gente ouve quando entra no táxi e fala assim: "O senhor pode me deixar ali na Petrobras?". Aí vem a brincadeira: "Você vai lá pegar seu trocado?". Eu não quero isso. O corpo técnico não merece isso. Por isso é que eu estou aqui passando por todo esse desgaste que não é pequeno para gente conseguir reerguer essa empresa novamente".

Fonte: O Globo/EBC.