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Brasília, Distrito Federal, Brazil
Um blog comprometido com o resgate da cidadania."O aspecto mais importante do caráter de Cristo, foi sua confiança na grandeza da alma humana". É necessário enxergar a verdade sobre o mundo e sobre nós mesmos, ainda que ela nos incomode e nos seja desagradável.

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Brigando pela paternidade 'FHC & Lula'

A paternidade dos programas assistencialista do governo federal vem sendo motivo de disputa ferrenha no Congresso Nacional. Os tucanos cobram que o embrião para o Bolsa Família nasceu durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se posiciona dizendo que os tucanos querem se apropriar do legado de Lula.

O último movimento no xadrez eleitoral foi de Aécio Neves que aprovou na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, seguindo agora para análise na Comissão de Direitos Humanos a proposta de lei que garante o pagamento do Bolsa Família por até seis meses continuados para o beneficiário que aumentar a renda familiar.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Acertando os ponteiros 'Dilma Rousseff & Lula'

O que tem em comum além do péssimo desempenho nas pesquisas de intenção nos Estados, Tarso Genro no Rio Grande do Sul, Gleise Hoffman no Paraná, Alexandre Padilha em São Paulo e Fernando Pimentel em Minas Gerais.

Todos tiveram assentos privilegiados na Esplanada dos Ministérios mas podem patinar nas urnas em outubro e prejudicar a campanha da presidente Dilma Rousseff.

Por isso, o ex-presidente Lula esteve reunido numa conversa de pé de ouvido com os pupilos para acertar a presença nos palanques. Lula também fez questão de avisar que a presidente Dilma não pode ser prejudicada por fracos desempenhos e não vai entrar em bola dividida com os aliados.

Enquanto isso, na noite de ontem a presidente Dilma Rousseff recebeu os candidatos peemedebista aos governos estaduais no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, Michel Temer, com direito a jantar e fotos para santinhos.

Pelo visto, a estratégia deu certo porque o ex-presidente Lula cuida do PT e Dilma estreita as relações com os aliados para fortalecer os palanques nos estados.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Línguas desafinadas 'Dilma Rousseff & Lula'

As declarações desastrosas sobre a Copa a Copa do Mundo dita pela presidente Dilma Rousseff e pelo ex-presidente Lula são exploradas exaustivamente pelos adversários que disputam a faixa presidencial em outubro nas redes sociais.

Primeiro foi ex-presidente Lula que na ânsia de atacar a pergunta dos jornalistas, disse que ir de metrô até os estádios é babaquice. Ontem foi a vez da presidente Dilma Rousseff, que postou no Twitter, que os aeroportos no Brasil não são padrão FIFA mas sim padrão Brasil, que são bem melhores que o padrão FIFA.

A repercussão da declaração foi negativa e a presidente recorreu ao ministro Moreira Franco para assumir o desgaste, mas Moreira se recusou botar a cara.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Quebra de decoro: TJDF nega pedido de liminar a 'Benedito Domingos'

A decisão foi unânime.


O Conselho Especial do TJDFT negou mandado de segurança impetrado pelo deputado distrital Benedito Domingos. O deputado pediu a suspensão de dois processos administrativos e seus arquivamentos, assegurando a ele o direito de não sofrer processo de perda de mandato antes do trânsito em julgado de ação penal. A decisão foi unânime.

O desembargador relator em seu voto afirmou que a Câmara Legislativa do Distrito Federal faz um juízo político e que o ato político de prosseguir ou não com a representação é ato interna corporis. Explicou que seria uma interferência do poder judiciário no poder legislativo, caso o mandado de segurança fosse deferido e defendeu o princípio da separação dos poderes.

Outros desembargadores acrescentaram dizendo que a quebra do decoro parlamentar não depende do trânsito em julgado de ação penal e que os motivos determinantes dados pela Mesa Diretora em 2011 (de somente enviar a representação à Corregedoria e à Comissão caso houvesse condenação penal) não têm como se manter válidos, pois a esfera administrativa e penal são independentes. Além disso, houve fato novo, a representação de um popular que provocou a Câmara Legislativa.

Quanto à preliminar, a maioria do Conselho decidiu retirar o Corregedor da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar do pólo passivo visto que compete ao Conselho julgar mandado de segurança somente contra a mesa e o presidente da CLDF e não a  membro de Comissão. Processo: 2014.00.2.001747-7

Fonte: Tribunal de Justiça do DF.

Contra a Copa: Manifestação termina em confronto próximo ao Mané Garrincha

Um policial foi atingido por uma flecha na perna; duas pessoas foram detidas.

A dezesseis dias da Copa do Mundo, uma manifestação contra os jogos nesta terça-feira (27),em Brasília, reuniu cerca de 2,5 mil pessoas, parou o trânsito na capital federal e resultou em confronto direto de índios e sem-teto contra policiais. Bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas e uma flecha atingiu a perna de um policial montado em um cavalo. Duas pessoas foram presas.

Organizada pelo Comitê Popular da Copa DF, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e Juntos, a manifestação começou de forma pacífica na rodoviária da cidade com pautas que envolviam temas como moradia, justiça, saúde, educação e transporte.

 Lá, os líderes do movimento improvisaram um tribunal, no qual a Fifa foi julgada e condenada pelos crimes cometidos no Brasil, segundo eles.

Durante o julgamento, um grupo de indígenas que estava na Esplanada dos Ministérios se juntou ao movimento na rodoviária e endossou o coro das palavras de ordem entoadas contra o Mundial no País. Ao som de "o dinheiro da Copa não é para mim, eu vou para a rua sim" e "Copa sem povo, estou na rua de novo", o grupo seguiu a pé rumo ao estádio Mané Garrincha por volta das 17 horas, local onde está exposta a taça da Copa do Mundo.

Por causa do grande fluxo de pessoas, a polícia militar do DF fechou todas as seis faixas da via N1, que dá acesso ao estádio e Palácio do Buriti, o que causou muita confusão entre os carros. O trânsito ficou parado no trecho que vai da Esplanada até a Torre de Televisão por cerca de uma hora. Durante todo o trajeto, os movimentos sociais exigiram a expulsão da Fifa do Brasil.

Flechada e bombas. A polícia militar acompanhou os manifestantes durante todo o caminho. Cerca de 100 metros antes da entrada do estádio, 15 homens da cavalaria da Tropa de Choque fizeram um cordão de isolamento para impedir a chegada do grupo ao local. À frente dos protestos, os indígenas não se intimidaram e partiram para cima dos policiais, atirando pedaços de pau e flechas. Um cabo da PM foi atingido por uma flechada na perna e reagiu com bombas de gás.

Acuados, os manifestantes se dispersaram pelo gramado que dá acesso ao estacionamento do estádio. Preocupados com a segurança da taça, os organizadores do tour optaram por retirar o troféu do Mané Garrincha e cancelar as visitas agendadas para o restante do dia. Segundo a empresa responsável pelo evento, a visitação continuará amanhã.

Irritados pela ação policial, alguns manifestantes esconderam os rostos com camisas e passaram a atirar pedras contra os policias do batalhão de choque, que respondeu com mais bombas de gás e efeito moral. Uma viatura dos bombeiros, que fazia o socorro ao policial ferido, foi alvo da ira dos presentes, que subiram no veículo e jogaram pedras e pedaços de madeira que encontravam pelo caminho.

De acordo com o coronel Jailson Ferreira Braz, responsável pela operação no local, os policiais reagiram após terem sido agredidos. "Fizemos o necessário para garantir o restabelecimento da ordem. O protesto seguia de forma pacífica até que um dos nossos cabos foi alvejado na perna. Revidamos dentro do uso progressivo da força", explicou. A PM informou que 500 homens e cerca de 80 viaturas foram utilizadas para garantir a segurança da população. Durante a operação, duas pessoas foram presas.

O índio Lindomar Terena questiona a versão dada pela polícia: "Só queríamos chegar perto da taça e fazer um ato simbólico com nossos rituais. Essa é uma justificativa que encontraram para legitimar o uso da força e brutalidade contra todos nós", rebateu. A cidade deverá passar por novos momentos de tensão na sexta-feira, 30, quando outro protesto contra a Copa está marcado pela internet e já conta com quase três mil confirmados.

Fonte: Jorge Macedo - O Estado de S. Paulo.

Chapão Militar: Policiais e Bombeiros buscam novos representantes

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Um grupo de policiais e bombeiros estão se movimentando em busca de representação na Câmara Legislativa do DF e na Câmara Federal. A convocação foi feita via facebook na página do grupo (facebook.com/chapaomilitar), confira na integra:

O Chapão Militar convoca os pré-candidatos da PM e dos Bombeiros, da ativa e da reserva, para uma assembleia, que definirá quem serão os candidatos de ambas as forças, nas eleições deste ano.

Policiais e Bombeiros. Compareçam!

Não deixe o seu futuro nas mãos de outras pessoas.

Local: Rotary Club de Taguatinga Centro

Data: 29 de maio, quinta-feira

Horário: a partir das 20h.

Mais informações: 8493-0113 ou facebook.com/chapaomilitar

 Fonte:

Crise na base: Assédio do PT/DF irrita G5 e Blocão promete caminhar com as próprias pernas

Lucas Kontoyanis, não aceita Geraldo Magela como candidato a Senador
Lucas Kontoyanis, não aceita Geraldo Magela como candidato a Senador

Os bastidores da política do DF estão cada vez mais intensos. Traições e conversas atravessadas estão movimentando o cenário político. Um dos movimentos mais comentados, o G5 teve sua primeira baixa. Lucas Kontoyanis, presidente regional do PHS, afirmou que o PRP, que havia jurado fidelidade ao G5, não faz mais parte do grupo.

O motivo, segundo ele, é o apoio explícito que a legenda dará à candidatura de Geraldo Magela (PT) ao Senado, isso porque o G5, até hoje, não firmou posição quanto à escolha do seu candidato à vaga de senador. Lucas enfatizou que o Blocão não tem nenhum compromisso em apoiar o candidato do PT ao Senado, o compromisso é apenas com Agnelo Queiroz (PT) e Filippelli (PMDB).

O G5 agora está composto por PTdoB, PEN, PHS, PSL e PTC. O grupo promete, de forma independente, lançar uma chapa com deputados distritais, federais e senador.

Agora só resta saber como o governador Agnelo Queiroz vai encarar mais essa crise.

Fonte: Guardian Notícias - Por Jean Marcio Soares.

Golpe abaixo da cintura 'Aécio Neves x PT'

Não é só a prefeitura de Diadema comandada pelo PT que está sendo usada para criar páginas ofensivas e perfis falsos nas redes sociais contra "os inimigos de Dilma e Lula" na internet. A coisa é gigantesca.

O dinheiro público está sendo usado indevidamente e sem qualquer constrangimento por onde o PT tem domínio. Neste domingo o ataque virtual ao pré-candidato à Presidência da República, Aécio Neves, foi tão forte, que embora o jovem político, faça parte da boa, velha e eficiente escola mineira, o senador Aécio, não se conteve e desceu o nível e escreveu em uma página sua em uma rede social que "a gangue de Lula usa perfis falsos para atacá-lo" e completa o desabafo com raiva: "são covardes as campanhas de agressões, calúnias e mentiras que se escreve nas redes sociais sobre a minha pessoa", finaliza.

E olha que a campanha só começa pra valer em junho.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Relações perigosas 'Deputado Estadual Luís Moura'

O nome do deputado estadual petista, Luís Moura, com integrantes de facções criminosas faz o governo tucano de São Paulo levantar a voz e questionar a onda de vândalos na queima de ônibus. Petistas comentam que o ex-presidente Lula foi avisado em 2010 das estreitas relações que o deputado mantém com o crime organizado.

Essa lenha na fogueira petista pode levantar labaredas e atingir a candidatura do ex-ministro da saúde ao Palácio dos Bandeirantes.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

STF: Fracassa ação do PT para ajudar mensaleiros

Ministro Marco Aurélio rejeita pedido por considerar que o instrumento usado pelo partido foi impróprio.


O ministro Marco Aurélio Mello (foto) rejeitou nesta terça-feira (27.mai.2014) uma ação proposta ao Supremo Tribunal Federal pelo Partido dos Trabalhadores. A ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) do PT pedia que a Corte fixasse uma jurisprudência garantindo a todo preso no regime semiaberto o direito de trabalhar fora da cadeia durante o dia independentemente de já ter cumprido ou não 1/6 de sua pena.

Para o ministro Marco Aurélio, que era o relator da ação, a petição inicial do PT teve de ser indeferida liminarmente por ser um instrumento impróprio, do ponto de vista processual, para o caso em análise. Nesses casos, o mérito do pedido nem chega a ser analisado.

O PT citava na ADPF o presidente do STF, Joaquim Barbosa, autor de várias decisões recentes que interrompeu o benefício de trabalhar fora para vários réus condenados no processo do mensalão.

Em sua decisão, Marco Aurélio considerou que as ações apresentadas pelos réus dos mensaleiros são o instrumento adequado para que o STF se pronuncie a respeito. José Dirceu, Delúbio Soares e Valdemar Costa Neto são alguns dos presos que buscam o direito de trabalhar fora durante o dia e estão recorrendo da decisão de Joaquim Barbosa.

A atitude de Marco Aurélio, entretanto, não significa que ele concorde com as decisões tomadas por Joaquim Barbosa. Na década de 90, ele decidiu de maneira contrária por considerar não ser necessário detentos no regime semiaberto terem de esperar 1/6 do cumprimento da pena para terem o direito de trabalhar fora durante o dia.

Outro ministro que na década de 90 votou como Marco Aurélio foi o decano (o integrante mais antigo do STF), Celso de Mello. Já seriam dois votos contra a decisão de Joaquim Barbosa.

Ocorre que as ações propostas pelos advogados dos mensaleiros não estão na pauta do STF nesta semana. Podem, em tese, ser analisadas por Joaquim Barbosa na semana que vem, de maneira monocrática decisão apenas do presidente do STF. Em seguida, os advogados podem recorrer ao plenário do Tribunal.

Mas esse processo então tende a demorar várias semanas. E há 3 consequências principais.

Primeiro, os mensaleiros presos no regime semiaberto continuarão sem o benefício de poder trabalhar fora durante o dia.

Segundo, o assunto mensalão não vai sumir do noticiário.

Terceiro, há chances reais de mais adiante as decisões de Joaquim Barbosa serem derrubadas por seus colegas do STF, segundo apurou o Blog. Nesse caso, os mensaleiros sairão para trabalhar durante o dia e o presidente do Supremo ficará numa situação constrangedora.

Fonte: Blog do Fernando Rodrigues.

Marketing vermelho 'Partido dos Trabalhadores'

Jornais apócrifos é uma especialidade do Partido dos Trabalhadores. Faz e tem Know-how para distribuir e provocar um estrago na vida de quem circula por seu caminho político. Pois bem, cenas de políticos colocando dinheiro na cueca, fazendo orações de propinas, falando da prisão de um ex-governador de estado, podem aparecer de surpresa nas ruas com o intuito de mostrar à sociedade que a política do escândalo vai voltar.

O método usado pelo PT nacional com os filmetes publicitários sobre a política do medo e que segundo os petistas foi responsável pela recuperação de Dilma nas pesquisas de opinião deverá ser o mesmo a ser usado pelas executivas regionais do partido para continuar governando com o slogan: onde o PT governa dá certo".

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Baixando o fogo 'Copa do Mundo da FIFA'

Em véspera de Copa do Mundo da FIFA, o assunto inflamável Petrobras parece estar contido pelos bombeiros da base aliada do governo no Congresso. O que hoje poderia ser manchetes nas mídias estão sendo trocados por convocação popular para a Copa. Em tempos de futebol, carnaval e feriado, escândalo na política não fazem eco.

Tudo depende do resultado da seleção canarinho no torneio. Se o Brasil se sagrar campeão, o país vai ouvir o canarinho cantar, caso contrário, o governo será bombardeado com as cobranças do eleitorado.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Reserva moral 'Olívio Dutra'

A antiga disputa pelo comando do Partido dos Trabalhadores, força o petistas tradicional, Olívio Dutra, a declarar que os ex-dirigentes do partido envolvidos no mensalão tem mesmo de permanecer ma cadeia, e disse que a história de militância dos companheiros não abona qualquer tipo de conduta ilícita.

Olívio Dutra ocupou uma cadeira de ministro no governo Lula e é voz ativa no PT gaúcho. Vale a pena lembrar que o candidato petista ao Palácio do Piratini, Tarso Genro, anda mal nas pesquisas e aponta o mensalão como motivo de desgaste, mas o partido parece não querer ouvir as reservas morais da legenda e já declarou que vai entrar no Supremo contra o Ministro Joaquim Barbosa.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Copa no Brasil: “O que tinha que ser gasto, roubado, já foi”

Texto publicado no Instagram de Joana Havelange, diretora do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo no Brasil.

 

Fonte: Blog do Juca Kfouri.

Guerra: A artilharia política no Facebook

Com quase 100 milhões de usuários no Brasil, a rede social ganha peso no jogo eleitoral e projeta novos protagonistas no debate. Mas, como em toda guerra real ou virtual, a verdade é a primeira vítima.

Se a internet serviu de palco para importantes batalhas nas eleições de 2010, poucos duvidam de um papel ainda mais decisivo na corrida presidencial deste ano. A quatro meses das eleições, a movimentação dos partidos políticos nas redes sociais é intensa. A candidata à reeleição Dilma Rousseff, do PT, e os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) começaram a montar seus bunkers digitais, com uma previsão de gastos superior a 30 milhões de reais. Não é um tiro no escuro. Atualmente, 105 milhões de brasileiros têm acesso à internet, atesta o Ibope Media. Desse universo, ao menos 76 milhões desfrutam de conexão doméstica. É o mesmo número de cidadãos com contas ativas no Facebook, segundo o último balanço da companhia, divulgado em setembro do ano passado.

A rede social criada por Mark Zuckerberg é, por sinal, a menina dos olhos dos marqueteiros digitais. Não apenas pela impressionante expansão no País em 2010, havia pouco mais de 8,8 milhões de brasileiros cadastrados no Facebook, mas pelo inestimável patamar alcançado por determinadas páginas a partir de investimentos relativamente modestos. O fenômeno da TV Revolta é emblemático. Notabilizada por um disfarce de niilismo político cujo objetivo, no fundo, é atacar o PT, a página tem mais de 3,5 milhões de seguidores e alcança mais de 27 milhões de internautas.

O número varia ao longo do dia e está estampado no índice “falando sobre isso” do Facebook. Tal indicador mede, na prática, a quantidade de usuários que compartilham, comentam, respondem ou interagem de alguma maneira com qualquer evento ou assunto relacionado ao conteúdo da página. Por esse quesito, a TV Revolta supera de longe perfis como o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (167 mil “falando sobre isso”), da presidenta Dilma Rousseff (215 mil) ou até do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (715 mil). Além disso, um público de 27 milhões é superior àquele de muitos dos telejornais de maior audiência da tevê aberta.

De janeiro a abril deste ano, o Jornal Nacional, da Rede Globo, registrou média de 25,4 pontos no IBOPE. Cada ponto representa 217.460 domicílios e 641.286 indivíduos no Painel Nacional de Televisão (PNT), amostra que estima a audiência em todo o Brasil. Ou seja, o telejornal é visto, em média, por 16,2 milhões de brasileiros diariamente, bem abaixo do número de internautas que, de alguma forma, têm acesso ao conteúdo do TV Revolta.

“É verdade que a exposição na televisão é de outra natureza, os indivíduos param para assistir ao telejornal. Mas não é uma comparação absurda, pois o Facebook permite a interação entre os usuários, e tem muita gente dedicando seu tempo à TV Revolta, seja para compartilhar, curtir seus conteúdos, seja para criticar”, avalia Fábio Malini, coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (Labic). A pedido de Carta Capital, o especialista mapeou o espectro conservador no Facebook. Identificou mais de 1,1 mil páginas, com 56,4 milhões de seguidores. Juntas, somavam mais de 42,5 milhões de usuários comentando seus posts na quinta-feira 22. E a TV Revolta correspondia a cerca de 60% dessa interação.

O canal desenvolve uma estratégia peculiar: combinar humor de gosto duvidoso com militância política. Ao mesmo tempo que reproduz piadas toscas e vídeos apelativos, compartilha supostas denúncias, muitas vezes apócrifas, e ataques contra políticos. Os alvos preferidos são o governo Dilma Rousseff e o PT. Na TV Revolta são veiculadas montagens simples, com frases curtas, contra, entre outros, o Bolsa Família e o Marco Civil da Internet, além de chacotas sobre a prisão de condenados no “mensalão”. O perfil também elegeu um ídolo, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

Não são poucos os exemplos de frases falsas atribuídas a autoridades, além de informações adulteradas ou incorretas. Uma das montagens traz a imagem de Barbosa com o dedo em riste, como se apontasse para o internauta, acompanhada da seguinte frase: “Eu mandei cassar mandatos, mandei prender mensaleiros e apliquei punições aos criminosos. Agora, se você votar nesses tipos de malandros de novo, o problema é seu”. Recentemente, atribuiu a Lula a declaração de que o Bolsa Família é uma ferramenta para “controlar o povo”. Basta uma rápida pesquisa no Google para perceber a fraude. A TV Revolta usou um vídeo antigo do ex-presidente no qual ele fala sobre a compra de votos no interior do País, em uma época em que ainda não existia o benefício.

Apesar de mentirosa, a publicação fez com que mais de 22 mil internautas recomendassem a “notícia” aos amigos. Sem contar os mais de 600 usuários que “curtiram” o conteúdo e os outros 195 comentários raivosos deixados na página contra o ex-presidente. Ninguém da comunidade da TV Revolta parece duvidar da informação, mas o próprio autor da página admite sua “criatividade” na hora de publicar. “Entretenimento e informação trabalham juntos desde a popularização do cinema.”

O responsável pelo canal é João Vitor Almeida Lima. Radialista de 32 anos, ex-sonoplasta da MTV e TV Bandeirantes, Lima mora em São Paulo. Apesar de aparecer sem máscara ou trajes diferentes nos vídeos compartilhados pelo Facebook, diz interpretar um personagem fictício criado em 2009: o João Revolta. Nos vídeos, opina sobre política ou problemas atuais, quase sempre contra o governo ou algum projeto petista. “A filosofia de João Revolta é usar a linguagem informal para atrair o telespectador”, disse Lima ao site youPix.

Personagem ou não, a repercussão e o tom das críticas do radialista chamaram a atenção do exército de militantes do PT na web. Insatisfeitos com as mensagens disseminadas na página, os petistas fizeram inúmeros comentários no perfil da TV Revolta. E passaram a denunciá-la. “É evidente que estamos fazendo uma campanha contra o PT, já que 99,9% do nosso público apoia e quer a derrota do PT nas próximas eleições”, escreveu Lima.


Fonte: Renan Truffi e Rodrigo Martins - Revista Carta Capital,

Igualdade para todos 'Dias Toffoli'

A audiência publica no Supremo Tribunal Federal com o ministro Dias Toffoli foi tensa. Os especialistas na área de saúde pediram o apoio ao ministro para acabar com as diferenças de classes no SUS, ao fim da audiência os 14 expositores conseguiram convence-lo a levantar a bandeira que reivindicam melhorias no tipo de acomodação dos pacientes e a escolha do médico de sua preferência no atendimento, pagando a diferença.

O julgamento ainda não foi marcado, mas Toffolli promete trabalhar a convicção junto ao colegas de toga.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Forte com o rei, fraco no reinado 'Roberto Freire'

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, acena para o partido sua estreita relação com o presidenciável Eduardo Campos. O problema é que o PSB não engole o PPS nos estados e está ficando impossível reproduzir a aliança Brasil a fora. É sabido que a vice na chapa de Eduardo, Marina Silva, trabalha nos bastidores para não deixar o PPS crescer, mas o partido de Freire faz pressão e pleiteia espaço agora enquanto há tempo.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

A coroa do rei 'Marconi Perillo'

O governador de Goiás, Marconi Perillo, agora respira aliviado após a renuncia da candidatura de Junior da Friboi. Perillo sabia que o eleitorado do cacique do PMDB goiano, Iris Rezende, não ia montar no boi.

O candidato empresário percorreu o Estado fechando aliança com vários prefeitos que prometiam apoio em outubro, mas as pesquisas encomendadas pelo partido mostravam outra realidade.

A oposição de Marconi está convocando o velho Cacique para o embate e Junior Friboi diz que o partido vai para a eleição com fortes cicatrizes internas. O que pode fragilizar a disputa.

Fote: QuidNovi Por Mino Pedrosa.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Como humilhar uma Presidente 'CARA DE PAU' em 45 segundos


Espetacular...Fantástico e objetivo em suas declarações!!!
 'Dilma Rousseff e CARA DE PAU do século'

Constrangimento solene 'CLDF & CBMDF'


Na semana passada aconteceu no plenário da Câmara Distrital em Brasília, um fato inusitado. Os Bombeiros Militares foram a Câmara Legislativa para participar de sessão solene em homenagem aos 158 anos do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

O convite foi feito pelo deputado distrital, Aylton Gomes, oriundo da corporação, que deveria presidir a sessão mas devido a uma pressão política externa, Aylton Gomes foi impedido de presidir e tiveram que convocar as pressas a deputada Eliana Pedrosa que também não conseguiu levar adiante a homenagem por fazer oposição ao governo.

A sessão solene acabou cancelada.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Eleições 2014: Candidatos desafiam a Justiça

O que diz a lei: Os candidatos, os partidos e as coligações só podem fazer propaganda a partir de 6 de julho. Somente a partir dessa data será permitido o uso de alto-falantes ou de amplificadores de som, e também a realização de comícios. A lei, proíbe, no entanto, anúncios em outdoors e prevê multas que varia de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50 para quem descumprir a regra.

 
Data de início da propaganda para o pleito deveria ser 6 de julho, mas, pelas ruas e na internet, parlamentares ignoram a regra, e muitos ainda o fazem com o uso de dinheiro público. Apenas três deputados do DF foram multados até agora pela Justiça.

 A propaganda disfarçada está em diversas vias de cidades do Distrito Federal. Em Samambaia, pré-candidatos aparecem em outdoors publicitários relacionados a atividades profissionais fora da política. 

A seis semanas do início regulamentar da propaganda para as eleições de outubro, a veiculação de mensagens políticas por meio da internet, de outdoors, de banners e de cartazes corre solta nas ruas. Apesar do grande número de exemplos que demonstram a prática irregular, apenas os deputados distritais Cristiano Araújo (PTB) e Dr. Michel, e o federal Roberto Policarpo (PT) foram multados pela Justiça Eleitoral por anteciparem a disputa antes do prazo permitido. Em geral, a ilegalidade é disfarçada. Aparece em meio à publicidade relacionada a atividades fora da política. Tem até caso de distritais que, sob o pretexto de instituírem gabinetes itinerantes, queimam a largada e percorrem as cidades com vans adesivadas em plena campanha. Regalia paga com dinheiro público que desequilibra a competitividade entre candidatos e que pode ser questionada na Justiça.

Na internet e nas ruas, a campanha já começou. É comum ver, nas redes sociais, páginas dedicadas à exaltação de candidatos e seus projetos políticos. O contrário também é recorrente. Há inúmeras páginas produzidas apenas para manchar o passado de determinados gestores. Em ambos os casos, a Justiça tem decidido pela retirada dos conteúdos, mas apenas aqueles que chegam ao conhecimento da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) é que podem ser eliminados. “A lei deixa muitas brechas e, quando o assunto envolve trecho nebuloso da legislação, prefiro compartilhar o tema para que o tribunal decida. Na dúvida, a determinação é de abrir representação. Não serei eu o arquivador de denúncias”, avisa o procurador regional Eleitoral, Elton Ghersel.

Para ele, cada caso deve ser analisado pontualmente. Em regra geral, a menção às eleições, o pedido de votos e o anúncio da candidatura são exemplos de propaganda explícita, vedada antes de 6 de julho próximo. “Também há casos em que, implicitamente, o candidato procura convencer o eleitor de que suas qualidades são as mais desejáveis para determinado cargo, mas, infelizmente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem tomado posturas cada vez mais liberais com relação a esse tipo de prática”, avalia. Ghersel se refere a pronunciamentos do novo presidente do TSE, José Dias Toffoli, que considera apenas o pedido explícito de votos como caso de propaganda fora de época.

Mas se, por um lado, as propagandas extemporâneas podem gerar multas altas, de até R$ 25 mil, por outro, o risco de ser pego pode sair barato aos candidatos mais apressados. Isso porque a maior rede social do país conta com 67 milhões de usuários mensais e 56 milhões de pessoas que utilizam a plataforma diariamente. Um público-alvo que, para ser atingido pelos meios de comunicação convencionais, demandaria muito mais investimentos do que o valor de uma multa. A empresa não age espontaneamente sobre conteúdo que esteja de acordo com suas políticas, mas precisa da determinação de uma autoridade que tenha atribuição de avaliar se o conteúdo é ou não ilegal.

Jurisprudência

A mais nova jurisprudência que tem baseado a interpretação de promotores e juízes foi aberta pelo ministro do TSE Humberto Martins. Em março, no julgamento da Representação nº 12.304/2014, ele decidiu pela retirada de página de uma rede social que fazia propaganda do presidenciável Eduardo Campos (PSB). No caso, todo o conteúdo era público aos internautas. “Apesar de se tratar de página veiculada em sítio de relacionamento cujo acesso pode ser delimitado a ciclos de amizades específicos, a página não é restrita àqueles que se cadastram e são autorizados” frisou Martins.

Nessa linha de raciocínio, sites construídos por amigos de candidatos para exaltar as qualidades do político também podem ser questionadas, assim como quem cola adesivos em automóveis em clara propaganda a aspirantes ao poder. Na Paraíba, o Ministério Público Federal (MPF) iniciou campanha para alertar aqueles amigos mais solícitos que adesivam seus carros para fazerem propaganda fora de época. O mote da campanha não poderia ser mais direto: “A campanha é dele. A multa é sua. Adesive seu carro com campanha eleitoral antes de 6 de julho e leve para casa uma multa de R$ 5 mil”.

Contudo, conteúdos compartilhados em grupos estritamente fechados, como no 'WhatsApp', não seriam considerados irregulares. “Se determinado conteúdo pode ser compartilhado apenas pelos seguidores daquele grupo, então não haveria problemas. O cidadão tem direito de manifestar seu pensamento, mas devemos ficar alertas para que esse manifesto não ultrapasse as regras da lei”, avalia Ghersel.

Fonte: Arthur Paganini - Coreio Braziliense.

IBOPE FRAUDA FORMULÁRIO E PESQUISADOR É PRESO NA PARAÍBA

Traição anunciada 'Sergio Cabral e Eunício Oliveira'


Os caciques do PMDB 'Sergio Cabral e Eunício Oliveira' que almejam o apoio do PT e de Lula não vão ser enganados nas eleições de outubro.

Donos dos votos necessários para o sonhado apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, só endossarão novamente a união do PMDB com o PT se antes Lula convocar entrevista coletiva anunciando estar fechado com a candidatura de Eunício no Ceará e resolver o imbróglio no Rio de Janeiro.

Sem isso, os 60 votos cearenses mudarão de lado e o vice-presidente Michel Temer já avisou a Lula e Dilma.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Eleições: Eduardo Campos vê 1º turno como semifinal contra Aécio

Eduardo Campos transformou o primeiro turno da disputa presidencial numa espécie de semifinal, na qual ele disputa com Aécio Neves o direito de travar contra Dilma Rousseff o jogo decisivo. O presidenciável do PSB concluiu que, para se manter vivo na competição, precisa tomar distância do amigo do PSDB. Sob pena de fazer o papel de “linha auxiliar” do tucanato.

Graças a esse entendimento, endossado por Marina Silva, Aécio tornou-se o principal alvo da primeira fase da disputa presidencial. Campos ainda não o chamou de “espectro fantasmagórico” ou de “fantasma do passado”, como fizeram Dilma Rousseff e o PT. Mas já chegou muito perto disso. Nas suas andanças pelo país, o presidenciável do PSB também se refere a Aécio como uma espécie de pretérito imperfeito.

Em recente viagem à cidade baiana de Vitória da Conquista, Eduardo Campos disse a uma plateia de estudantes que sua tarefa, hoje, é fazer “o Brasil enxergar na prateleira das escolhas presidenciais uma opção que seja capaz de, efetivamente, mudar o Brasil.” Ao enumerar as alternativas disponíveis na gôndola, ele resumiu o que pensa sobre cada candidatura.

A respeito de Dilma, declarou: “Quem quiser manter o Brasil na situação que está, com inflação em alta, crescimento em baixa, juros lá em cima, toda sorte de coisa errada, já tem em quem votar. É só manter o governo que está aí.”

Sobre Aécio, afirmou: “Quem tiver saudade do passado, de um tempo em que o povo brasileiro não era olhado como devia, um tempo em que o Nordeste não crescia como precisava crescer, que não tinha atenção, quem tiver saudade desse passado também já tem em quem votar.”

E sobre si mesmo: “Quem está indignado, quem deseja preservar as conquistas que tivemos nos últimos anos, da contenção da inflação à possibilidade de a gente cuidar das diferenças do Brasil, [...] aí a gente quer ser a opção.”

Ao levar Aécio à sua alça de mira, Campos tenta atingir um objetivo jamais alcançado. Desde a redemocratização, o Brasil já atravessou seis eleições presidenciais. Em cinco, PT e PSDB enfrentaram-se no segundo turno. O PSB quer romper essa polarização, que voltou a ser esboçada nas últimas pesquisas.

Mal comparando, Campos tenta transpor para a realidade brasileira um conceito de terceira via cunhado pelo sociólogo inglês Anthony Giddens para explicar a ação do ex-primeiro-ministro Tony Blair, de quem era conselheiro.

Na versão de Giddens, a terceira via era uma opção política situada entre a pura obediência aos ditames do mercado e o alinhamento automático com o Estado do bem-estar social. Campos tenta consolidar-se como alternativa situada entre o respeito a valores como a estabilidade monetária e a responsabilidade fiscal, de um lado, e, de outro, a fundação de um Estado social que vá além do Bolsa Família.

No essencial, não é nada muito diferente do que defende Aécio. Hoje, nem com uma lupa o eleitor distinguiria a segunda via oferecida pelo tucanato da terceira via em que o PSB tenta se converter. A dificuldade da plateia cresce à medida que os contendores se esforçam para explicar o conceito de mudança.

Dilma apresenta-se como a mudança de si mesma. Numa referência indireta à falta de estrutura de Campos, Aécio se autoproclama “a mudança segura”. E Campos afirma que é justamente a ausência de aliados “cheios de vícios” que faz dele o único ator político capaz de “mudar o Brasil para o futuro”, criando um país em que “raposas” como José Sarney virem “oposição”.

“Não vamos governar com os mesmos”, repete Campos à exaustão. A promessa já rendeu algumas manchetes de jornal. Mas o que ajuda a retardar sua apreensão é o personagem que Campos era antes de associar-se a Marina Silva: governou Pernambuco rodeado por uma megacoligação apinhada de “raposas”. Como ministro de Lula, coabitou a Esplanada com apadrinhados de Sarney.

O novo Eduardo Campos alveja Aécio sem descuidar de Dilma. Diz que “ela se entregou ao velho jogo da política, rendeu-se àqueles que estão roubando os nossos sonhos.” Mas não há no seu discurso nenhum vestígio de reparo à atuação de Lula, principal responsável pela manutenção das “raposas” no galinheiro que Dilma tem a ilusão de presidir desde janeiro de 2011.

Naquela viagem a Vitória da Conquista, Campos disse coisas assim: “Fomos nós, nordestinos, que elegemos a presidenta que está aí. Ela ganhou graças aos 10 milhões de votos que foram tirados aqui do Nordeste. E nós não vimos o Nordeste ser tratado como deveria.”

Ele prosseguiu: “Já vamos para três anos de seca e não vimos obra importante ser inaugurada para o enfrentamento da questão da estiagem. [...] Agora, às vésperas das eleições, quer levar os nossos votos. Não, os nordestinos vão ter em quem votar…”

Informado sobre o ataque, um auxiliar de Dilma pescou no computador notícia sobre uma visita que ela fizera, em março do ano passado, às obras de uma adutora na Paraíba, Estado governado pelo PSB de Campos. Integrava a comitiva de Dilma o então ministro da Integração Nacional, o pernambucano Fernando Bezerra, indicado por Campos.

Ao discursar, o afilhado político de Campos defendeu a transposição do rio São Francisco. A obra, de responsabilidade de sua pasta, fora prometida por Lula para 2010. Até hoje não foi inaugurada. Sócio do malogro, Bezerra transbordou-se em elogios: “Quem colocou o Nordeste pra frente foram os governos Lula e Dilma”, ele disse. “Nunca antes na história desse país se investiu tanto em água no Nordeste como no PAC.”

O assessor de Dilma ficou tentado a responder às “provocações” pronunciadas por Campos no interior da Bahia. Foi orientado, porém, a silenciar. Avaliou-se que não é hora de dar cartaz à terceira via. Interessa ao comitê reeleitoral da presidente açular a polarização com o PSDB, um adversário que o petismo já bateu três vezes.

Fonte: Blog do Josias de Souza.