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Brasília, Distrito Federal, Brazil
Um blog comprometido com o resgate da cidadania."O aspecto mais importante do caráter de Cristo, foi sua confiança na grandeza da alma humana". É necessário enxergar a verdade sobre o mundo e sobre nós mesmos, ainda que ela nos incomode e nos seja desagradável.

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

W3 'POR UM DISTRITAL'

 
O presidente da Câmara Legislativa deputado Patrício tem o apoio incondicional dos colegas distritais nas convocações do chefe de gabinete do Buriti Cláudio Monteiro e do secretário de Saúde Rafael Barbosa.

Ambos terão que dar as devidas explicações na Casa.

Os dois personagens são amigos de longa data do governador Agnelo Queiroz.

Inclusive um dos distritais comentou a decisão de Patrício.

Ele classificou o ato convocatório como uma espécie de “acerto de contas”.

“O governador tem que saber que a Câmara Legislativa é igual a W3 Sul tem ida e volta”, disse o parlamentar ao blog.

Fonte: Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

PATRÍCIO X AGNELO QUEIROZ


O presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado Patrício (PT), resolveu ir com tudo contra o Buriti.

Fez vários requerimentos e inacreditavelmente expôs  o governo de Agnelo Queiroz (PT).

No fundo, segundo políticos ouvidos pelo blog, Patrício decidiu partir para o ataque porque o GDF não vai mexer uma vírgula sequer para mantê-lo presidente da CLDF por mais um mandato.

Resposta a rebeldia de Patrício já está no forno…

Fonte:

DF: PT DESAFIA AGNELO CONSTRANGENDO ASSESSOR

Quem tem aliados petistas não precisa de inimigos. O presidente da Câmara Legislativa do DF, Cabo Patrício (PT), que há muito tenta colocar o governador Agnelo Queiroz (PT) de joelhos, convocou seu chefe de gabinete Cláudio Monteiro para “esclarecer” seu suposto envolvimento no caso Cachoeira. A intenção de Patrício não é esclarecer, mas, sim, constranger o governo no qual tenta mandar.

Baixaria

Na briga entre Cabo Patrício e Cláudio Monteiro tem outro ingrediente ainda menor: o primeiro é ligado à da PM e seu rival à Polícia Civil.

Cara boquinha

Patrício exige do governador aval à sua intenção de modificar a Lei para permitir sua reeleição à presidência da Câmara Legislativa do DF.

Fonte: Cláudio Humberto

ALGOZ DA CORRUPÇÃO, PATRÍCIO MIRA TRÊS AMIGOS DE AGNELO QUEIROZ

Presidente da Câmara se faz três para encurralar três do Buriti


O deputado Patrício PT/DF (foto) presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, apontou sua metralhadora giratória para o Palácio do Buriti. Garante que o alvo não é Agnelo Queiroz, mas o que há de mal feito no governo. O cerco começa a secretários tidos como da cota especial do governador. São Cláudio Monteiro (Gabinete), Rafael Barbosa (Saúde) e Abimael Nunes (Publicidade).

Patrício quer levar os três em datas alternadas a prestarem explicações aos deputados distritais. Se vingar a idéia do presidente da Câmara, os depoimentos serão no Plenário, abertos à Imprensa, dando mais transparência e repercussão a uma provocação que já se desenha como geradora de fato e disputa por mais poder político.
 
Peixes menores (como o policial Marcello Lopes e o delegado Onofre Morais, ex-diretor da Polícia Civil) também entraram na linha de tiro.

O primeiro passo para ouvir atuais e ex-assessores de Agnelo foi dado nesta terça-feira 3, com a leitura de requerimentos de convocação.

Se forem aprovados em votação na próxima semana, é provável que Cláudio Monteiro seja o primeiro a dar explicações sobre seu suposto envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Leia mais

Fonte: Notibras - 04/04/2012
Blog do Sombra

SALVADORES DA PÁTRIA

 
Presidente regional do oposicionista DEM, o ex-secretário Alberto Fraga (foto) qualifica as mudanças feitas no governo Agnelo de “evidente tentativa de salvação”, por parte do Planalto. De acordo com Fraga, as pesquisas mostram baixa avaliação do governo – os índices seriam até inferiores aos revelado – o que levou à intervenção superior e à entrega da gestão aos que chama de “salvadores da pátria”.

Dotes surpreendemtes - Essa, diz Fraga, é a função do novo chefe da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, cuja capacidade gerencial reconhece. Pela via do controle do caixa, será ajudado por Luiz Paulo Barreto, segundo Fraga “uma espécie de secretário executivo quase permanente na Justiça”. Só que, diz o presidente do DEM, “não conhecia até agora esses dotes de grande planejador”.

Fingimentos de lá e de cá - O grande pecado de Agnelo, avalia Fraga, foi a forma de tratar as principais corporações do serviço público. Hoje, afirma, a Polícia Militar faz operação tartaruga e o Buriti faz vista grossa: “É aquela equação: um finge que trabalha e o outro finge que paga”. Mas a verdade, assegura, é que o atual governo “desesperou a segurança pública, agora a educação e por diversas vezes a saúde”.

Traidores da pátria - O Buriti, previsivelmente, não gostou do que Fraga está dizendo. O porta-voz Ugo Braga diz que o verdadeiro “salvador da pátria” é Agnelo. Que venceu os “traidores da pátria” na última eleição.

Fonte: Eduardo Brito/ Coluna do Alto da Torre/ Jornal de Brasília
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

Sem previsão para o retorno às salas de aulas

Cerca de dez mil professores decidiram, em assembleia realizada na manhã de ontem, em frente ao Palácio do Buriti, manter a greve por tempo indeterminado.

A paralisação, que já dura 28 dias, atinge parte dos 500 mil alunos das escolas públicas de toda a capital federal.

Segundo o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), 70% da categoria aderiu à greve.

Mas, de acordo com o governo, somente 30% da categoria está paralisada. Leia mais

Fonte: Jornal de Brasília - 04/04/2012
Blob do Sombra

CLÁUDIO MONTEIRO SE DIZ VÍTIMA DE EQUIVOCO

Chefe de Gabinete do GDF rebate versões sobre diálogo entre Carlinhos Cachoeira e araponga Dadá

O chefe de Gabinete do GDF, Cláudio Monteiro (foto), afirma estar sendo vítima de um equívoco de proporções respeitáveis. 

Seu nome teria soado na voz do contraventor Carlinhos Cachoeira, em diálogo com o parceiro Idalberto Nunes, o Dadá, num dos grampos feitos pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

A versão divulgada na edição do DFTV, na noite da segunda-feira 2, dá conta que Cachoeira, via Dadá, destinara um telefone/rádio Nextel para Monteiro, com o sentido de participar de um esquema de fraudes.


O diálogo entre eles não foi apresentado. Segundo Monteiro, o nome dele surge como uma pergunta de Cachoeira para Dadá:

- É o Cláudio Monteiro?

Mas a resposta de Dadá seria negativa: Leia mais

Fonte: Brasília 247 - 04/04/2012
Blog do Sombra

QUE BICHO É ESSE...!!!

Mino Pedrosa

No dia 13 de fevereiro de 2004 Lula enfrentou seu primeiro escândalo como Presidente da República.

O ministro da Casa Civil, o todo poderoso, José Dirceu, através de seu assessor Waldomiro Diniz estava envolvido em propinas de Caixa 2 do PT, flagrado pelo chamado “empresário do jogo” Carlos de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

O tratamento da mídia dado a Carlinhos Cachoeira à época foi de grande “empresário do jogo” e dono do segundo maior laboratório de medicamentos genéricos do país: Vitapan. A TV Globo anunciava, no Jornal Nacional, a pedido do Palácio do Planalto, que a fita, flagrando Waldomiro pedindo propina a Cachoeira para as campanhas petistas presidencial e estaduais, era uma conspiração do Ministério Público e da imprensa contra o governo petista.

Hoje, passados oito anos e findado o governo Lula e a blindagem, Cachoeira e Waldomiro foram condenados pelo processo de 2004. 

O Partido dos Trabalhadores saia, na ocasião, numa defesa feroz de Zé Dirceu e Waldomiro alegando que o “empresário do jogo” Carlos Cachoeira estava sendo usado num complô para beneficiar os tucanos derrotados nas eleições presidenciais.

Enquanto isso, numa cobertura na Avenida Atlântica esquina com a Rua Hilário de Gouveia, num dos pontos mais chiques do Rio de Janeiro, Copacabana, morava o bicheiro Aniz Abraão Davi, o Anísio. Alí era feita a arrecadação do jogo do bicho carioca.

O mesmo apartamento, de propriedade do doutor Roberto Marinho, presidente das Organizações Globo,  era usado  apenas para assistir a queima de fogos na passagem do ano, até 2003. Era um apartamento de alto luxo com mármore de carrara e louças portuguesa e inglesa, importadas com exclusividade para decorar a cobertura do empresário e jornalista.

Recentemente a TV Globo, no Jornal Nacional, mostrou imagens da cobertura dizendo que o bicheiro Anísio vivia num luxuoso apartamento em Copacabana. Mas omitiu que o proprietário anterior era o falecido presidente das Organizações Globo doutor Roberto Marinho.

O Jogo do Bicho no Rio de Janeiro se mistura com a arrecadação de dinheiro do Metrô e trens de superfície. Os bicheiros comandam parte das estatais do Governo Carioca.

A Operação Monte Carlo foi montada pela Polícia Federal de Brasília e Ministério Público Federal para atuar no Estado de Goiás. O objetivo era atingir Demóstenes Torres e Marconi Perillo. Ambos oposição ao PT.

Dessa vez, o personagem é o mesmo, mas o tratamento dado pela mídia e pelo Palácio do Planalto mudou muito. Agora, Carlinhos Cachoeira, “empresário do jogo” é chamado de bicheiro, contraventor e presidiário em Mossoró.

Os bicheiros de renome no país estão revoltados com a imprensa quando denominam Carlinhos Cachoeira de “bicheiro”. Segundo eles, Carlinhos não passa de vendedor de papel para gerenciar loterias nos Estados e gerente de grupos proprietários de caça-níqueis. 

Waldomiro e Zé Dirceu, em 2004, tentavam legalizar as máquinas de caça-níqueis para o “empresário do jogo” Alejandro de Viveiros Ortiz, que tinha o foco apenas em seus próprios negócios. Enquanto isso, Carlos Cachoeira, outro “empresário do jogo”, com um foco mais “profissional” queria as caça-níqueis em casas especializadas, ou seja, a legalização total do jogo no Brasil, com a apuração em real time, on-line. Cachoeira pensava no software do jogo on-line, desenvolvido especialmente para suas empresas e que já atuam no mercado internacional.

Agora, a Operação Monte Carlo não quer revelar os negócios do “empresário do jogo” Carlos Cachoeira. Omite a participação de grandes empreiteiras, que abocanharam bilhões dos cofres públicos durante o Governo Petista. Em centenas de horas de grampo telefônico, apenas 2 minutos se referem ao chamado “Jogo de Azar”. 

Carlinhos Cachoeira fala com o senador Demóstenes Torres e pede para “tocar no Senado o projeto de lei de autoria do ex-senador Maguito Vilela.” Demóstenes, após analisar, diz que o conteúdo vai de encontro ao projeto de Cachoeira. Mas mesmo assim, Cachoeira pede o empenho de Demóstenes, para colocar em votação para apreciação de todos os senadores.

A bancada da legalização do jogo no Congresso é muito forte. O retorno dos cassinos é projeto do senador Edison Lobão, com o apoio do PMDB. A legalização das máquinas de caça-níqueis e bingos é do ex-senador Maguito Vilella e outros parlamentares, inclusive do PT, e na Câmara, há projetos de dezenas de deputados.

Quando as gravações do MPF revelam o nome de Cláudio Abreu não diz que se trata do diretor do Centro-Oeste do Grupo Delta de Engenharia, o maior fornecedor do Governo Federal.

A Delta atua fortemente no Governo de Goiás, com obras e locação de veículos. O governador Marconi Perillo chegou a conversar com Cláudio Abreu no sentido de liberar concessões em todo o Estado para beneficiar Carlos Cachoeira.

A Delta estava sendo usada como fachada de negócios do contraventor, que despachava numa sala no mesmo andar da empreiteira em Goiânia. Por isso, aparece nas gravações falando de milhões com seu contador. Já que o contraventor falava em milhões com o seu representante fiscal, não poderia estar se referindo ao jogo e sim a negócios “lícitos” e “declarados”.

E é pela porta dessa “legalidade” Carlinhos Cachoeira entra em Brasília gerenciando com Cláudio Abreu o lixo do DF. O gerente do Centro – Oeste da Delta é o contato de Cachoeira  com o GDF, juntamente com o Dadá, Idalberto Matias de Araújo, o braço operacional de Carlinhos.

Cláudio Abreu faz contato com o Governador Agnelo, através do chefe de gabinete Claudio Monteiro e Marcello de Oliveira Lopes, o Marcelão, da Casa Militar e dono da Plá Comunicação. A agência está no nome da mãe de Marcello, Marly Antônia de Oliveira Castro.

O que chamou a atenção do MPF foi o modus operantes de Carlinhos Cachoeira. A equipe que trabalha com ele faz monitoramento clandestino eletrônico e telefônico de empresários, políticos e jornalistas. Carlinhos também tem o costume de gravar as conversas durante seus encontros. 

Tudo isso fazia parte de um plano do “empresário do jogo” para comprar parte da Delta e se tornar parceiro de Fernando Cavendish, o presidente da Delta que recentemente durante uma reunião de diretoria da empresa disse na mesa que é muito fácil comprar um senador da base governista para conseguir obras. “Senador tem preço é só pagar que ele dá um jeitinho ”

O mais interessante é que até agora o Senado não chamou o empresário para explicar por quanto é possível comprar um senador.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

DEM NÃO VAI PEDIR O MANDATO DE SENADOR

Partido acredita que senador será cassado ou renunciará; MP não deve ir à Justiça Eleitoral


Apesar de juridicamente ser possível pedir na Justiça Eleitoral o mandato do senador Demóstenes Torres (GO), o DEM optou por não tomar essa iniciativa, pelo menos por enquanto.

O Ministério Público, que também tem essa prerrogativa, não o fará, se depender do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

O DEM aposta que o senador será cassado pelo Conselho de Ética do Senado ou renunciará antes e, consequentemente, o partido assumirá a vaga com um dos dois suplentes, que são filiados ao partido. Leia mais

Fonte: Jornal O Globo - 04/04/2012
Blog do Sombra

'QUE DECEPÇÃO, NÉ..?? 'DEMÓSTENES TORRES'

Amigos de Demóstenes dizem que ele tem comportamento bipolar


A sensação de companheiros de partido e de atuação parlamentar, desde que estourou o escândalo da Operação Monte Carlo, é que o senador Demóstenes Torres (sem partido) perdeu a identidade e não sabe o que fazer agora com um personagem que incorporou nos últimos anos.

Os poucos que conseguiram ser recebidos pelo senador goiano recentemente relatam comportamento bipolar, em que ele faz menção a si próprio como uma segunda pessoa.


Isolado, mais magro e demonstrando certa frieza, Demóstenes não tem conselheiros políticos.


Está se fiando no aspecto jurídico. Leia mais

Fonte: Jornal O Globo - 04/04/2012
Blog do Sombra

GURGEL: GRAMPOS CONTRA DEMÓSTENES SÃO LEGAIS

Gurgel: grampos contra Demóstenes são legais 
 Segundo o procurador-geral da República, não há qualquer ilegalidade nas apurações da Polícia Federal que levaram à exposição das relações entre o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira; defesa de Demóstenes pretende desqualificar gravações que não passaram pelo STF
 
Agência Brasil – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem (3) que não há qualquer ilegalidade nas apurações da Polícia Federal que levaram à conexão entre o senador goiano Demóstenes Torres (ex-DEM) e o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Demóstenes tem prerrogativa de foro por ser parlamentar, e sua defesa alega que a Justiça Federal de Goiás deveria ter obtido autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para investigá-lo. Como isso não ocorreu, seu advogado disse que entrará com uma reclamação no STF na próxima segunda-feira (9) pedindo a nulidade das provas.

Para Gurgel, trata-se de uma estratégia que não terá respaldo no STF. “Claro que a defesa tem que procurar socorrer-se daquilo que lhe parece, já que o mérito está cada vez mais complicado”.

Segundo o procurador-geral, não há ilegalidade no trabalho da Justiça Federal em Goiás porque o senador não era o alvo da investigação, e sim Cachoeira. “Agora, o senador ligava com uma frequência imensa para Cachoeira, por isso há muitos áudios com o senador”.

Ele também garante que em nenhum momento foram iniciadas apurações a partir das falas de Demóstenes e que não houve ilegalidade na retenção do caso em Goiás por três anos. “Isso [a ilegalidade] se justificaria se a investigação tivesse avançado em relação a ele”.

Fonte: Brasília 247 - 04 de Abril de 2012 às 07:15

STEPAN NERCESSIAN: NÃO TENHO MAIS CARA DE PAU DE PEDIR VOTOS

Stepan: Não tenho mais cara de pau de pedir votos 
Ator se diz arrependido e ingênuo; "não imaginava que Cachoeira fosse envolvido com tanta coisa"; parlamentar prepara sua renúncia; “não quero ficar nesta frigideira por mais dois ou três anos”; mandato acabaria em 2015

247- O ator e deputado federal PPS/RJ Stepan Nercessian (foto) se diz muito abalado com o escândalo que envolveu seu nome ao bicheiro Carlos Cachoeira. Para tentar se “redimir” perante aos seus eleitores e a sociedade carioca, o deputado disse hoje, em entrevista ao jornal O Globo, que irá deixar a política e até pensar em renunciar seu mandato, que acabaria somente em 2015.

“Estou analisando com um grupo de amigos do PPS a minha renúncia. Não quero um mandato para me defender. Não quero ficar nesta frigideira por mais dois ou três anos”, disse o deputado, em matéria de O Globo.

Stepan falou ainda que não imaginava que Cachoeira fosse envolvido com tanta coisa e que se soubesse disso “jamais pediria dinheiro”.

O bicheiro fez um empréstimo ao ator de R$ 175 mil, usado para comprar um apartamento. Quando descobriu-se a ligação do ator com o contraventor, Stepan foi ao twitter se defender, dizendo que não cometeu crime. “Conheço o Cachoeira a muitos anos.

Ele me emprestou um dinheiro e dois dias depois eu devolvi. É crime?". No entanto, Stepan já demonstrou logo que não iria segurar a pressão e pediu afastamento de seu partido.

Agora, o deputado se diz ingênuo, que não quer “ser um personagem criminal”, e não terá mais cara de pau de pedir votos novamente. “Os meus eleitores e o meu público devem estar decepcionados. Tenho 44 anos na vida pública como artista”.

Fonte: Brasília 247 - 04 de Abril de 2012 às 10:27

FUNCIONÁRIO DE CONFIANÇA DA PESCA FEZ PEDIDO DE DOAÇÃO

Funcionário de confiança da Pesca fez pedido de doação  
Karim Bacha, filiado ao PT e enquadrado na faixa de remuneração mais alta da Esplanada, estava engajado na campanha de Ideli ao governo de Santa Catarina quando solicitou ao dono da Intech Boating, fabricante das lanchas-patrulha, R$ 150 mil
247 – Em entrevista ao Estadão, Karim Bacha, ocupante de alto cargo de confiança do Ministério da Pesca, enquadrado na faixa de remuneração mais alta da Esplanada, revelou ter feito o pedido de doação de R$ 150 mil ao dono da Intech Boating para a campanha do PT de Santa Catarina - cuja principal representante é a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). A empresa vendeu à pasta 28 lanchas-patrulha, ao preço de R$ 31 milhões, e é alvo de suspeita de licitação dirigida, conforme investigação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Leia na matéria de Marta Salomon, no Estadão.com.br

O pedido de doação de R$ 150 mil para a campanha do PT de Santa Catarina - cuja principal representante é a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) - feito ao fabricante da polêmica frota de lanchas-patrulha partiu de um ocupante de alto cargo de confiança do Ministério da Pesca.

Karim Bacha era o secretário de Planejamento da pasta, enquadrado na faixa de remuneração mais alta da Esplanada, na época em que foi assinado o contrato com a empresa.

Trata-se de um personagem importante na compra de 28 lanchas-patrulha, ao preço de R$ 31 milhões, sem necessidade comprovada e suspeita de licitação dirigida, conforme investigação do Tribunal de Contas da União (TCU).

No início de setembro de 2010, Bacha, que também é filiado ao PT, estava engajado na campanha de Ideli ao governo de Santa Catarina e pediu ao dono da Intech Boating, fabricante das embarcações, uma doação ao partido. A fabricante foi um dos muitos alvos entre o empresariado por parte do servidor que buscava dinheiro para o PT e para a campanha de Ideli.

“Durante o processo eleitoral, acabamos conversando com muitas pessoas. Eu posso ter conversado com o Neto também. Não vou dizer que não, porque faz tanto tempo”, respondeu Bacha ao Estado, referindo-se a José Antônio Galízio Neto, dono da Intech Boating. O petista admite que falou com outros empresários quando servidor da pasta, mas nega a existência de uma rede de captação de recursos.

O empresário confirma: “Tive contato com ele, sim. Foi mais ou menos uma semana, dez dias antes de eu fazer a doação, uma coisa assim. No meio da campanha, próximo das eleições, foi solicitado que a gente... bem, o resto você já sabe”, reagiu nesta terça-feira, 3, Galízio Neto, que revelara ao Estado na semana passada ter doado R$ 150 mil ao PT “por solicitação” do ministério, depois de ganhar o contrato.

A doação da Intech Boating ao comitê financeiro do PT foi feita em 13 de setembro de 2010, segundo registro do Tribunal Superior Eleitoral. O comitê financeiro bancou 81% (R$ 2,9 milhões) dos custos da campanha de Ideli ao governo de Santa Catarina. A ministra afirmou nesta terça-feira que a doação foi legal e negou ter qualquer responsabilidade pelo contrato das lanchas.

Ao perder a eleição, Ideli foi escalada por Dilma Rousseff para comandar o Ministério da Pesca. Antes de trocar o cargo pela coordenação política do governo, em junho de 2011, a ministra quitou uma conta pendente de R$ 5,2 milhões com a Intech. Mais de dez lanchas ficaram sem destino até o final de 2011, quando o sucessor de Ideli, Luiz Sérgio (PT-RJ), fechou acordo para ceder as embarcações à Marinha.

Longa história. A primeira das lanchas-patrulha encomendadas pela Pesca foi entregue em julho de 2009 à Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina. Era o resultado de uma negociação que começara no ano anterior, segundo reconstituição feita pelo Estado com base em depoimentos de personagens da história.

O comandante da Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, coronel Rogério Rodrigues, conta que, em 2008, procurava uma lancha para a tarefa de fiscalização no Estado. “Eu gostei do modelo (da Intech) e solicitei ao pessoal do Ministério da Pesca que fizesse uma aquisição para nós, só isso”, resumiu o coronel, sobre o primeiro contato com o ex-secretário de Planejamento da Pesca, Karim Bacha.

O ministério não tinha competência para fiscalizar a pesca ilegal. Ainda assim, a equipe do então ministro Altemir Gregolin (PT-SC) lançou mão de duas emendas parlamentares aprovadas no Congresso pelas bancadas do Pará e do Maranhão destinadas à atividade pesqueira nos dois Estados para fazer a compra das 28 lanchas-patrulha.

O Pará recebeu uma lancha, mas ela nunca entrou em operação. Recentemente, a embarcação foi repassada à Marinha. O Maranhão só recebeu a primeira lancha em 2001, entregue à Polícia Militar do Estado. As últimas quatro das 19 lanchas que ficaram sem uso por mais de um ano ainda estão sob a guarda da Intech. A previsão é que seu destino seja definido até o final do mês.

Karim Bacha foi exonerado do cargo na Pesca cerca de dois meses após Ideli assumir a pasta. O petista hoje é pré-candidato à Prefeitura de Laguna e trabalha para o partido em Santa Catarina.

Fonte: Brasília 247 - 04 de Abril de 2012 às 10:59

terça-feira, 3 de abril de 2012

INQUERITO VAI INVESTIGAR LICITAÇÃO SUSPEITA NA ANVISA

Pedido de investigação

 
O procurador da República no Distrito Federal, José Diógenes Teixeira, enviou à Polícia Federal na semana passada requerimento no qual solicita abertura de inquérito para apurar os indícios de irregularidades nos contratos milionários da FJ Produções com a Anvisa, firmados a partir de uma licitação de 2008 (leia mais em Na mira da procuradoria e Licitação suspeita).

Diógenes Teixeira acata, assim, a denúncia apresentada pelo deputado Fernando Francischini PSDB-PR (foto), que reuniu indícios de direcionamento na concorrência vencida pela FJ no período em que Agnelo Queiroz era diretor do órgão. Leia mais

Fonte: Veja.com - Radar on-line - 03/04/2012
Blog do Sombra

PATRONO DA ÉTICA, ROGÉRIO LEITE CHAVES DEIXA EQUIPE DE AGNELO QUEIROZ



Por José Seabra - O procurador-geral do Distrito Federal Rogério Leite Chaves pediu demissão. A decisão é irrevogável, segundo manifestação expressa em carta entregue ao governador Agnelo Queiroz. Ele goza férias a partir desta quinta-feira 5; e espera, ao voltar, já ter o nome do substituto definido.

Leite Chaves estava desgastado por negar provimento às demandas supostamente ilícitas que chegavam ao seu gabinete. Para não correr riscos futuros e zelando pela ética que sempre abraçou, preferiu trilhar o caminho da exoneração a empenhar-se em convencer seus pares a emitir pareceres favoráveis ao Palácio do Buriti.

O pedido de demissão foi confirmado pela assessoria da Procuradoria-Geral do Distrito Federal. Embora seja uma decisão unilateral e mesmo respeitadas questões de foro íntimo apresentadas como justificativas para a entrega do cargo, não é difícil associar a saída de Leite Chaves à chegada de Swedenberger Barbosa para a chefia da Casa Civil.

A Procuradoria, que reza a cartilha da legalidade, tem sido grande entrave às ações do governo Agnelo. Não foram poucas as vezes em que processos encaminhados pelo Palácio do Buriti ao gabinete de Leite Chaves foram indeferidos.

Para não deixar um vácuo na Procuradoria-Geral, o governador começou a buscar no mercado nomes à altura do demissionário. O primeiro a ser convidado foi Marcello de Alencar Araújo, que ocupou a função na administração do ex-governador Cristovam Buarque. Mas o ex-procurador, argumentando, a exemplo de Leite Chaves, questões de foro íntimo, declinou do convite.


Fonte: Notibras 
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

CARLINHOS CACHOEIRA PAGOU PROPINA EM TROCA DE FAVOR DO INCRA, DIZ POLÍCIA FEDERAL

Investigação aponto repasse de R$ 200 mil para regularização de fazenda


Superintendente do órgão no DF é citado em relatório sobre transação imobiliária feita pelo empresário em Brasília
 
Gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal revelam que o grupo do empresário Carlos Cachoeira, denunciado por suspeita de comandar um esquema de exploração de jogos ilegais, negociou propina no Incra com o objetivo de regularizar uma fazenda.
 
Segundo relatório da PF da Operação Monte Carlo, datado de novembro passado, "são veementes os indícios da corrupção de servidores públicos em troca das liberações e assinaturas necessárias para regularização da área". Leia mais

Fonte: Jornal Folha de São Paulo - 03/04/2012
Blog do Edson Sombra

DEBELANDO A CRISE


Cláudio Monteiro,  chefe de gabinete do governador Agnelo, desmentiu publicamente o seu possível envolvimento com Carlinhos Cachoeira. Veja a matéria do DFTV 2ª edição de ontem.

 Vídeo DFTV 2ª edição

Fonte: Edson Sombra - 03/04/2012

GDF EM AÇÃO..??

O Diário Oficial de ontem trouxe a exoneração do agente de Polícia Civil Marcello de Oliveira Lopes.

Hoje o ato foi republicado com a correção, Marcelão, como é conhecido, não foi exonerado e sim pediu exoneração.

Leia abaixo.


Fonte: Edson Sombra - 03/04/2012

Requerimento de Patrício convoca Cláudio Monteiro para prestar informações à Câmara Legislativa


A Câmara Legislativa deve ouvir, nos próximos dias, o secretário-chefe de Gabinete do governador Agnelo Queiroz, Cláudio Monteiro, sobre suposto envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Requerimento apresentado pelo presidente da Casa, deputado Patrício (PT), pede ao secretário que preste informações aos distritais sobre citação nas investigações da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que resultou na prisão de Cachoeira por exploração de máquinas caça-níqueis em Goiás e no Entorno do DF.

O documento será lido no Plenário da Casa na tarde desta terça-feira (03/04).

“Como órgão fiscalizador do Poder Executivo, a Câmara Legislativa precisa de esclarecimentos acerca de qualquer fato que coloque sob suspeição ações ou integrantes do GDF. O requerimento é uma oportunidade de ele esclarecer os fatos e se defender das acusações envolvendo o seu nome”, explicou o deputado Patrício.


O requerimento de prestação de informações por Cláudio Monteiro é baseado no artigo 60, inciso XIV, da Lei Orgânica do DF, que prevê a convocação de “secretários de Estado, dirigentes e servidores da administração direta e indireta do DF a prestar pessoalmente informações sobre assuntos previamente determinados, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificativa ou o não atendimento no prazo de 30 dias”. O atual secretário é servidor de carreira da Polícia Civil.


Outro requerimento de Patrício convocou o policial civil Marcello de Oliveira Lopes, que atuava como assessor especial da Subsecretaria de Assessoramento Especial da Casa Militar. Conhecido como Marcelão, o agente de polícia também é citado nas investigações da Operação Monte Carlo e foi exonerado do cargo na segunda-feira (02), segundo publicação do Diário Oficial do DF.
Leia mais

Fonte: CLDF - 03/04/2012
Blog do Sombra

DENÚNCIA DA POLÍCIA FEDERAL MOSTRA QUE CARLINHOS CACHOEIRA TINHA NEGÓCIOS COM O GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL

MONTEIRO: SEU NOME É CITADO, MAS ELE NEGA

A denúncia apresentada pela Polícia Federal na Justiça de Goiás, envolvendo Carlinhos Cachoeira, mostra a transcrição de conversas gravadas entre o bicheiro e seus comparsas, como Idalberto Nunes, o Dadá, sobre a regularizacão de terras que teriam sido griladas no DF.

A suspeita envolve dois órgãos do governo do DF, a Terracap e o Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

Em uma das conversas, aparece o nome de Cláudio Monteiro (foto), chefe de gabinete do governador Agnelo Queiroz (PT) que tem status de secretário de Estado, como um dos destinatários de um rádio do tipo Nextel, para conversas que supostamente não poderiam ser grampeadas pela PF.

Na sexta-feira passada, Monteiro afirmara a este site que seu nome não aparecia, mas apenas "um Cláudio", que seria outra pessoa, um empresário ligado a Cachoeira.

Mas a transcrição menciona Monteiro explicitamente, que estaria a serviço de interesses do grupo do bicheiro.

Cláudio Monteiro nega as suspeitas e desafia a PF e o Ministério Público Federal a apresentar "um segundo que seja" de qualquer conversa com Cachoeira.

Fonte: Cláudio Humberto

APÓS ESCÂNDALOS, DEMÓSTENES TORRES DEIXA DEM


O senador Demóstenes Torres DEM/GO (foto) anunciou na manhã desta terça-feira (3) a desfiliação do Democratas. O parlamentar goiano decidiu comunicar o seu desligamento do partido por meio de carta endereçada ao presidente nacional da legenda, José Agripino Maia.
 
Demóstenes corria o risco de ser expulso da legenda, e com isso perder o mandato. Ele foi flagrado em escutas telefônicas no escândalo que tem como protagonista o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.  

 
Antes de deixar o DEM, Demóstenes já havia deixado a liderança do partido no Senado Federal.


Fonte: Blog do Sombra - 03/04/2012

“GDF está sendo governado por uma quadrilha”, diz deputado federal



Por Elton Santos - Sem nenhum freio na língua, o deputado federal Izalci Lucas PR/DF (foto) não poupou o governo do Distrito Federal e disparou sua metralhadora de críticas. O parlamentar chegou a afirmar que o GDF tem sido controlado por uma quadrilha.

Segundo explicação conceitual do termo, pelo próprio federal, quadrilha é um grupo de pessoas que se unem para roubar dinheiro público. Pelo menos neste contexto político/administrativo.

Um exemplo usado pelo congressista foi a verba publicitária do governo. Segundo ele, um valor de R$ 63 milhões no primeiro trimestre deste ano. Em média, R$ 1 milhão por dia útil. Izalci denunciou que até o jornal americano The New York Times recebeu verba publicitária.

Na última segunda-feira (02), o deputado esteve no programa Diário Brasil, da TV Gênesis e foi entrevistado pelo jornalista Celso de Marco. Nem o seu atual partido o PR, Izalci perdoou. Para ele, o partido tem agido por interesses escusos.

A insatisfação do deputado com o PR resultou em sua intenção de se desligar da legenda. Seu pedido de desfiliação, por justa causa, está em análise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Izalci Lucas destacou também que a grande demanda de processos na mesa do procurador Geral da República, Roberto Gurgel, torna morosa a justiça no País. São mais de quatro mil ações para serem analisadas.

Outra critica foi que as administrações regionais gastam muito com eventos. Segundo o deputado, 80% do orçamento das administrações são destinadas para eventos, enquanto o restante para o custeio do executivo regional.

Fonte: Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

ADVOGADOS PEDEM TRANSPARÊNCIA EM DENÚNCIAS 'URGENTE'

Requerimento com pedido de transparência de informações sobre denúncias foi protocolado na Procuradoria Geral da República e no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios

LEA QUEIROZ
 
 Advogados pedem ao MPDFT e à PGR que determinem a divulgação das informações relativas à apuração de denúncias e fatos envolvendo quem exerce função pública 

Um grupo formado por 38 advogados do Distrito Federal acionou o procurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos e a procuradora geral de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Eunice Pereira Amorim Carvalhido, para que determinem a divulgação das informações relativas à apuração de denúncias e fatos envolvendo pessoas que exercem funções públicas no DF e no âmbito federal.


Os advogados fazem parte do movimento criado em fevereiro com a denominação “Sou advogado, quero transparência”, que reúne, hoje, mais de 60 nomes da advocacia brasiliense em prol da busca por informações a serem prestadas à sociedade.


O requerimento de transparência foi feito por meio de documento protocolado nas duas casas, PGR e MPDFT, no início deste mês. Em seu conteúdo, o documento traz mais de 500 páginas anexadas com a compilação de denúncias das quais foram alvos personalidades da vida pública que estariam sendo acusadas de envolvimento em questões originadas no Distrito Federal.


As denúncias que levaram o ex-governador do DF, Joaquim Roriz, a renunciar ao seu mandato de senador em 2007; a operação Caixa de Pandora, deflagrada em novembro de 2009, na qual foram suscitadas as participações do então governador José Roberto Arruda, de membros dos três poderes locais, e ainda do Ministério Público do Distrito Federal, em atos de corrupção; denúncias envolvendo ainda o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz e seu sucessor no Ministério dos Transportes, Orlando Silva; são algumas das que se encontram relacionadas no documento encaminhado pelos advogados.


A advogada de direito cível e direito do consumidor, Ildecer Meneses de Amorim, destaca que o movimento espera respostas do Ministério Público em relação a todas essas denúncias feitas pela imprensa nos últimos anos. “Tivemos denúncias contra deputados e contra o próprio governador.


O que queremos, o próprio nome do movimento já diz, que é transparência sobre essas denúncias. Se essas denúncias forem sem sentido, não tiverem substrato, fundamento, então é necessário que a população tenha conhecimento”, afirma a advogada.


Ela critica o fato de a população ter conhecimento da denúncia, mas não ter conhecimento do resultado das investigações, ou mesmo se houve investigações e se existem provas. “Então, o que ocorre com a sociedade hoje é que ela está completamente alheia aos resultados disso.


A todo instante há denúncias, principalmente em nível nacional e acontecimentos envolvendo políticos, nossos representantes, e não se tem nenhum resultado disso.


O Ministério Público diz que investiga, mas não dá o resultado das investigações”, observa a advogada de direito cível e direito do consumidor, Ildecer Meneses de Amorim.

 
Apoio informal

Na Procuradoria, ninguém soube dar informações sobre o envio do documento

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), Francisco Queiroz Caputo Neto, declara que, embora não tenha sido efetivado um apoio formal ao movimento “Sou advogado, quero transparência”, a instituição apoia todas as iniciativas que tenham por objetivo dar transparência às investigações, à apuração de denúncias de corrupção e à efetivação de punição daqueles que são considerados culpados.


“Nesse movimento, a Ordem não emprestou um apoio formal, mas tivemos vários conselheiros, inclusive diretores que participaram da noite em que foi discutido esse assunto. O que não podemos é utilizar a Ordem para um movimento que possa ser confundido com algo de cunho político-partidário. A Ordem não tem cor partidária. Ela não tem preferência política. A Ordem tem apenas um interesse: ver respeitada a lei e a Constituição brasileiras”, afirma.


Caputo reforça a preocupação da Ordem com a estabilidade administrativa do Distrito Federal e com o Estado Democrático de Direito. Ele acrescenta que a instituição já vinha encampando iniciativas em busca dessa almejada transparência e que o movimento dos advogados vem a somar com esse objetivo. “Desde quando eu assumi, no dia 1º de janeiro de 2010, a Ordem não faz outra coisa a não ser exigir apuração mais ampla desses fatos que mancharam a imagem da nossa cidade e a punição exemplar dos envolvidos”, destaca, ao informar que já esteve várias vezes no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), bem como nas polícias Federal e Civil, para pedir informações e providências. “Externei, através da imprensa, essa necessidade de Brasília ter uma resposta, do povo de Brasília ter uma resposta para todos aqueles fatos nefastos que vieram à tona após a deflagração da Caixa de Pandora.


Então, a Ordem, em momento algum, fugiu da sua responsabilidade e deixou de exigir das autoridades a apuração e a punição”, comenta.


O presidente da OAB-DF reforça ainda que apoia todo movimento cujo objetivo vai ao encontro do ideal da entidade que é “extirpar da vida pública brasileira o fantasma da corrupção”.

 
Investigação sobre todos os envolvidos

Para o advogado Igor Danin Tokarski, especialista em direito empresarial e direito ambiental, a expectativa é de que o documento provoque a manifestação das instituições. “Acho que tudo que foi denunciado deve ser investigado com rigidez e com transparência, para que a sociedade tenha transparência do que está sendo apresentado como resultado”, analisa.


Embora reconheça a questão do sigilo, Ildecer reforça que esse fator não pode ser superior ao interesse coletivo. “A sociedade não sabe o que está acontecendo e de repente pode estar havendo alguma injustiça com essas pessoas denunciadas. Porque o que a gente sabe das denúncias é o que a gente viu na imprensa.”


Embora as instituições possam se valer do segredo de justiça, a advogada reforça que alguma informação é preciso repassar. “O interesse da sociedade se sobrepõe a todo e qualquer interesse que possa advir porque as investigações e os processos são consequência do interesse da sociedade que está sendo prejudicado”, afirma, acrescentando que é preciso saber da atuação desses órgãos que têm que cumprir seu papel institucional.


Igor Tokarski esclarece que o movimento dos advogados é apartidário e foi instituído como consequência do papel social que eles têm que exercer. “O advogado tem o dever constitucional de zelar, de preservar o Estado Democrático de Direito então, nesse sentido, assumimos essa responsabilidade para cobrar das autoridades rigidez e transparência nas investigações perante as denúncias que já foram formuladas. Queremos providências”, comenta.


O advogado destaca ainda que o movimento não quer a personificação e não pretende eleger ou julgar os denunciados. Ele ressalta que, em nenhum momento, está sendo colocado em dúvida o funcionamento das instituições.


A advogada Maria Cláudia Azevedo de Araújo, especialista em direito de família e direito cível, também aderiu ao movimento. Ela reforça o posicionamento de que não se trata de uma mobilização política e também não é nada pessoal. “O que a gente quer é simplesmente ser informado do que está acontecendo com as denúncias que estão sendo feitas e que estão acabando com a nossa cidade”.


Maria Cláudia espera que o movimento possa crescer não só entre os advogados, mas que possam surgir também outras vertentes como “Sou dentista, quero transparência”, “Sou arquiteto, quero transparência”, e por aí afora.


Em análise - A Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios confirmou que a procuradora-geral, Eunice Pereira, recebeu o documento e que encaminhou à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, onde agora está sendo analisado pelo promotor Roberto Carlos Silva.


A assessoria informou também que o promotor não irá se manifestar por ainda não ter avaliado bem o conteúdo do documento e acrescentou que logo que tenha um novo encaminhamento sobre o assunto poderá vir a se manifestar. Na Procuradoria Geral da República, a assessoria nem confirmou ter recebido o documento e nem deu informações sobre quais providências seriam adotadas.


Fonte: Blog do Callado