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Brasília, Distrito Federal, Brazil
Um blog comprometido com o resgate da cidadania."O aspecto mais importante do caráter de Cristo, foi sua confiança na grandeza da alma humana". É necessário enxergar a verdade sobre o mundo e sobre nós mesmos, ainda que ela nos incomode e nos seja desagradável.

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terça-feira, 3 de abril de 2012

CANETADA SUSPEITA 'AGNELO QUEIROZ'

Na mira do TCU

Investigada no TCU por fraudes em contratos de organização de eventos na Anvisa, a FJ Produções teve ajuda direta de Agnelo Queiroz para obter repasses no órgão.

Memorando interno da agência mostra que a FJ recebeu  107.000 reais, em agosto de 2009, para organizar um curso sobre “boas práticas na fabricação de medicamentos” na Diretoria de Inspeção, então chefiada por Agnelo.

À ocasião, o cerimonial da Anvisa estranhou o fato de os serviços de “filmagem” e de “edição de filmagem” custarem 74% do valor total do contrato (80.000 reais) e recomendou à diretoria que não pagasse por eles.

O que fez Agnelo? Ignorou a orientação técnica e assinou a liberação dos recursos. Os valores pagos nesse contrato são apenas uma parte da investigação no TCU.

O tribunal apura prática de “jogo de planilha” (combinação de preços) em outros contratos da FJ.

Ela faturou em 2009 cerca de 4,1 milhões de reais na Anvisa.

Fonte: Por Lauro Jardim - VEJA

Este é o homem que diz ter entregado a Agnelo a mochila com R$ 256 mil

No post abaixo (Saques bancários reforçam denúncia contra Agnelo), vocês leem que saques reforçam a denúncia do motorista Geraldo Nascimento de Andrade. Ele afirma ter entregado, em 2007, uma mochila com R$ 256 mil em dinheiro vivo para o então ministro do Esporte, Agnelo Qeiroz, hoje governador do Distrito Federal, do PT. Vale a pena ver ou rever o vídeo com a denúncia de Andrade, que foi, sim, usado contra Agnelo na campanha eleitoral. Vejam. Volto em seguida.

Voltei
Caso você tenha alguma dúvida sobre o que viu acima ou não se lembre direito do episódio, publico um texto do Estadão, de 20 de novembro do ano passado, de autoria de Felipe Recordo. No próximo post, ainda volto ao assunto. Leia mais

Fonte: Veja.com - 03/04/2012
Blog do Sombra

SAQUES BANCÁRIOS REFORÇAM DENÚNCIA CONTRA AGNELO

Dados confirmam movimentação financeira relatada por testemunha. Atual governador teria recebido 256 mil reais em 2007. Ele nega a acusação

Confirmação de saques bancários relatados por testemunha: recursos teriam bancado propina para Agnelo (Reprodução)

A comprovação de dois saques bancários reforça a denúncia de que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, recebeu um pagamento de 256 mil reais de propina em agosto de 2007.

Os recursos seriam oriundos de desvios no Ministério do Esporte, que foi comandado pelo petista entre 2003 e 2006.

A história não é nova: Geraldo Nascimento de Andrade, funcionário da Infinita Comércio e Serviços de Móveis, diz ter entregue 256 mil reais como propina a Agnelo.

Os recursos viriam de convênios fraudados. Segundo o depoimento de Andrade anexado à denúncia do Ministério Público Federal, o esquema funcionava assim: o Esporte firmava parcerias com ONGs do policial militar João Dias e essas entidades contratavam a empresa Infinita.

A companhia emitia notas fiscais falsas e, dos recursos transferidos, boa parte se transformava em propina. Leia mais

Fonte: Veja.com - 02/04/2012
Blog do Sombra

ARRUDA TAMBÉM QUER...


Na coluna de ontem, a coluna noticiou sobre a pretensão do ex-governador Paulo Octávio em encontrar aconchego em ninho tucano para uma disputa em 2014.

Mas é bom que se saiba que PO não é o único a estar de olho no PSDB para as próximas eleições.

O ex-governador José Roberto Arruda também estaria, segundo uma fonte, disposto a retornar ao antigo partido.

Mas, segundo fonte tucana, o partido é que não gosta nada, nada da ideia.

Principalmente a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, o ex-governador de São Paulo, José Serra, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Prós - Arruda, contudo, conta com duas forças dentro do PSDB local que estariam dispostas a tentar um diálogo, caso o ex-governador envolvido na Caixa de Pandora queira mesmo o PSDB como legenda para 2014, quando deve sair como candidato a deputado federal.

Uma delas é o amigo e aliado, Raimundo Ribeiro. O outro, amigo e também aliado Márcio Machado. Ambos “dividem” a presidência regional do partido.

A possível chegado do deputado Izalci (PR) fortaleceria ainda mais a ida de Arruda para o ninho.

Em conversa reservada com a coluna, um tucano de alta plumagem chegou a disparar: “Arruda ainda é muito forte, não teria para ninguém”.

Recados - Ainda sem partido, o ex-governador tem usado interlocutores para mandar recados à imprensa, aparecer daqui e dali, quando não vem a Brasília para reuniões em um escritório na W3 Sul, em frente à Igreja Dom Bosco.

Ontem mesmo, conforme noticiado pelo jornalista Carlos Honorato em seu site Estação da Notícia, Arruda teria dito a amigos que “não deseja nenhum mal ao senador Demóstenes”, que hoje enfrenta a fúria do DEM, assim como Arruda enfrentou anos atrás.

Diga-se de passagem, como lembrou Honorato, a fúria do próprio Demóstenes Torres que trabalhou para a expulsão de Arruda do partido.

Fonte: Coluna Ons e OFFs/ Lívio Dí Araújo/ Jornal Alô
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

AH, SE MEU CARRO FALASSE

 
“Vou chutar o pau da barraca”.

Esta frase foi dita pelo secretário de Condomínios, pelo menos até agora, Wellington Luiz (foto), em reclamação a falta de estrutura na pasta.

Pela atual  conjectura, a frase vai deixar de ser verbal para ser real.

Segundo a coluna do jornalista Lívio di Araújo, uma pessoa queria visitar o secretário, mas não sabia o local.

Welington disse que era só descer à garagem.

Ou seja, seu carro é a sua sala.

Fonte: Celson Bianchi/Rádio Nativa 
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

ARRUDA SEM RANCOR


 
O ex-governador José Roberto Arruda sofreu na pele a fúria do senador Demóstenes Torres DEM-GO após a Operação Caixa de Pandora.

O senador goiano fez campanha para que o governador fosse expulso do DEM em nome da ética na política.

Depois de toda tempestade e hoje dividindo sua vida entre Brasília e São Paulo, Arruda teria dito a amigos:  "não desejo nenhum mal ao Demóstenes". Então, tá...

Fonte: Estação de Notícias 
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

O INQUÉRITO QUE ABALA O PAÍS E SUAS 8 MIL PÁGINAS

Inquérito tem quase oito mil páginas
Inquérito tem quase oito mil páginas
O vocabulário é chulo, vulgar, típico de tratativas entre bandidos.

Quem lê a íntegra do inquérito 3279-78.2011.4.01.350 do Ministério Público Federal em Goiás, que fez desmoronar o império de Carlinhos Cachoeira levando a reboque o senador Demóstenes Torres e dezenas de políticos, fica chocado.


As transcrições das gravações a cargo da Polícia Federal, previamente autorizadas pela Justiça, são de estarrecer. É comum ler expressões do tipo foda-se e caralho.


E os nomes de figuras ilustres da República são muitos.


A equipe de repórteres de Notibras saiu a campo em busca de novidades sobre o processo que abala o Brasil.


E conseguiu uma cópia da íntegra do inquérito. São exatas 7 mil 804 páginas - algo como 10 vezes mais do que já foi divulgado a conta-gotas.


A estrada que liga Brasília a Goiânia é pequena para colocar tanto corrupto. Cachoeira e Demostenes são os capos do esquema, mas há uma vasta plantação de laranjas no meio do caminho.


Tudo o que foi apurado e gravado pode ser visto no link abaixo: Baixar Processo


Fonte: Notibras

FORA DO PRESÍDIO 'CARLINHOS CACHOEIRA'

'Cachoeira: longe de Goiás'
 
A defesa de Carlinhos Cachoeira vai questionar na Justiça o envio do bicheiro para o presídio federal de Mossoró (RN).

Como o primeiro pedido de liberdade foi negado, querem pelo menos que Cachoeira volte para a prisão em Goiás.

De acordo com a banca, Cachoeira tem o direito de ficar mais perto da família e de seus advogados – um sofredor, como se vê.

Fonte: Por Lauro Jardim - VEJA

DEM ABRE PROCESSO QUE PODE EXPULSAR DEMÓSTENES

DEM abre processo que pode expulsar Demóstenes  
Partido entende que Demóstenes Torres (DEM-GO) já teve prazo suficiente para se manifestar; senador terá agora uma semana para apresentar defesa e, depois disse, será dado o veredicto

247, com Agência Brasil – O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou na noite desta segunda-feira que o partido decidiu abrir um processo de expulsão do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Segundo Agripino, o desenrolar do processo deverá durar uma semana, tempo que Torres terá para apresentar a sua defesa.

“Pela reiterada perda da conduta partidária, nós decidimos abrir um processo de expulsão do senador Demóstenes Torres. Eu diria que dificilmente o partido tomará outra decisão”, declarou Agripino Maia.

No início da noite, coube ao deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) tentar convencer Demóstenes, numa conversa a dois, e levar suas eventuais explicações sobre as ligações com Cachoeira. Mas a conversa não conseguiu convencer Demóstenes a prestar os esclarecimentos ainda nesta segunda-feira.

Agripino Maia (RN), que aguardou a visita de Demóstenes para uma conversa, em seu apartamento, onde estava com o líder da sigla na Câmara, o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto, já sinalizou que o mais provável é que o senador acabe mesmo deixando a legenda. "É uma grande decepção para nós", disse Agripino.

Torres é acusado de ligações com o empresário Carlinhos Cachoeira, investigado pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo. Gravações feitas pela Polícia Federal registraram solicitação de dinheiro a Cachoeira, feitas pelo senador e informações privilegiadas repassados por Demóstenes para o controlador do jogo ilegal em Goiás.

Fonte: Brasília 247 - 02 de Abril de 2012 às 19:42

DISTRITAL CASSADO TENTA COMPRAR DEPOIMENTOS

Primeiro e único deputado distrital cassado na história da Câmara Legislativa, Carlos Pereira Xavier, hoje beirando os 50 anos, vê seus recursos se esgotando no Superior Tribunal de Justiça  (STJ).
Enfim, o ex-parlamentar poderá ser levado a júri popular acusado de ser o mandante do assassinato do adolescente Ewerton da Rocha Ferreira, 16 anos, em maio de 2004.
O jovem que mantinha um relacionamento com a ex-mulher de Xavier, Maria Lúcia de Araújo Xavier, foi executado com dois tiros na cabeça.
O corpo do rapaz foi encontrado em março de 2004 atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas.
Carlos Xavier está tentando comprar depoimentos
O detalhe é uma manobra sórdida que está sendo arquitetada fora dos tribunais. 
Contratada pelo ex deputado, uma empresa que diz prestar serviços de “consultoria” ligada a um ex diretor-geral da Polícia Civil do DF está a frente de uma negociação que teria “comprado” a confissão do crime pelos dois réus que já estão presos pelo homicídio.
A manobra teria como alvo afastar qualquer possibilidade de Carlos Xavier ser apontado como mandante do crime pelos dois homens que já foram condenados pelo crime.
Os promotores de justiça da Promotoria Criminal de Samambaia que trabalham no caso não sabem, mas o Fala Sério DF recebeu informações de que, por baixo dos panos, Carlos Xavier teria pagado um bom dinheiro para os familiares dos dois condenados.
Em troca, ambos afirmariam em juízo que o ex-distrital nada tem a ver com a morte do adolescente.
O processo tramita há dois anos em grau de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde a defesa de Xavier questiona a sentença de pronúncia, pela qual o processo deve ser remetido ao julgamento popular.
O caso será apreciado pela 5ª Turma do STJ, sob a relatoria do ministro Jorge Mussi. Os demais envolvidos no crime já foram levados a júri e condenados.
Eduardo Gomes da Silva, conhecido como Mestre Risadinha, e Leandro Dias Duarte foram condenados, respectivamente, a 19 anos e três meses e 15 anos e seis meses de prisão em regime fechado, pela participação no crime.
Um menor que também teria participado do assassinato foi recolhido, à época, ao Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje).
Ex-administrador regional de Samambaia, Xavier também é suspeito de envolvimento num esquema de liberação de lotes públicos na cidade.
De um jeito ou de outro, Xavier perdeu o direito de concorrer a uma eleição até 2018. 
Resta saber se ele conseguirá, de forma escusa, manobrar o Poder Judiciário comprando o silêncio de seus comparsas e sair ileso depois de oito anos de batalhas judiciais protelando um veredicto que, até pouco tempo, estava bem claro: condenação de até 30 anos de prisão pelo homicídio qualificado do adolescente que se envolvera com sua ex-mulher.
Fonte: Fala Sério DF

segunda-feira, 2 de abril de 2012

CRISTOVAM É INGRATO, DIZ BURITI

O secretário de Governo, Paulo Tadeu, não gostou nada, mas nada mesmo, de ver o senador Cristovam Buarque (foto) chamando o governador Agnelo Queiroz de “Rainha Elizabeth”.
 
Disse que Cristovam é um ingrato. Afinal, afirma, fez parte da coligação liderada por Agnelo e, na verdade, foi ela que o elegeu também.
 
Por isso, completa, a posição de Cristovam é equivocada, transformando-o em aliado objetivo do grupo que, em tese, ajudou a destronar.  

Fonte: Eduardo Brito/ Coluna do Alto da Torre/ Jornal de Brasília
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

Gravações revelam que Demóstenes fazia favores para o empreiteiro mais ligado a Sergio Cabral


Gravações da Polícia Federal mostram que o empresário-bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pediu que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) se esforçasse para impedir a convocação do empresário Fernando Cavendish (foto), dono da construtora Delta, para depor numa comissão da Câmara, em maio do ano passado.

Como se sabe, a Delta cresceu nos últimos anos fazendo negócios com o governo federal e vários Estados, especialmente o Rio de Janeiro, onde Cavendish se tornou amigo íntimo do governador Sergio Cabral (foto), que passa fins de semana com ele.
Leia mais

Fonte: Blog da Tribuna - 02/04/2012
Blog do Edson Sombra

TODOS OS HOMENS DE CARLINHOS CACHOEIRA

Acusado de comandar esquema de exploração do jogo ilegal, empresário conta com amplo leque de relações políticas, indica a investigação da PF


As escutas telefônicas da Operação Monte Carlo revelam que o empresário Carlinhos Cachoeira (foto) conta com ampla rede de relacionamentos no tabuleiro político.

Acusado de comandar um esquema de exploração de jogos ilegais e denunciado pelo Ministério Público por corrupção, Cachoeira — preso desde 29 de fevereiro — demonstra ter penetração no governo de Goiás e no Congresso, onde conta com um time de interlocutores. …

Entre eles, o senador Demóstenes Torres (DEM/GO), o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (PTB/GO), o deputado Stepan Nercessian (PPS/RJ) e o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB/GO).

“Sou amigo de Cachoeira. Não vou renegá-lo agora. Quando o conheci, a empresa dele administrava o jogo em Goiás. Depois, cheguei a pensar que estivesse só na área farmacêutica. Mas sabia, sim, que uma atividade era o jogo”, disse Nercessian, para quem “Cachoeira é uma amigo muito agradável”.

Além das relações políticas, os ramos de atividade de Cachoeira parecem ser mais amplos do que se supunha.

Em grampos feitos pela Polícia Federal, ele indica que uma das 11 empresas do seu grupo não pode ser vendida por menos de R$ 100 milhões”, enquanto apenas um de seus nove imóveis “vale uns R$ 4,5 milhões”.

Ele atua também nos setores farmacêutico, de advocacia, de construção, de segurança e de comunicação.

“A família dele mexe com muita coisa: medicamentos, rádios, escolas e construtora”, afirma Leréia, amigo declarado de Cachoeira, flagrado nos grampos da Polícia Federal.

Segundo a PF, Cachoeira controla também uma indústria farmacêutica, a Vitapan, que ele avaliava em R$ 120 milhões em maio passado. Já o Instituto de Ciência Farmacêutica de Estudos e Pesquisas tem entre os associados grandes laboratórios.

A negociação para a venda da Vitapan, registrada no nome da ex-mulher e do irmão foi interceptada: “Não vamos vender menos, não. Menos de cem, não”, afirmou Cachoeira ao saber de uma oferta de R$ 80 milhões pelo negócio.


Por Catia Seabra / Fernando Mello

Fonte: Jornal Folha de São Paulo
Blog do Donny Silva

DE OLHO NO NINHO 'PAULO OCTÁVIO'

 
A coluna já havia noticiado há algum tempo sobre a pretensão do ex-governador Paulo Octávio em voltar à política. PO teria, inclusive, contratado empresa que estaria responsável por cuidar de sua imagem junto ao brasiliense até a hora de anunciar seu retorno. E tem dado passos largos rumo à uma candidatura ao Legislativo em 2014. Segundo fonte, já teria procurado o PSDB para ser seu novo partido.

Bênçãos - A decisão sobe a ida de PO para o PSDB, contudo, está muito além dos poderes dos caciques locais (se é que existem caciques no PSDB-DF. Enfim...) Ainda segundo fonte, a bênção – ou não – para que Paulo Octávio se torne um tucano será do senador Aécio Neves (MG).

Guerra, ok! - As conversas entre PO e o tucano Márcio Machado estariam avançadas, garante a fonte. Porém, não há um pedido formal ainda entregue ao partido para a “nova aquisição”. Paulo Octávio tem, até agora, aval de muitos tucanos brasilienses e até a permissão do deputado Sérgio Guerra (PE). Anúncio formal, só depois do “ok” de Aécio. 

Grande bico - Mas nem tudo são flores na possível ida de PO para o PSDB. Fontes advertem que não será fácil convencer alguns nomes nem na regional, muito menos na nacional. Ainda segundo fontes, “tem gente grande, tucano da mais alta plumagem, que não está gostando nada, nada dessa história”.

Alternativa - O PSDB tem sido uma alternativa para muitos políticos que estão de olho nas eleições de 2014. Informação também já publicada na coluna há algum tempo apontou que o ex-governador José Roberto Arruda também poderia escolher o partido para “se aninhar” e disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas próximas eleições. Embora Arruda tenha aval de boa parte dos tucanos no DF, quase nula é a chance de conseguir as bênçãos dos caciques da nacional.

Fonte: Coluna Ons e OFFs/ Lívio Dí Araújo/ Jornal Alô
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

Cabo Patrício: apego ao poder pode distanciá-lo de Agnelo Queiroz


Por Wilson Silvestre - O poder político é uma tentação. Assim como Jesus quando foi “levado pelo Espírito ao deserto e, depois de jejuar 40 dias e 40 noites, teve fome e chorou”, conforme relato Bíblico em (Mateus 4:1–2). Muitos homens que ascendem à condição de mandatários, acabam perdendo a humildade e o poder lhes sobe à cabeça.

A História está repleta de exemplos, e o brasiliense ainda guarda na memória o que aconteceu com o ex-governador José Roberto Arruda. Antes de ser senador, era um homem simples, humilde, afável com os companheiros, assim que tomou gosto pelo poder, a vaidade e a arrogância o derrotaram.

Amargou um exilio fora dos holofotes. Novamente gastou sola de sapato e saiu em busca de votos para novamente conquistar o poder. Eleito governador, tudo ia bem quando o vírus da vaidade e da arrogância o atacou novamente. O fim da história é de conhecimento geral.

Feita esta introdução, vamos à análise sobre a subida e declínio de um parlamentar: Sidiney da Silva Patrício ou simplesmente, Cabo Patrício. Reeleito deputado distrital com mais de 22 mil votos, presidente da Câmara Legislativa por duas vezes, lider da Polícia Militar e com uma base de apoios ampliada além da categoria fardada.

De repente, o povo  começou a abandoná-lo, como no recente episódio da Operação Tartaruga, engedrada pelos PMs e Bombeiros Militares. A categoria não permitiu sequer a presença de Patrício nas assembleias, preferindo buscar no prefeito de Água Fria, Entorno do DF, o ex-deputado João de Deus.

A explicação para esta indiferência e até menosprezo está no foto de que Patrício deixou de ser “o Cabo Patrício” e assumiu o figurino da elite classse média alta. Distanciou-se dos que o elegeram, mudou o discurso, de casa, corte dos ternos e pôs novos dentes. O sorriso passou de franco para dissimulado e já não atendia os apelos de seus pares, não para negociar, mas pelo menos conversar.

Veio o novo mandatário da vez como inquilino do Palácio do Buriti e sua corte. Patrício já estava aclimatado e ambientado nas cercanias do poder. Antigos companheiros, neófitos e estreantes no deslumbre de “quem manda agora somos nós”, bateram de frente com Patrício, ao perceber que ele estava querendo permanecer no posto de “chefe do legislativo”, a quem o mandatário da vez sempre pede bênção. Foi a gota d’água e começaram as conspirações para desalojar Cabo Patrício de sua cadeira.

O Buriti tem um outro projeto que não passa por Cabo Patrício: eleger alguém da base, de preferência um petista mais aliando com Agnelo. O problema é que o chamado grupo mais independente na CLDF pensa em alguém menos aliado com as ideias do Buriti. “Senão vamos ficar reféns do governo”, avalia um deputado.

O regimento da casa não permite reeleição e o porta-voz de Agnelo, deputado Chico Vigilante (PT), já pôs a boca na tuba e disse que não apoia reeleição. Neste voto, quase a metade dos deputados embarca. Patrício sabe que Agnelo e sua turma querem a deputada Arlete Sampaio na presidência da Casa.

O obstáculo de Arlete é não ter um bom trânsito e a confiança dos parlamentares do chamado baixo clero. Fontes do Buriti garantem que podem mudar este cenário. “A deputada Arlete Sampaio é mais ponderada e tem o equilíbrio necessário para tocar o legislativo até a Copa de 2014”, garante a fonte. O tamanho da encrenca é convencer os russos, ou seja, os deputados, principalmente, a turma que sonha em ver Eliana Pedroza (PSD) no lugar de Patrício.

É ingenuidade pensar que o Buriti vai permitir a oposição asumir a cadeira de Patrício. É neste ponto que ele aposta na hora que for negociar com o grupo palaciano, pois entre Arlete, Eliana e um outro candidato, é mais confiável tê-lo por perto. O PT já está tentando desgastar Patrício para ver se ele negocia. Como a vaidade e arrogância falam mais alto, é bem provável que ele lute até o fim para segurar o poder. Isto pode vir a ser o fim da carreira de Cabo Patrício.

Para alguns parlamentares, ainda é cedo para discutir o assunto, principalmente nomes. Deputados não querem mais focos da mídia fustigando a vida de cada um. A deputada Eliana Pedrosa resumiu bem a situação no legislativo num programa de TV:  “Para desviar o foco (do governador Agnelo Queiroz), o legislativo apanha um pouco mais”, referindo-se às mazelas da CLDF.

Fonte: Jornal Opção
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

ENVIADO DE WASHINGTON CHEGA AO BRASIL PARA DEBATER TRANSPARÊNCIA E CONTROLE SOCIAL

Adote Um Distrital e IFC - Instituto de Fiscalização e Controle serão recebidos amanhã na Embaixada dos EUA pelo Dr. Tomicah Tilleman, o enviado de Washington foi nomeado em Outubro de 2010, como assessor Senior para Sociedade Civil e Democracias Emergentes do Departamento de Estado.

A Embaixada dos EUA convidou os voluntários para uma audiência onde o tema será Transparência e Controle Social.

Dr Tilleman é responsável por desenvolver e operacionalizar a agenda da Secretaria da Casa Civil e fortalecer as Democracias Emergentes.

Anteriormente, Dr. Tilemann era o redator dos discursos da Secretária e a assistiu na articulação das políticas a nível global.
Antes de ingressar neste departamento, ele trabalhou no Comissão de Relações Exteriores do Senado , onde era o principal conselheiro da Europa e Ásia.
Outros trabalhos incluem o comitê das Organizações Unidas.
Ele também ajudou a fundar algumas organizações de sociedade civil, incluindo Lantos Foundation and Campaignfor Child Survival. Tem diploma da Universidade de Yale e PHD na Universidadede John Hopkins.

MARCELÃO, COMO O ELLIOT NESS, TEM MISSÃO DE SECAR CACHOEIRA

Por Karla Maranhão e Felipe Meirelles- Colaborou José Seabra - Marcello de Oliveira Lopes, do alto dos seus 1 metro e 90 e mais de 120 quilos, faz jus ao seu apelido. Marcelão é bacharel em Administração e pós-graduado em Marketing, além de ser servidor público desde 1994.  Sua ficha mostra que é um profissional vitorioso. São diversos elogios e nenhuma punição ao longo da carreira policial.

Atuou em diferentes delegacias, onde adquiriu a bagagem que hoje possui.  Por sua especialização na área de inteligência policial se apresenta como homem de confiança de Cláudio Monteiro, secretário-chefe de Gabinete do governador Agnelo Queiroz.

Essa condição permitiu que ele fosse nomeado assessor especial da Casa Militar. Sua atividade tem proporcionado a colheita de bons frutos: evitar que supostos criminosos sejam nomeados para a equipe do governo.

Marcelão faz lembrar Elliot Ness. Surge de peito aberto no auge da crise para combater os muitos Scarface que proliferam por Brasília; outra das suas missões é fechar as torneiras do Niágara goiano que tentam respingar na capital da República.

Notibras localizou o homem responsável por filtrar nomes indicados a ocupar cargos nos segundo e terceiro escalões do governo. Ele falou em on e em off. Mas pela função que exerce não se deixou fotografar.

O Elliot Ness candango apareceu no cenário político da capital da República com a mesma missão do seu homônimo americano. Vem quase um século após a implantação nos Estados Unidos da Lei Seca. Mas, ao contrário do agente do FBI, ele não é um intocável.

- Intocáveis são as pessoas de bem que tentam manchar. É o governador Agnelo Queiroz e grande parte da equipe dele, disse Marcelão durante uma conversa descontraída em nossa redação.

Quem ouve o policial falar associa muito do que se passa em Brasília ao quadro Os Intocáveis, que virou série famosa de televisão na década de 60. É verdade que 50 anos separam os fatos relatados no seriado aos capítulos reencarnados em Brasília. Mesmo porque, o que emerge por aqui é de um campo distinto.

Nossa Lei Seca está restrita aos motoristas nas avenidas e estradas, mas liberada nos bares e restaurantes. Porém, mesmo que em versão moderna, o ilícito em nossas terras permanece nas relações escusas entre o público e o privado, autoridades e empresários, nos jogos de azar, subornos e chantagens. Exatamente como na Chicago dos anos 20. A metodologia é a mesma daquela que foi derrotada pelo famoso agente do Tesouro Americano.

Herdeiro de uma agência de publicidade (a Plá Comunicação, de propriedade da esposa e de uma irmã) Marcelão reconhece que os negócios da família e ele próprio são alvo de ataques de todos os que tiveram seus interesses contrariados após um filtro dos nomes.

Mas isso não intimida o policial, responsável por um verdadeiro raio-x no histórico dos nomes indicados para cargos comissionados. Até porque, não é de hoje que a Plá atende contas do governo. Seu leque de atuação é grande. Com filial no Rio, tem mais de 30 clientes da iniciativa privada.

Sobre os nomes vetados, exemplos são muitos, embora alguns mereçam ser preservados por estarem em pleno processo de investigação. Mas Marcelão faz um relato impressionante. Como o suposto vínculo de Cláudio Monteiro com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Marcelão lembra, a propósito, que Cláudio Monteiro foi procurado antes da posse de Agnelo por Cláudio Abreu, diretor da Delta Engenharia.  Nesse encontro, Abreu apresentou quatro nomes para ocupar cargos no SLU.

Surpreso e chocado, Cláudio Monteiro rechaçou de imediato as indicações, segundo relato de Marcelão.

- Não vamos abrir as portas em benefício de ninguém. Colocar pessoas ligadas a Delta para cuidar do lixo, é como abrir a porta do galinheiro para a raposa.

Após esse episódio Abreu saiu da reunião cabisbaixo. Porém, logo depois, bateu na porta de outros futuros integrantes da equipe do governador. Mesmo assim, não teve sucesso em seu pleito.

Entre os nomes que foram sugeridos pela Delta e vetados após serem garimpados por Marcelão, estão os do coronel Paulo Abreu e um outro conhecido apenas pela alcunha de Serjão, ex-diretor do SLU que sonhava em voltar para aquela estatal.

O assessor especial da Casa Militar não nega seu conhecimento com Idalberto Dadá.

- Nos conhecemos no meio da atividade policial. Dadá se integrou a um grupo de amigos e cheguei mesmo a contribuir em alguns dos empreendimentos dele, como o time de handebol Anjos de Sobradinho e a associação dos garis, presidida por Dadá.

Idalberto Dadá estava interessado na doação de um lote, pelo SLU, para construir a sede da associação dos garis. Sem vislumbrar nenhuma irregularidade, levou Dadá a Cláudio Monteiro.

- Foi meu único erro. Esperava estar apresentando um defensor de uma categoria profissional, e não um homem que tinha, então, ligações com um contraventor, admite Marcelão.

Quando recebeu Dadá, Cláudio Monteiro sugeriu que fosse dirigido um requerimento ao SLU em defesa do pleito do terreno para a sede dos garis. Nada mais foi discutido.

Sobre o episódio da doação de um rádio Nextel, Marcelão fala sem titubear:

- Eu estava com viagem programada a Orlando e Miami e me foi oferecido um Nextel. Aceitei para usar durante minha ausência do país. Tão logo voltei, devolvi, me oferecendo inclusive a pagar a conta. Sobre o fato de Cláudio Monteiro ter ficado com outro aparelho, isso não existe, garante Marcelão.

Os crimes cometidos pelo Scarface goiano e integrantes do seu sistema empresarial não foram classificados. Serão ainda tipificados no decorrer das investigações, depoimentos, delações e outras fontes de informações e provas.

Todos no seu círculo de negócios sabiam, sem dúvida, que a imagem de uma catarata que escorre ininterruptamente é bela porque está sempre em queda. Sempre, sem parar. E que a aparente beleza que contemplavam de abundância é menos inesgotável do que supunham.

Quedas d’ água secam. Nascentes secam. Fontes também secam. O ideal é que o curso das investigações tenha um guia que assuma publicamente a condução do roteiro, explique os perigos envolvidos na aproximação com o Niágara e deixe também um mapa detalhado da trilha e dos exploradores.

Algo, por assim dizer, que corrobore com o trabalho feito por Marcello Lopes. E que os respingos sejam contidos, como tem acontecido até agora.

Fonte: Notibras 
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

Destaque da revista Veja da semana: O senador desce aos infernos

Revista Veja da semana - Edição nº 2263



Fonte: Revista Veja - Edição nº 2263 - 31/03/2012
Blog do Edson Sombra

STF unifica processo contra Demóstenes e dois deputados de Goiás: Carlos Leréia e Sandes Jr.

Na petição que encaminhou ao STF há quatro dias, o procurador-geral da República Roberto Gurgel pediu o desmembramento do inquérito que apura o envolvimento de congressistas com Carlinhos Cachoeira e a quadrilha dele.

Relator do caso no Supremo, o ministro Ricardo Lewandowski discordou de Gurgel. Decidiu que os parlamentares pilhados nos grampos da Polícia Federal serão processados num único processo.

São três os acusados, todos de Goiás: além do senador Demóstenes Torres (DEM), os deputados federais Carlos Leréia (PSDB) e Sandes Júnior (PP). Como detentores de mandatos federais, só podem ser julgados no STF.

Gurgel considerava que as provas contra Demóstenes, mais robustas, poderiam resultar num processo mais célere. Lewandowski considerou que não faz sentido separar em mais de um processo indícios recolhidos numa mesma investigação.

Antonio Carlos de Almeida Castro, o advogado de Demóstenes, já informou que pretende arguir a ilegalidade das provas. Alega que seu cliente foi escutado pela PF sem autorização do STF. Se vingar, a tese pode beneficiar, por tabela, os deputados.

Fonte: Blog do Josias - UOL

A QUEM INTERESSA LINCHAR O SENADOR DEMÓSTENES TORRES

Senador Demóstenes Torres
 
Hoje, vítima do escarcéu que explode na grande mídia, uma babel de hipócritas em Goiás se apressa em vomitar críticas a Carlinhos Cachoeira. Ele se transformou em um leproso que ninguém deseja tocar para não ser contaminado. De propósito, em uma atitude covarde até os ossos, se esquecem que há poucos dias o homem era digno de frequentar as colunas sociais e saltitava faceiro como celebridade a ser cortejada. Sua charmosa residência era frequentada por socialites, jornalistas, empresários e políticos de todos os matizes.

Das palmeiras que crescem eretas aos paus tortos do cerrado, todos sabiam que ele controlava empresas que agiam nos limites da lei e era o capo di tutti i capi dos caça níqueis. Mesmo assim (e para alguns principalmente por isso) nunca deixou de receber dignos afagos. Suas festas, as quais nunca fui convidado (segundo consta porque faço parte da lista dos “perigosos”) eram prestigiadíssimas. Muitos dos que hoje jogam pedras faziam questão de serem convidados. Leia mais

Fonte: Palanque Capital
Blog do Edson Sombra

Medo de perder o foro privilegiado do Supremo retarda decisão de Demóstenes sobre renúncia

Em privado, o senador Demóstenes Torres DEM/GO (foto) discutia na noite passada a hipótese de renunciar ao mandato de senador. 

Trocou ideias sobre o tema com amigos e com Antonio Carlos de Almeida Castro, o advogado que o defende no processo que apura suas relações com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Com a corda no pescoço, Demóstenes retarda sua decisão por receio de perder a prerrogativa de foro. Renunciando à cadeira no Senado, o inquérito em que arde sua reputação não seria mais julgado pelo STF.

Demóstenes é promotor de Justiça licenciado do Estado de Goiás. Teria de reassumir suas funções. Em tese, como o escândalo envolve crimes federais, o foro passaria a ser o Tribunal Regional Federal –no caso, o TRF da primeira região, sediado em Brasília.

Porém, o STF já decidiu em episódios anteriores que os promotores devem ser julgados pelos tribunais estaduais mesmo quando chamados a responder por delitos federais. Prevalecendo esse entendimento, Demóstenes iria à grelha do Tribunal de Justiça de Goiás.

A eventual renúncia sujeitaria Demóstenes a riscos adicionais. Não são negligenciáveis as chances de que venha a responder a processo disciplinar no Ministério Público goiano. No limite, pode ser expulso da carreira de promotor.

Nesse caso, perderia também o foro do Tribunal de Justiça. Ficaria ao alcance de um juiz de primeiro grau, o mesmo que mandou para a cadeia o “amigo” Cachoeira e o bando dele. Em meio a tantas variáveis, Demóstenes hesita.

Sabe que se tornou uma cassação esperando para acontecer. Não desconhece que terá de se desfiliar do DEM caso não queira ser expulso da legenda. Mas tenta administrar a derrocada política de olho nas consequências jurídicas. Consolidado o terremoto, Demóstenes busca o mal menor.

Na melhor das hipóteses, o caso seria mantido no STF por envolver outros congressistas. Algo parecido com o que ocorre no processo do mensalão. Gente como José Dirceu permanece no banco de réus do Supremo mesmo sem dispor mais de mandato parlamentar. Na pior das hipóteses, Demóstenes seria submetido aos humores do primeiro grau.

Fonte: Blog do Josias - UOL

DEMÓSTENES TORRES NÃO RENUNCIARÁ, DIZ ADVOGADO

Demóstenes Torres não renunciará, diz advogado  
No domingo, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophyr Cavalcante, defendeu a saída imediata do senador. Mas segundo Antonio Carlos de Almeida Castro, seu cliente não pensa em acatar o pedido porque considera as escutas telefônicas feitas pela PF ilegais e acredita que o inquérito não deve prosseguir

247 - O advogado do senador Demóstenes Torres (DEM), Antonio Carlos de Almeida Castro, afirmou ontem à noite que ele não renunciará.

Para o advogado, as escutas telefônicas da Polícia Federal que mostram diálogos que indicam o envolvimento do senador com Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro pela PF sob a acusação de comandar um esquema de jogo ilegal em Goiás, são ilegais. “Há que se investigar o ministério público que durante três anos o gravou ilegalmente e há que se investigar por que o juiz determinou que ele fosse gravado durante três anos”, afirmou.

Castro disse que “jamais” aconselharia a renúncia ao senador. “O caso, juridicamente, é simples. Esse inquérito não tem como prosseguir”, declarou.

Neste domingo 1, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophyr Cavalcante, pediu “a renúncia imediata” do senador. Ao mesmo tempo, o líder do DEM na Câmara dos Deputados, ACM Neto (DEM-BA), afirmou que o prazo concedido pelo partido para as explicações do senador termina na noite da segunda-feira 2 (Leia aqui).“Todos nós brasileiros ficamos com um sentimento de indignação, de frustração.

O senador Demóstenes era uma voz de combate à corrupção. Quando essa voz está envolvida com jogo, e o mandato dessa voz está sendo utilizado para beneficiar através de negociatas A ou B, a sociedade precisa reagir”, declarou. (Com informações do G1)

Fonte: Brasília 247 - 02 de Abril de 2012 às 06:59

SIMON SOBRE DEMÓSTENES: "SE NÃO RENUNCIAR SERÁ CASSADO"

Simon sobre Demóstenes: “Se não renunciar será cassado”  
Em entrevista ao portal iG, senador gaúcho se diz “absolutamente chocado” com as gravações que revelam o envolvimento de Demóstenes Torres (DEM-GO) com o bicheiro Carlinhos Cachoeira; “eu confiava nesse rapaz”
 
247 – Na opinião do senador Pedro Simon (PMDB-RS), a atitude mais inteligente que poderia ser tomada por Demóstenes Torres (DEM-GO) seria a renúncia de seu mandato no Senado. Para o parlamentar gaúcho – que já chegou a defender Demóstenes quando surgiram as primeiras acusações que o envolviam com o contraventor Carlinhos Cachoeira – sua permanência irá submeter o Parlamento a um enorme constrangimento. Simon concedeu entrevista à coluna Poder Online, do portal iG, publicada neste domingo.

Por ter mentido aos pares quando fez sua primeira defesa na Casa sobre as acusações – em 6 de março, quando afirmou não ter negócios com Cachoeira –, Demóstenes está agora sujeito à cassação de seu mandato por quebra de decoro. Simon acredita, portanto, que o melhor que o senador do DEM tem a fazer é poupar o Senado desse desgaste e poupar a si mesmo desse vexame. “Porque se não renunciar será cassado”.

Simon diz ter ficado “absolutamente chocado” quando ouviu as gravações da Polícia Federal que revelaram conversas entre o senador goiano e o bicheiro. “Eu confiava nesse rapaz”, disse. O peemedebista diz ser evidente que a Casa já possui elementos para cassar o mandato de Demóstenes. “Mentiu para todos nós da tribuna do Senado”. Se não renunciar “já na segunda-feira”, Simon diz que Demóstenes passará ainda por outro vexame: o de ser expulso de seu partido (que chama de PFL). No fim da semana, o DEM deu até terça-feira como prazo final para Demóstenes se explicar.

Pedro Simon garante, na entrevista, que antes do episódio seria capaz de colocar Demóstenes numa lista de três ou quatro parlamentares honestos do Congresso. “Ele parecia o sujeito mais duro do mundo”. O senador do PMDB elogiou o fato de o Democrata sempre estar nas CPI´s e o dedo em riste que já colocou contra Jader Barbalho e Renan Calheiros, mas afirma que “o rapaz tinha duas caras” e que acha que “é um caso patológico”.

Leia aqui a íntegra da entrevista publicada no Poder Online, do iG.

Fonte: Brasília 247 - 01 de Abril de 2012 às 13:07