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sábado, 12 de outubro de 2013

Uma conversa com José Antônio Reguffe

REGUFFENestes tempos de grande intolerância política no Brasil,  é especialmente admirável um exemplo de boa convivência democrática dado pelo deputado federal José Antônio Reguffe (PDT/DF): “Não se pode respeitar as pessoas só quando elas concordam conosco”, diz ele, muito gentilmente, ao entrar em contato comigo para comentar o artigo que publiquei ontem aqui no blog sobre a sua atuação na vida pública. “Não existe democracia no mundo sem um Legislativo forte e atuante; mas o Parlamento não tem que ser gordo e inchado”, argumenta, ao explicar o que o motiva a cortar gastos do seu gabinete. “Os governos precisam construir pontes, mas o preço da obra deve ser justo”, compara. 

Reguffe fala sobre as emendas que apresenta ao Orçamento da União: “Enquanto muitos destinam recursos a shows e festas, as minhas emendas são para compra de remédios para os hospitais públicos e a construção de escolas de tempo integral. É uma contribuição direta para melhorar os serviços públicos de que a população precisa.” 

Ele conta ter aprovado seis projetos de sua autoria como deputado distrital,  inclusive o que prevê a instalação de bicicletários nos órgãos públicos. “Já na Câmara dos Deputados, eu e 95% dos parlamentares não conseguimos aprovar nossos projetos, pois a Casa só vota medidas provisórias”, lamenta. 

Reguffe explica que vota a favor das MPs que representam os interesses dos seus eleitores, e não a vontade do governo ou do seu partido. “Por exemplo: votei a favor da MP que reduz as tarifas de energia e contra a medida que flexibilizava as licitações relativas à Copa do Mundo.”  O deputado também informa ter aprovado um parecer, na Comissão de Defesa do Consumidor, que obriga os planos de saúde a arcarem com os custos da quimioterapia oral. 

“Eu entrei na política da forma mais digna possível. Sempre respeito a minha consciência e quem votou em mim”, conclui Reguffe. 

Quase todos os políticos reconhecem, em tese, que é saudável o fato de eles poderem ser contestados por cidadãos ou jornalistas. Poucos, porém, são capazes de buscar o diálogo e de reagir às críticas de forma civilizada e gentil – este é o caso de Reguffe.  E nesse quesito ele já fica bem acima da média dos nossos representantes. 

Fonte: Uma conversa com Reguffe - Postado por Sandro Gianelli.

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