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Um blog comprometido com o resgate da cidadania."O aspecto mais importante do caráter de Cristo, foi sua confiança na grandeza da alma humana". É necessário enxergar a verdade sobre o mundo e sobre nós mesmos, ainda que ela nos incomode e nos seja desagradável.

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Em coletiva Fernando Francischini apresenta provas de grampos clandestinos

 
Em coletiva de imprensa, hoje (30), em Curitiba, o deputado Fernando Francischini apresentou provas , que inclusive já circulam na blogosfera, e fez novas revelações sobre os grampos clandestinos praticados a mando de  Carlos Cachoeira e do Governador do DF, Agnelo Queiroz. Leia mais

Fonte: Blog do Edson Sombra - 30/04/2012

DIANTE DOS FATOS, NÃO HÁ ARGUMENTOS

TV Globo - DFTV 1ª Edição
 
Nota do deputado Chico Vigilante
 
Com muito pesar, verdadeira tristeza, venho a público me manifestar sobre a denúncia que foi aoar no DFTV 1ª edição desta segunda-feira (30 de abril). Poderia dizer que não me causa surpresa, mas estou sim estupefato, apesar de ter dito e repetido diversas vezes que o crime organizado estava por trás da aprovação do projeto de lei complementar no 01/2011, de minha autoria, na Câmara Legislativa. Leia mais

Fonte: TV Globo DFTV 1ª Edição / Chico Vigilante - 30/04/2012
Blog do Edson Sombra

GRAVAÇÃO MOSTRA LIGAÇÃO DE GRUPO DE CARLINHOS CACHOEIRA COM DEPUTADOS DISTRITAIS DO DF

Do G1 DF/DFTV

Gravações feitas pela Polícia Federal na operação Monte Carlo mostram que os negócios do grupo do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, podem ter orientado o voto de deputados distritais na Câmara Legislativa.


No dia 15 de junho do ano passado, o deputado Raad Massouh - PPL (foto) apresentou uma emenda ao projeto de lei que prevê a instalação de postos de combustíveis em supermercados e shoppings.



Pela emenda, só seria permitida a abertura de postos por empresas que conseguissem a licença depois da aprovação da lei – ficariam de fora as grandes redes que já têm postos instalados, mas que ainda não estão em funcionamento.

As investigações da PF mostram que o grupo ligado a Cachoeira teria interesse em aprovar a emenda. Em gravação feita com autorização judicial na tarde em que a emenda seria votada, José Olímpio Queiroga – apontado como um dos chefes do grupo de Cachoeira – é cobrado por um homem identificado como Ricardo Porto, que pergunta porque o deputado Agaciel Maia - PTC (foto) não votaria a favor da emenda como teria sido combinado previamente.


Ricardo: “Rapaz, ele assinou do lado contrário à gente. Cara, cê acredita? Tô te falando cara”
 
José Olímpio: “Ah, mas cê tá brincando!”

Ricardo: “Tô te falando! Contra a gente! O Agaciel vai se queimar à toa, cara”

As gravações da PF mostram que, em seguida, Olímpio telefonou para o deputado distrital.

José Olímpio: “Alô, deputado, como é que tá você?”

Agaciel Maia: “Tô bem, graças a Deus. E você?”

José Olímpio: “O meu amigo Marcola, Ricardo Porto ligaram agora! Rapaz, cadê aquele seu amigo lá? Você não tá contra o Raad”

Agaciel Maia: “E não votei favorável, rapaz? (...) Eu ainda tirei um voto que era deles: o (deputado) Cristiano Araújo (PTB). (...) Agora, eu fiz aquele discurso, esculhambei com todo mundo e tal, mas votei a favor!”

O deputado Raad Massouh informou que não conhece Carlos Cachoeira e nem José Olímpio e que nunca fez qualquer acordo com os dois para a elaboração da emenda.

Por telefone, o deputado Agaciel Maia disse que nunca sofreu interferência ou fez qualquer compromisso para votar na Câmara Legislativa em favor do grupo de Cachoeira. Maia afirmou ainda que a emenda era a favor da quebra de monopólio.


O deputado Cristiano Araújo - PTB (foto), citado no telefonema, não foi encontrado pela reportagem da TV Globo para comentar o assunto. José Olímpio Queiroga Neto foi preso durante a operação Monte Carlo e está detido no complexo penitenciário da Papuda.

Nota do deputado distrital Chico Vigilante

Com muito pesar, verdadeira tristeza, venho a público me manifestar sobre a denúncia que foi ao ar no DFTV 1ª edição desta segunda-feira (30 de abril). Poderia dizer que não me causa surpresa, mas estou sim estupefato, apesar de ter dito e repetido diversas vezes que o crime organizado estava por trás da aprovação do projeto de lei complementar no 01/2011, de minha autoria, na Câmara Legislativa.

a denúncia confirma aquilo que eu bradei aos sete ventos por ocasião da tentativa de aprovação da emenda 8. A minha suspeita era exatamente esta e ela se confirma agora: esta é a força dos agentes do cartel.

Quantas vezes, nesta que é uma luta que travo sozinho desde à época da CPI dos Combustíveis, tenho falado da existência de um grupo ligado ao crime organizado combatendo duramente a aprovação do PLC 01/2011, que prevê a instalação de postos de combustíveis nas imediações dos supermercados aqui no DF.

O objetivo do PLC é um só: aumentar a concorrência no setor de combustíveis aqui no DF, quebrar o cartel e reduzir os preços a exemplo do que aconteceu em outras cidades do País e no exterior, como apontam estudos do Ministério da Justiça.

Chico Vigilante (PT)

Líder do Bloco PT/PRB na Câmara Legislativa 

Fonte: Estação da Notícia -  Da redação em 30/04/2012 15:28:48

ÍNTIMO E PESSOAL 'PATRÍCIO'


No primeiro tempo da criação da CPI da Arapongagem, o governo começou o jogo perdendo feio.

A oposição reuniu, com folga, assinaturas para a investigação.

No segundo tempo, governistas reagiram reunindo uma tropa de choque capaz de enterrar a CPI antes que aconteça.

No desespero da virada, Patrício - PT (foto)  – que oficialmente é da base, mas só marca gol para a oposição – chamou alguns distritais para uma conversa.

Disse que tem provas materiais de que deputados foram espionados, até em situações íntimas e pessoais.

Fonte: Ana Maria Campos / Eixo Capital / Correio Braziliense

AGNELO QUEIROZ PODE SER O COVEIRO DO PT EM 2014

Governador Agnelo Queiroz: a esperança pode dar lugar à desilusão a partir de administração desastrosa
Desde a queda do Muro de Berlim, símbolo de um mundo dividido entre capitalistas e socialistas, as ideologias dos extremos sucumbiram diante da força motivadora da sobrevivência.

No Brasil, não foi diferente quando o presidente Inácio Lula da Silva chegou ao Palácio do Planalto. De lá para cá, o PT nunca mais foi o mesmo, tornou-se pior — ou melhor, dependendo do ponto de vista — do que os partidos existentes desde a redemocratização do Brasil.

Os mesmos vícios, defeitos e mazelas passaram a fazer parte da vida política da República, só que com mais vigor e volúpia pelo poder. “O PT evoluiu e melhorou o País, redistribuindo renda e dando condições para que milhares de pessoas tivessem acesso aos bens gerados por todos” é uma frase que tem sido repetida aos quatro cantos do Brasil.

Em parte é verdade, mas o custo com a máquina pública aumentou assustadoramente. Em contrapartida, o PT não fez o dever de casa.

Continua perdulário, desorganizado e assumiu escancaradamente a ideologia da perpetuação do poder.

Até seus aguerridos sindicalistas hoje não passam de pelegos encastelados nas sinecuras do emprego público. Leia mais

Fonte: Jornal Opção - 30/04/2012
Blog do Edson Sombra

AGNELO QUEIROZ PERDE APOIO E PSB E PPS AMEAÇAM DEIXAR BASE


Partidos aliados não resistem à pressão sobre governador e devem seguir debandada iniciada pelo PDT; relação com PMDB, do vice Filippelli, também é frágil

Abandonado à própria sorte pelo Palácio do Planalto, sob ameaça de ser convocado pela CPI do Cachoeira, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz - PT (foto), enfrenta debandada de aliados.

Nos próximos dias, dois partidos importantes da base - PSB e PPS - devem anunciar seu desembarque do governo, seguindo o caminho do PDT.

 
Crítico dos rumos do governo e ressentido com o espaço que ocupa, o PSB chegou a marcar sua saída na semana passada, mas cedeu a um apelo de Agnelo.


Adiou a decisão por dez dias, período em que consultará diretórios.


A tendência é que a legenda devolva duas secretarias e 52 cargos de confianças. "Discutir a saída é sinal de que há uma insatisfação grande", resumiu o senador Rodrigo Rollemberg, maior liderança local do partido. Leia mais

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo - 30/04/2012
Blog do Edson Sombra

FORTE ASSÉDIO AO DISTRITO FEDERAL


Volumes inéditos do inquérito que investiga as conexões do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com integrantes do Governo do Distrito Federal, além de deputados federais e senadores, vazaram poucas horas após o Supremo Tribunal Federal (STF) repassar a documentação sigilosa para Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional.

As interceptações telefônicas gravadas pelas Polícia Federal apontam, entre outros indícios, o assédio de integrantes da organização criminosa ao governo do Distrito Federal, principalmente ao governador Agnelo Queiroz (foto) antes, sequer, de o petista tomar posse. Leia mais

Fonte: Jornal de Brasília - 30/04/2012
Blog do Edson Sombra

AGNELO ENVIOU EMISSÁRIOS A CARLINHOS CACHOEIRA

Escutas feitas pela PF mostram que contraventor recebeu assessores de governador; petista queria que Demóstenes parasse de atacá-lo

 
Assessores do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), figuram como mensageiros do petista em diálogos com Carlinhos Cachoeira e seus aliados, apontam as investigações da Polícia Federal na Operação Monte Carlo.

Nas conversas, eles levam supostos recados de Agnelo e tratam de interesses da organização criminosa no governo.
 
Apontado no inquérito como o "01 de Brasília", o próprio governador teria enviado, via Cachoeira, um aviso ao senador Demóstenes Torres para que críticas a seu respeito cessassem.

A informação aparece no resumo de um dos telefonemas entre o contraventor e o ex-diretor da Delta Construções, Cláudio Abreu, em 6 de julho de 2011. Leia mais

Fonte: Estadão - 29/04/2012
Blog do Edson Sombra

CARTA PSDB/DF


Está marcado para o dia 07 de maio um julgamento de suma importância que pode definir o que é o PSDB do Distrito Federal. No dia 07 será votada a expulsão de Sandra Faraj dos quadros do nosso partido.

Na campanha de 2010, quando candidata a deputada distrital pelo PSDB, Sandra Faraj fez campanha declarada para o ora governador Agnelo Queiroz, tendo inclusive se recusado a distribuir panfletos do nosso candidato presidencial, José Serra.

A relação política entre Faraj e o PT pode ser comprovada com a nomeação da mesma para uma subsecretaria de Estado no atual governo, ao qual fazemos oposição.

Em fevereiro de 2011 a executiva do PSDB-DF aprovou a resolução 1/2011 que PROIBE membros do partido de ocuparem cargos de indicação no governo do PT/PMDB. Faraj desrespeitou e continua a desrespeitar tal decisão.

Foi então protocolada no final de 2011 representação no Conselho de Ética que em tempo recorde e com muita responsabilidade apresentou parecer que pede a expulsão de Faraj.

O relatório ficou pronto ainda em 2011, no entanto, nos aproximamos da metade de 2012 sem que essa grave situação seja resolvida. Situação essa que prejudica e macula a imagem do PSDB perante a opinião publica.

Como podemos nós fazer oposição a um governo que conta com membros do nosso partido?

É chegada a hora de decidir que rumo o PSDB/DF quer tomar. O que importa mais para nós? Ter uma candidata de 11 mil votos que nos trai e desobedece a determinações do partido, ou termos pessoas fieis ao ideário Socialdemocrata que trabalham pelo crescimento do partido?

Iremos nós oficializar a pratica do aluguel de nossa legenda, permitindo que forasteiros passem por cima da honra e do orgulho das pessoas que trabalham diariamente pelo fortalecimento do PSDB? Ou vamos tomar uma posição para que essa vergonha que constrange qualquer filiado com o mínimo de fidelidade partidária tenha fim com a expulsão da Sra. Sandra Faraj?

Convido a todos para que nos façamos presentes na reunião do dia 07/05/2012 às 18:30h na sede do nosso partido, a fim de se fazer ouvir a verdadeira voz do PSDB, a voz daqueles que tem compromisso com a honestidade, com a ética e com a fidelidade partidária.

Fonte: Blog do Matheus Leone 
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

VAI PEGAR FOGO 'LILIANE RORIZ'

 
O assunto dominou as conversas dos distritais na semana passada.

Um deputado teria sido gravado ao propor negociação para ajudar a deputada Liliane Roriz PSD (foto) na representação por quebra de decoro que tramita contra ela na Câmara Legislativa.

A pretexto de uma "consultoria jurídica", o político teria tratado com aliados do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) a possibilidade de vender seus serviços.

O preço: R$ 300 mil. Leia mais

Fonte: Coluna Eixo Capital / Correio Braziliense - 29/04/2012
Blog do Edson Sombra

Francischini pede audiência com militares para esclarecer escutas ilegais no GDF

O deputado Fernando Francischini (PR) apresentou requerimento à Comissão de Segurança Pública da Câmara pedindo a realização de audiência pública para esclarecer denúncias de escutas ilegais contra autoridades no Distrito Federal.

O documento, que deve ser votado nesta quarta-feira (2), solicita a presença de quatro militares para explicar gravações e o vazamento de informações confidenciais do governo do DF.  Leia mais

Fonte: PSDB na Câmara - 30/04/2012
Blog do Edson Sombra

DEPUTADO FERNANDO FRANCISCHINI DIZ TER RECEBIDO AMEAÇA DE MORTE PELO TWITTER



O deputado federal Fernando Francischini (PSDB/PR) afirmou ter recebido uma ameaça de morte pelo Twitter na tarde deste domingo (29).

Segundo Francischini, um perfil falso, que ele diz ser manobrado pelo governo do Distrito Federal, fez uma postagem citando o deputado e um link para um vídeo da Marcha Fúnebre.

Francischini protestou por meio do Twitter e do Facebook. “Trata-se de uma ameaça de morte contra um membro titular da CPMI do Cachoeira que investiga alguns bandidos travestidos de políticos.

Não me intimido, quem lidou com traficantes da pior espécie, não levará em conta um ‘borra botas’ do colarinho branco”, desabafou em sua conta no Facebook. O deputado afirmou que vai encaminhar uma denúncia a Polícia Federal (PF).

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que vai apurar o envolvimento de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados, tem outros paranaenses, além de Francischini, em sua composição.

O deputado Rubens Bueno (PPS/PR) é um dos titulares da comissão e o Doutor Rosinha (PT/PR) é um dos suplentes de seu partido.

Fonte: Gazeta do Povo
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

EM COLETIVA, HOJE, DEPUTADO FERNANDO FRANCISCHINI EXIBIRÁ PROVAS CONTRA AGNELO QUEIROZ


O deputado federal Fernando Francischini (foto), do PSDB, dá entrevista coletiva daqui a pouco, às 15h00, para exibir os documentos que comprovam que foi grampeado a mando do governador Agnelo Queiroz, do PT do Distrito Federal.

Na Cândido de Abreu, 660, 3 andar.

Dirá o nome do araponga que o grampeou e pretende provar que quem pagou o serviço foi Carlinhos Cachoeira.

Fonte: Blog do Fábio Campana 
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

"VÍTIMAS" DE ARAPONGAS ERAM OS ESPIÕES DO DF

“Vítimas” de arapongas eram os espiões do DF  
Inquérito revela íntimo relacionamento entre o deputado Fernando Francischini (PSDB/PR) e o sargento Dadá; parlamentar tucano, que pediu a prisão de Agnelo Queiroz, em razão do escândalo da arapongagem, pretendia até trazer seu título de eleitor para o DF, onde concorreria ao Buriti

247 – Não faltará assunto para a CPI da Arapongagem, instalada no Distrito Federal, para investigar um suposto Watergate que teria sido montado no Palácio do Buriti, por aliados do governador Agnelo Queiroz, para investigar políticos, empresários e jornalistas.

Na noite deste domingo, reportagem do 247 revelou que um dos supostos alvos da arapongagem, o vice-governador do Distrito Federal, o peemedebista Tadeu Filipelli, tramava contra o governador. E, segundo o inquérito, remunerava jornalistas, como Mino Pedrosa e Edson Sombra, para provocar o impeachment de Agnelo Queiroz. A mesada de Mino, segundo uma conversa gravada do sargento Idalberto Matias, o Dadá, seria de R$ 100 mil.

Agora, surgem fatos novos, ainda mais estarrecedores, que envolvem outra autointitulada vítima da arapongagem: o deputado Fernando Francischini (PSDB/PR). Em 16 de abril deste ano, quando Veja publicou a reportagem “Espiões vermelhos”, sobre o suposto núcleo de arapongagem no DF, Francischini anunciou que pediria a prisão do governador Agnelo Queiroz.

O que o inquérito revela, no entanto, é bem mais grave. Francischini, que é membro da CPI do Cachoeira, mantinha íntimo relacionamento com os espiões da quadrilha de Carlos Cachoeira – a mesma que, associada à construtora Delta, pretendia se infiltrar no Distrito Federal.

No anexo 7 do inquérito (leia mais aqui), há várias menções ao nome de Francischini – e todas elas, anteriores à publicação da reportagem de Veja sobre os “espiões vermelhos”.

No dia 31 de janeiro, Dadá faz referência a uma mensagem enviada por Francischini. Dadá se refere ainda a um contrato na Polícia Civil do Distrito Federal e a um encontro com o parlamentar tucano.

No dia 4 de fevereiro, Dadá telefona para o bicheiro Carlos Cachoeira e revela que vem sendo ajudado por Francischini. Diz até que o parlamentar tucano estaria trazendo seu título de eleitor do Paraná para o Distrito Federal, onde tentaria ser candidato a governador.

- Quem me falou foi um cara que tá ajudando a gente... é, montando um escritório aí, com aquele delegado Francischini, bancando pra fuder o governador... e o Francischini tá trazendo – é deputado federal que é delegado – tá trazendo o título dele para ser candidato a governador.

No dia 16 de abril, Veja publicou a reportagem sobre os espiões vermelhos. No dia 17, Agnelo representou à procuradoria-geral da República, solicitando a prisão de Agnelo Queiroz alegando que o governador teria promovido uma devassa em sua vida. Só não contou que, três meses antes, reunia-se com o araponga Dadá, que espionava o Buriti.

Leia, abaixo, a reportagem “Espiões Vermelhos”, publicada por Veja em 16 de abril deste ano.

VEJA: Espiões vermelhos

16/04/2012

O Ministério Público descobre que o governo petista de Brasília criou uma repartição para investigar aliados, adversários políticos, promotores e jornalistas

Rodrigo Rangel

Desde que assumiu o cargo, no ano passado, o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, vive enredado em denúncias. Já vieram à tona irregularidades dos tempos em que era ministro do Esporte do governo Lula, acusações de cobrança de propina quando era diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, agora, conluio entre seu gabinete e os negócios do contraventor Carlinhos Cachoeira. Agnelo é investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em todos os casos, ele jura inocência e repete que tudo não passa de perseguição política, porque estaria tentando livrar a capital do país de uma rede de corrupção montada por antecessores. O esforço do governador para se afastar dos problemas, no entanto, parece ter extrapolado muito qualquer tática defensiva. Agnelo resolveu investigar clandestinamente seus acusadores, um velho hábito do PT para tentar se safar de denúncias de corrupção a partir da destruição do acusador. Estão no rol do governador políticos, promotores e jornalistas.

A ação ilegal de arapongas a serviço do governador está sob investigação do Ministério Público do Distrito Federal. Policiais militares formalmente lotados no palácio do governo, a poucos metros de seu gabinete, violaram sistemas oficiais de informações, inclusive da Receita Federal, para levantar dados sobre alvos escolhidos pelo gabinete do governador.

A bisbilhotagem, até onde os investigadores já descobriram, começou no fim do ano passado e teve como vítima o deputado Federal Fernando Francischini, do PSDB do Paraná. Delegado da Polícia Federal, Francischini tornou-se inimigo de Agnelo depois de defender publicamente a prisão do governador com base em documentos que comprovariam uma evolução patrimonial incompatível com os vencimentos do petista.

A partir daí, começaram a circular em Brasília dossiês com detalhes da vida privada do deputado, que registrou queixa na policia. O Ministério Público, então, passou a investigar a origem das informações que constavam nos dossiês. Para identificar os responsáveis, foram feitos pedidos de informações a órgãos que gerenciam os bancos de dados oficiais.

As primeiras respostas vieram do Ministério da Justiça, que mantém sob sua guarda o Infoseg, sistema que reúne informações sobre todos os brasileiros - desde números de documentos pessoais até endereços e pendengas com a Justiça. Abastecido pelas Polícias do país e protegido por sigilo, o sistema só pode ser aberto por funcionários autorizados em investigações formais.

Cada acesso deixa registrada a senha de quem fez a consulta. Seguindo esse rastro, os investigadores descobriram o nome de dois policiais militares de Brasília que haviam consultado informações sobre o deputado Francischini no fim do ano passado, justamente no período em que o parlamentar fez as denúncias contra o governador. 

Responsáveis pela arapongagem, o subtenente Leonel Saraiva e o sargento Itaelson Rodrigues estavam lotados na Casa Militar do Palácio do Buriti, a sede do governo do Distrito Federal. Detalhe: as consultas haviam sido feitas a partir de computadores do governo localizados dentro do palácio.

Identificados os dois militares, o passo seguinte foi conferir no sistema as outras fichas consultadas por eles. Descobriu-se que os policiais haviam violado informações sobre mais de vinte indivíduos, todos desafetos do governador.

Uma das vítimas foi o promotor de Justiça Wilton Queiroz de Lima, coordenador do Núcleo de Inteligência do Ministério Público de Brasília e responsável por algumas das principais investigações que envolvem a gestão de Agnelo.

A lista inclui jornalistas cujas reportagens descontentaram o governador. Para surpresa dos investigadores, os arapongas violaram dados até de aliados, como os do vice de Agnelo, o peemedebista Tadeu Filippelli.

A mesma sorte teve o chefe de Polícia da capital, Jorge Xavier, que foi seguido e filmado pelos arapongas. No caso do deputado Francischini, a investigação indica que as violações se estenderam aos sistemas da Receita Federal. 

Dados cadastrais do parlamentar guardados nos arquivos do Fisco foram consultados, no mesmo período, a partir de uma senha de uso exclusivo do governo do Distrito Federal.

Na quinta-feira, VEJA localizou um dos arapongas em pleno expediente no palácio. Ao ser indagado sobre a função que exerce no governo, o subtenente Saraiva silenciou. Sobre os dados pesquisados ilegalmente, saiu pela tangente: "Eu nem tenho acesso a isso". Já o sargento Itaelson não foi localizado. Coube a outro policial militar, lotado numa das entradas do palácio e conhecido dos arapongas, a confidência sobre a real atividade da área em que trabalham: "É o setor de inteligência".

Os dois militares foram nomeados no fim do ano passado, em atos assinados pelo próprio Agnelo para cargos comissionados na Subsecretaria de Operações da Casa Militar do governo.

Eles obedecem ao comando do coronel Rogério Leão, especialista em inteligência, que trocou a área de segurança da Presidência da República pelo governo do Distrito Federal assim que Agnelo tomou posse.

O coronel Leão é apontado pelos investigadores como um dos chefes do grupo de espionagem, ao lado de Cláudio Monteiro, agente aposentado da Polícia Civil que era chefe de gabinete de Agnelo até terça-feira.

Monteiro foi afastado após virem a público suspeitas de que ele mantinha relações heterodoxas com o grupo de Carlinhos Cachoeira.

A VEJA, o coronel Leão admitiu que foram feitas pesquisas sobre Francischini e as atribui uma norma que ele próprio baixou: "A ordem aqui é para levantar informações sobre todas as pessoas, independentemente de quem sejam, que atentam contra a integridade do governador". 

O coronel diz que, no caso do deputado, os dados foram levantados porque ele teria convocado uma manifestação contra Agnelo num shopping de Brasília. "A gente pesquisa pessoas e não sabe se é deputado ou não. Afinal, são mais de 500 deputados federais em Brasília. Nesse caso, não havia informação de que ele é deputado", afirmou.

Ele negou ter conhecimento de relatórios sobre promotores e, a respeito de jornalistas, disse saber apenas de algumas "pesquisas" acerca de Edson Sombra, um dos pivôs da queda de José Roberto Arruda e titular de um blog com críticas ferrenhas a Agnelo.

O vice-governador Filippelli disse que nunca soube da existência do grupo de inteligência e que pedirá "esclarecimentos oficiais" sobre o assunto. Já o governador Agnelo declarou que nunca foi informado sobre pesquisas envolvendo políticos, promotores e jornalistas.

O governador afirmou ainda que, se houve violação das normas dos serviços de inteligência, ele tomará as providências cabíveis.

Fonte: Brasília 247 - 30 de Abril de 2012 às 09:40

FILIPPELLI PEDE AO STJ PARA INVESTIGAR GRAMPO NO DF

Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo

Receoso de que tenha sido bisbilhotado dentro do próprio governo do Distrito Federal, o vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) decidiu nesta sexta-feira, 27, pedir formalmente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) explicações sobre a suposta rede de espionagem ilegal que teria sido montada na Casa Militar.

A suspeita azedou a relação do governador Agnelo Queiroz (PT) com o vice, que comanda no DF o principal partido da base aliada.

Segundo denúncias da oposição, um núcleo de inteligência, supostamente montado pelo coronel Rogério Leão, chefe da Casa Militar do governador, teria quebrado sigilos pessoais de cerca de 80 pessoas e grampeado autoridades, jornalistas e políticos – de adversários a aliados de Agnelo.

Entre eles estariam o deputado federal Fernando Francischini (PSDB/PR), o jornalista Edson Sombra, que edita um blog crítico ao governo e o próprio Filippelli, maior beneficiário de um fracasso de Agnelo.

Filippelli já havia feito a mesma consulta ao Ministério Público local, que, numa investigação de rotina, teria descoberto a existência de uma rede de grampos no Palácio do Buriti. Mas, diante de resposta ambígua, recebida nesta sexta, ele resolveu recorrer às instâncias federais.

“Prefiro não acreditar que algo tão absurdo tenha acontecido”, disse o vice por meio de nota. Ele alega que desconhece a existência do núcleo de inteligência, mas por uma questão institucional e para preservar o governo, decidiu dirimir a dúvida.

Na resposta que deu à consulta, o MP do DF alega que não há “nenhuma investigação em curso que envolva as notícias” relacionadas à rede de espionagem. Mas ressalva que, por ser governador, Agnelo goza de foro especial no STJ e na PGR. Uma vez que os fatos divulgados na imprensa implicam o governador, anota a instituição, “a atribuição para instaurar procedimento administrativo investigatório é do próprio Ministério Público Federal”.

CPI - A suspeita da rede de espionagem, objeto de uma CPI instalada na Câmara Distrital, começou depois que Francischini, que é delegado federal, descobriu que seus dados foram acessados no Infoseg – rede protegida de dados de Segurança Pública dos cidadãos de todo o País, administrada pelo Ministério da Justiça – por dois militares ligados ao coronel Leão.

Pelo porta-voz, Ugo Braga, o governador negou as acusações e disse que sua relação com Filippelli é respeitosa e baseada na confiança mútua.

Principal suspeito de comandar a rede, o coronel Leão informou que os dois militares “fizeram consultas legais e devidamente identificadas” ao Infoseg sobre Francischini e Sombra porque eles “haviam convocado ato público e incitado a população a destruir casa comercial de familiares do governador, que são alvos de proteção legal”.

Francischini pediu a prisão do governador por causa do incidente. O governador já responde a inquérito criminal no STJ e virou alvo também das atenções da CPI do Cachoeira, que investiga ligações de autoridades do seu governo com a organização criminosa desmantelada pela Operação Monte Carlo. Desde o início do governo, a relação entre Agnelo e Felippelli é de discreta desconfiança.

Os dois sempre nutriram distância política, mas fizeram uma aliança eleitoral forçada em 2010 por causa da coalizão nacional.

Fonte: 

GRAMPO DA POLÍCIA FEDERAL SUGERE AÇÃO DO VICE CONTRA GOVERNADOR DO DF

Grampo da PF sugere ação do vice contra governador do DF 
Trecho do relatório da Operação Monte Carlo aponta que o vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, do PMDB, pagava jornalistas para tentar derrubar o governador Agnelo Queiroz, do PT, e chegar ao comando do Palácio do Buriti; Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlos Cachoeira, receberia R$ 100 mil mensais

247 – A crise política deflagrada pela Operação Monte Carlo pode ganhar novos contornos. Um dos trechos do inquérito divulgado com exclusividade por 247 aponta para uma suposta ligação entre o vice-governador Tadeu Filipelli, do PMDB, e o jornalista Mino Pedrosa, do site Quid Nove. O trecho aparece na página 202, do anexo 7 (leia mais aqui).

A informação consta do resumo de uma conversa entre o espião Idalberto Matias, o Dadá, e o policial Marcelão, que é também dono de uma agência de publicidade no Distrito Federal, a Plá.

Nela, ambos comentam que o jornalista Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlos Cachoeira, teria um contrato de R$ 100 mil mensais, que seriam pagos por Filipelli.

Há ainda uma anotação sobre um apartamento que teria sido dado por Cachoeira a Mino Pedrosa em Brasília. Além disso, Mino teria uma cunhada empregada no gabinete de Demóstenes Torres (sem partido/GO).

Nos últimos meses, o governador Agnelo Queiroz recebeu ataques em série. Denúncias, que antes eram publicadas em blogs de jornalistas do DF, como Edson Sombra e Mino Pedrosa, depois eram amplificadas em veículos de grande circulação nacional, como Veja e Época.

Até agora, no entanto, o inquérito tem revelado que o esquema Delta-Cachoeira não conseguiu se infiltrar no governo do Distrito Federal da mesma maneira como dominava o estado de Goiás (sobre isso, leia o post de Ricardo Noblat).

CPI da Arapongagem

Como as ligações entre a Delta e o governo do Distrito Federal são frágeis, a tentativa de impeachment incorporou uma nova estratégia. Agnelo passou a ser acusado de montar uma rede de arapongas para grampear políticos, jornalistas e empresários. Entre eles, o vice-governador Tadeu Filipelli e o jornalista Edson Sombra. Sobre isso, já há até uma CPI instalada no Distrito Federal.

Nesta sexta, Filipelli representou ao Ministério Público Federal, solicitando a apuração de uma possível investigação ilegal, realizada contra ele, alegando a necessidade de defender as instituições. Ocorre que os grampos da Operação Monte Carlo revelam que o Watergate brasiliense pode ter sido montado justamente por aqueles que seriam beneficiados pela queda do governador.

Abaixo, o trecho do relatório da PF que menciona a doação do apartamento de Mino Pedrosa e o pagamento de jornalistas:

RESUMO
KID 9 (KlD NOVE).
FALAM SOBRE SUCESSÃO DO DIRETOR DA PCDF. ENCONTRO DE SANDRO AVELA E ERIC SEBA (FILMAGEM)
APARTAMENTO QUE CARLINHOS DEU PRA MINO PEDROSA.

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TELEFONE NOME DO ALVO
6192800078 Idalberto Matias de Araujo - Monte Carlo
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
DADA X MARCELÃO PLX
DATNHORA INICIAL DATNHORA FINAL DURAÇÃO
07/02/201213:32:54 07/02/201213:34:32 00:01:38
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO A
RESUMO
MINO PEDROSA TEM UM CONTRATO COM O FILlPELI R$ 100.000 POR MES. ENTÃO O SOMBRA DEVE ESTAR
SENDO FINANDIADO PELO FILlPELI.
A CUNHADA DO MINO TRABALHO NO GABINETE DE DEMOSTENES (SENADOR)

Fonte: Brasília 247 - 30 de Abril de 2012 às 06:57

Vídeos mostram ligação de Cachoeira com policiais federais. Assista o vídeo


Vídeos inéditos feitos pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo mostram as ligações do grupo de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira (foto), com policiais acusados de corrupção e acompanham até mesmo um suposto pagamento de propina em uma igreja.

As imagens são as primeiras que surgem na operação Monte Carlo e foram reveladas ontem com exclusividade pela “TV Folha”.

Os vídeos se complementam com os áudios obtidos pela PF na operação que levou o Ministério Público Federal a denunciar 81 pessoas e revelou as relações de políticos, servidores públicos e policiais civis e federais com o empresário acusado de comandar jogos ilegais.


Detentor de prestígio na PF até a deflagração da operação, em 29 de fevereiro, o delegado federal Fernando Byron é apontado como um dos principais informantes de Cachoeira dentro do aparato policial de Goiás. Ele foi preso e afastado de suas funções na PF.


No dia 3 de maio de 2011, Byron prometeu a Cachoeira assumir o controle de uma ação a ser realizada pela PF de Anápolis em combate ao jogo ilegal.


O objetivo do delegado, segundo a PF, era proteger os negócio de Cachoeira. De acordo com o relatório, Byron direcionaria as batidas apenas para pontos pré-definidos pelo empresário.


No dia seguinte, Byron e Cachoeira voltam a se falar e marcam um encontro.


“E ai, guerreiro!”, diz o delegado. “Vamos agora? Eu tô indo pra lá”, responde Cachoeira. A PF filmou os passos de Byron.


Ele saiu do seu carro e entrou no de Cachoeira. Os dois deram uma volta e, 12 minutos depois, retornaram. A polícia registrou o delegado deixando o carro de Cachoeira e entrando no seu.

(…)
 
 
Por Fernando Mello e Leandro Colon, na Folha:

Fonte: Veja.com - Reinaldo Azevedo - 30/04/2012
Blog do Edson Sombra

Conselho de Ética vai retirar da peça de defesa de Demóstenes ‘indícios’ de violação do decoro

O Conselho de Ética do Senado vai retirar da defesa apresentada por Demóstenes Torres os “indícios” que vão fundamentar o pedido de abertura de processo contra o senador por quebra do decoro parlamentar.
 
Entregue há quatro dias, a peça tem 48 páginas. Um dos pontos que servirão de matéria prima para a acusação consta das páginas 29 e 30.

Os advogados de Demóstenes reconhecem que o senador recebeu de Carlinhos Cachoeira (foto) um rádio Nextel habilitado nos Estados Unidos.
 
Ao requerer ao STF a abertura de inquérito sobre o caso, o procurador-geral da República Roberto Gurgel fez referência aos Nextel.

Cachoeira adquirira 15 aparelhos em Miami. Imaginava que fossem imunes a grampos.

Distribuiu-os entre os membros mais destacados da quadrilha. Leia mais

Fonte: Blog do Josias de Souza - 29/04/2012
Blog do Edson Sombra

CARLINHOS CACHOEIRA GARGALHA AO OUVIR NOMES DE INTEGRANTES DA CPI


O empresário do jogo Carlinhos Cachoeira afirmou não apenas à mulher, Andressa Mendonça, mas também a advogados e a amigos que o visitam que "está louco" para falar.
 
Um de seus interlocutores diz ter entendido que Cachoeira quer, antes de mais nada, passar "recados" a seus críticos. 

Mas sem, a princípio, revelações bombásticas e comprometedoras. Leia mais

Fonte: Blog do Noblat / Mônica Bérgamo - 29/04/2012
Blog do Edson Sombra

ÉPOCA TAMBÉM FOI USADA EM DEFESA DA DELTA

Num grampo de 29 de julho, o araponga Jairo Martins antecipa ao tenente-coronel Paulo Abreu que Época havia fechado uma reportagem de três páginas com “porrada no Agnelo”; “Que deus abençoe”, responde Abreu, que era o candidato de Demóstenes à presidência da SLU, contratante de Cavendish

 247 – Neste domingo, no jornal O Globo, o jornalista Merval Pereira saiu em defesa dos métodos de Veja e do jornalista Policarpo Júnior nas suas relações com Carlos Cachoeira (leia mais aqui). 

Segundo Merval, o inquérito revela apenas uma pequena intimidade e o pedido pela publicação de notinha na coluna Radar, feito pelo contraventor.

No entanto, vários trechos do inquérito revelam que o bicheiro usou a imprensa com frequência em defesa de seus interesses econômicos e políticos. E Veja não foi a única publicação instrumentalizada pela quadrilha. Época também.

É o que revela um diálogo entre o araponga Jairo Martins, funcionário de Cachoeira, e o tenente-coronel Paulo Abreu, da Polícia Militar do Distrito Federal, que também recebia recursos da quadrilha. Abreu era remunerado pela Delta, empresa de Fernando Cavendish, que tentava ampliar seus tentáculos no Distrito Federal.

Na conversa, de 29 de julho deste ano, Abreu antecipa uma reportagem que sairia em Época com “porrada no Agnelo”. Paulo Abreu responde: “Que deus abençoe”.

Servidor do Distrito Federal, Abreu era o candidato de Demóstenes Torres (sem partido/GO) e da Delta à presidência da SLU, empresa de limpeza urbana do Distrito Federal, que contratava a própria Delta.

Ou seja: o método da empresa de Cavendish envolvia a publicação de denúncias na imprensa e, sem seguida, a tentativa de obter vantagens por meio do senador Demóstenes Torres.

Ouça, abaixo, trecho do diálogo entre Jairo e Abreu:

RESUMO

PAULO ABREU PEDE PARA JAIRO DEIXAR O PAGAMENTO DA DELTA EM SUA CASA. FALAM SOBRE REVISTA EPOCA REPORTAGEM SOBRE AGNELO.

DIÁLOGO

( ... )
JAIRO: Ué, como que você vai fazer? Fala ai, ué .

PAULO ABREU: ( ... ) vocês passa aqui em casa e deixar isso aqui cara.

JAIRO: Tá beleza, tá beleza, eu passo ai, é perto da ALAMEDA, né ?

PAULO ABREU: Fica depois da ALAMEDA, depois da ALAMEDA vira a direita ( ... )

JAIRO: ( ... ) a revista época fechou agora a edição dela, três página, porrada no AGNELO geral.

PAULO ABREU: Que Deus abençoe .

Leia, ainda, trecho de matéria recente da revista Época, em 13 de abril deste ano, em que a revista revela que a Delta era “a preferida do bicheiro” e que tentou emplacar Paulo Abreu na presidência da SLU:

Mesmo depois de vencida a disputa, a Delta enfrentou problemas em Brasília. Escutas telefônicas feitas pela PF mostram que a turma de Cachoeira atuou com força para defender os interesses da empresa, logo após a eleição do governador Agnelo Queiroz (PT). No dia 30 de dezembro de 2010, dois dias antes da posse de Agnelo, Cachoeira conversou com o então diretor da Delta no Centro-Oeste, Abreu, e com o sargento Idalberto Matias, o Dadá, um dos arapongas da organização. Os três articulavam uma conversa do senador Demóstenes (então no DEM) com Agnelo. Demóstenes foi escalado e participou do lobby para controlar o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), justamente o órgão para o qual a Delta trabalhava no Distrito Federal. No encontro, Demóstenes pediria a Agnelo a nomeação do tenente-coronel da Polícia Militar Paulo Abreu para a presidência da SLU. De acordo com as gravações, Paulo Abreu usaria o cargo para beneficiar a Delta. “O governador já está sabendo, entendeu e vai tomar as providências para atender”, diz Dadá para Cláudio Abreu. Apesar do lobby, Paulo Abreu não assumiu o cargo e é hoje investigado pela Polícia Federal. Por intermédio de sua assessoria, Agnelo diz que “jamais foi ventilada” a nomeação de Abreu e negou ter participado de qualquer “reunião privada com Demóstenes”.

Época só não revela que, em julho do ano passado, foi usada pela quadrilha de Cachoeira para fazer com que Agnelo nomeasse Paulo Abreu na SLU.

Fonte: Brasília 247 - 29 de Abril de 2012 às 15:34

sexta-feira, 27 de abril de 2012

PPS DECIDE MANTAR APOIO A BASE DE AGNELO QUEIROZ

PPS decide manter apoio a base de Agnelo 
Diretório informa que continuará na base do governo local; decisão vira pauta da executiva nacional do partido; líderes nacionais cogitam intervenção no diretório do DF; Alírio Neto pediu licença por um ano do partido para continuar a frente da secretária de Justiça e Cidadania do GDF
 
João Porto_Brasília 247 A direção regional do Partido Popular Socialista (PPS) informou através de nota que irá manter o apoio ao governo do Distrito Federal.

A decisão foi tomada na última quinta-feira (26) por meio de votação com o placar de 30 votos a favor, 5 contra e duas abstenções.

A decisão não agradou a direção nacional do PPS.

O presidente da legenda, Roberto Freire (foto), convocou uma reunião extraordinária da executiva no próximo dia 8 para conversar sobre a situação do Distrito Federal.

A hipótese de que o diretório regional sofra uma intervenção não é descartada.

Alírio Neto PPS-DF (foto) pediu licença do diretório regional por um ano para continuar o trabalho a frente da secretaria de Justiça e Cidadania do GDF.

A suplente de Neto na Câmara Legislativa, deputada Luiza de Paula, é integrante da CPI da Arapongagem e deverá seguir a orientação da base governista durante os desdobramentos da comissão.

No começo da semana, o PDT anunciou que deixaria a base do governo distrital.

Fonte: Brasília 247 - 27 de Abril de 2012 às 15:50

Era só o que faltava: Thomaz Bastos pede à Justiça para anular investigação de Carlinhos Cachoeira


O ex-ministro Marcio Thomaz Bastos (foto), defensor do empresário-bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, começa a mostrar sua estratégia, semelhante à que está usando no julgamento do Mensalão para tentar livrar um diretor do Banco Rural e beneficiar quase todos os demais réus.

No caso de Cachoeira, Thomaz Bastos argumenta usando o vínculo do contraventor com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM, atualmente sem partido) para tentar anular na Justiça a validade da investigação. No Supremo, ele diz o contrário: que os réus que não têm mandato devem ser julgados pela Justiça comum. É uma desfaçatez fora do comum, como se Thomaz Bastos morasse em Gotham City e fosse o “Duas Caras”, aquele inimigo do Batman. ...


Reportagem de Leandro Colon e Fernando Mello, publicada na Folha , mostra que na defesa apresentada em Goiás, os advogados do escritório do ex-ministro alegam que o caso, por envolver um parlamentar, deveria ter sido remetido ao Supremo Tribunal Federal e que, portanto, as provas obtidas por decisão judicial de primeira instância seriam ilegais.


O argumento da defesa de Cachoeira é semelhante ao de Demóstenes no próprio STF. E uma eventual anulação poderia inviabilizar a CPI no Congresso, que é amparada sobretudo na gravação de diálogos entre o grupo do empresário e políticos de diferentes partidos.


Se a Justiça atender a Thomaz Bastos, será a desmoralização completa. É melhor modificar a estátua que existe diante do Supremo e colocar logo a balança pendendo para o lado do Palácio do Planalto.


Por Carlos Newton

Fonte: Blog da Tribuna - 27/04/2012
Blog do Edson Sombra